Mostrar mensagens com a etiqueta Notícias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Notícias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Noticias sobre a Lisnave

Aqui vos deixo esta interessante noticia, encontrada na "Revista Observador" de Outubro de 1972, que tão bem nos retrata o profissionalismo e a capacidade de trabalho desta empresa:

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Reportagem Vida Mundial: Thorsten Andersen & João Rocheta

No seguimento do post anterior, fui ao meu baú de revistas de descobri esta curiosidade. No dia em que precisamente era inaugurado o Estaleiro da Margueira, a conceituada revista "Vida Mundial" uma belíssima magazine semanal existente entre nós durante os anos 60 e 70 publicava uma reportagem, sobre dois grandes obreiros do novo empreendimento. Compartilhando os cargos de Directores-Gerais da Lisnave, Thorsten Andersen foram os homens-chave por detrás do sucesso e futuro crescimento da empresa. Esta é também a minha homenagem a esses dois senhores, esquecidos ou desconhecidos por muitos, nesta noticia poderão ficar a conhecer melhor estas personagens, para além de uma breve história sobre o empreendimento. (basta clicar nas folhas para aumentar e ler)






segunda-feira, 14 de junho de 2010

Inauguração da Loja Pão de Açucar da Parede


Imagens da Loja na Actualidade




Esta interessante noticia que aqui vos trago, é do Jornal República do dia 16 de Fevereiro de 1974. No dia anterior era inaugurada na Parede, a décima oitava loja da cadeia Pão de Açúcar, situada na Avenida da República (a mais importante e central via desta localidade). Hoje quem vá ao centro da Parede depara no mesmo local com o Pingo Doce que veio ali substituir há já muitos anos o antigo Pão de Açucar, para completar e enquadrar deixo algumas fotos da loja na actualidade.

sábado, 12 de junho de 2010

Curiosidade: Capa da Revista Noticia


Estávamos em Setembro de 1969, a Revista Notícia, à época uma reconhecida magazine de grande qualidade jornalística informativa sobre o território angolano, cujo o seu Director era o Dr. João Baptista dos Santos. A presente edição noticiava com grande destaque na sua primeira página o final da 32ª Volta a Portugal em Bicicleta. Desporto que já teve melhores dias em Portugal e que em idos tempos chegou a ter tantos adeptos como o Futebol.

Na capa podemos ver em destaque o vencedor desta volta, uma das maiores lendas do nosso Ciclismo e que dispensa qualquer tipo apresentações, Joaquim Agostinho, de camisola amarela, com um boné da CUF-SANDERS, seguido de Joaquim Andrade também de amarelo, e por fim Fernando Mendes. Não resisti em colocar aqui esta curiosidade fotográfica de Joaquim Agostinho a publicitar as Rações da CUF! E é também a minha forma de homenagear esta grande figura do desporto nacional.

Outras são as noticias mencionadas, caso da Feira de Nova Lisboa, que tinha grande projecção no território, uma reportagem sobre a Huíla, O balanço de um ano após a Primavera de Praga, e uma interessante e pormenorizada reportagem sobre a vinda a Angola, ao poço «QN-14» da Petrangol de dois técnicos de Houston (Texas) especialista em apagar incêndios em poços de petróleo, que ardia há já 256 horas, e que com 120 quilos de explosivo, e a sua perícia, puseram fim ao problema.

domingo, 30 de agosto de 2009

Noticias do Grupo CUF na imprensa 2

No inicio dos anos 70, apareceu entre nós uma belíssima revista de informaçao, chamada "Observador" concorria directamente com a "Vida Mundial" e se as olhar-mos com a distancia necessária, foram as precursoras das revistas de informação actuais, tais como a "Visão" ou a "Sábado". Pois bem aquilo que hoje vos trago é precisamente uma noticia retirada do "Observador" nº 72 de 30 de Junho de 1972. Para ler basta clicar na imagem para esta aumentar:



Como se pode observar, esta noticia, descrevia a inauguração de uma nova unidade de fabrico de Ácido Sulfúrico (vulgarmente conhecida por Contacto 6) com uma capacidade diária de 625 toneladas/dia. Fabrica essa como se poder ler no artigo detinha já tecnologia CUF (esta não foi a primeira vez que se utilizou tecnologia própria, já em 1960 a fabrica Contacto 2 tinha tecnologia CUF) e num esforço continuo de eliminação ao máximo da sua poluição, de forma a oferecer aos barreirenses uma melhor qualidade de vida. Aliás ao longo dos tempos a Administração da CUF sempre foi buscar ao estrangeiro o que de melhor e mais moderno havia, de forma a reduzir a sua poluição fabril, alias nos anos 60 a CUF dispunha de um sistema de controlo do ar na vila do Barreiro.

Fala-se também da necessidade de exportar a grande maioria da produção desta nova unidade que seria excedentaria ao consumo nacional, nada que a empresa não tivesse previsto, não nos podemos esquecer que em 1971, tinha sido fundada a Interacid Inc. com sede na Suiça, precisamente com o objectivo de colocar o seu ácido sulfúrico nos circuitos internacionais.

Menciona-se no final desta noticia os problemas de urbanização do concelho do Barreiro, resultado da construção desordenada, construíram-se bairros junto ao Complexo Industrial da CUF, quando nunca ali deveriam ter sido erigidos. Quem vá hoje ao Barreiro pode observar ainda hoje com os seus olhos esses erros.

Por ultimo deixo-vos umas fotografias impressionantes do Contacto 6 que na época era a unica do Mundo a funcionar pelo processo BASF usando fornos de leito turbulento em série.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Noticias do Grupo CUF na imprensa

Trago-vos uma pequena curiosidade que encontrei enquanto analisava jornais antigos. Uma noticia muito curiosa encontrada no Jornal Républica que transcrevo na integra. A fundação desta empresa, será provavelmente um dos últimos projectos do então Grupo CUF, já em plena fase de internacionalização.

Jornal Republica 2 de Abril de 1974


SUNEXPORT – iniciativa da CUF para a exportação de frutas


Foi hoje assinada a escritura da Sociedade de Comercialização de Produtos Agrícolas – SUNEXPORT, iniciativa da Companhia União Fabril, com a colaboração da Junta Nacional das Frutas, do Banco da Agricultura e da Geest Industries, conhecidos distribuidores e importadores ingleses.

A nova sociedade terá por accionistas o Estado (50% do capital) através da Junta Nacional das Frutas, a CUF (30%), o Banco da Agricultura ou suas associadas (10%) e a Geest Industries (10%).

Entretanto está prevista a cedência de acções até 25% do capital por parte do Estado, a agricultores.

Com a actuação desta empresa pretende-se que haja uma produção que se condicione às necessidades do mercado.

O principal interesse da sociedade dentro da óptica da economia nacional será o estimulo à exportação de produtos provenientes de um sector da actividade agrícola em que o desenvolvimento dentro do domínio da exportação tem sido pouco mais que nulo.


sábado, 4 de agosto de 2007

Curiosidade: Artigo sobre o Grupo Desportivo da C.U.F.

Neste novo Post, gostaria de apresentar uma notícia publicada no Jornal “A Bola” de 1 de Agosto de 2007 da autoria de Miguel Cardoso Pereira, ao qual dou os meus sinceros parabéns. Creio que este artigo, que publico na íntegra, demonstra muito bem, que o Grupo C.U.F. não apostava só na indústria, como também se promovia a nível desportivo e que também nessa área ela trouxe as suas inovações. Ainda hoje há um clube com certas semelhanças ao que foi o Grupo Desportivo da C.U.F., falo do Bayer Leverkusen, curiosamente também ela um gigante da indústria química. Serão meras coincidências? Espero que gostem.

"A Primeira Indústria do Futebol"

“No Barreiro diz-se que a CUF nunca foi campeã nacional porque muitos dirigentes da fábrica eram do Sporting e não queria importunar os leões. Diz-se também que a CUF chegou a ser a maior empresa da Europa e que tinha capital para alimentar qualquer ideal desportivo. A revolução de Abril de 1974, mudou os negócios de mãos, mudou até os nomes das coisas. De CUF passou a Quimigal e depois a Desportivo Fabril. Antes do que hoje é a indústria do futebol, houve o chamado futebol industrial.

Saia um fumo amarelado das chaminés das fábricas dos óleos, dos sabões, dos adubos, do que mais havia, que hoje já não sai. Era um fumo que se unia e nuvens igualmente amarelas e chegava a impedir que os treinos decorressem ali ao lado, de tão nauseabundo odor no Campo de Santa Bárbara, o começo de tudo no centro do complexo industrial gigantesco onde trabalhavam onze mil pessoas.

O Barreiro dos anos cinquenta era o pólo económico do País, a CUF era a principal empresa da cidade, espalhada também pelo Portugal Continental, insular e ultramarino.

Hoje o Campo de Santa Bárbara é um depósito de entulhos e materiais de construção. Mesmo ao lado está o mausoléu de Alfredo da Silva, industrial dinâmico que ergueu o império. A estrutura do túmulo é maior do que a de Lenine, em Moscovo.

O ecletismo e os resultados alcançados levaram a que os donos da fábrica alargassem interesses desportivos. Ainda que a população do Barreiro sem ligações à CUF empurrasse o seu Barreirense para a frente, como símbolo da cidade, os milhares de trabalhadores e seus familiares criaram uma cultura própria. Troféus atrás de troféus durante anos e anos: no remo, no hóquei em patins, com os internacionais Vítor Domingos e Leonel Fernandes; no atletismo, no ciclismo – o clube venceu uma Volta a Portugal, por Joaquim Fernandes – no basquetebol. Claro, no futebol: Conhé, Fernando Oliveira, Capitão-Mor, Vítor Pereira, Mário João – bicampeão europeu pelo Benfica que se juntou à CUF devido à segurança de um emprego estável – José Palma, Vieira Dias, Arnaldo José Maria e Manuel Fernandes., que mais tarde brilharia no Sporting. A dupla oferta proporcionada pela CUF, futebol e emprego era, na altura, um privilégio irrecusável.

É, ainda hoje, o único emblema português com um prémio da FIFA e da UEFA para Melhor Público Desportivo, que engrandecia o audaz Complexo Desportivo Alfredo da Silva, no Lavradio, para onde a CUF alargou fronteiras em 1965. Ainda hoje é um dos maiores e mais completos espaços desportivos portugueses. Dos mais graciosos. De arrojada arquitectura.

"22 Anos seguidos e nunca mais"

Acontece que , nos dias que correm, ao lado do Tejo, o Barreiro já não é o maior pólo industrial do País, antes um dos concelhos com maior taxa de desemprego, ainda a braços com a poluição atmosférica, uma cidade à beira do rio, mas que o usa só como caminho para Lisboa.

A revolução de Abril esvaziou o poder da empresa , retirou-lhe privilégios e o desinvestimento foi imediato. As 22 épocas consecutivas na I Divisão terminaram em 1975/1976. Jamais.

Em 1976 a CUF passou a Quimigal e em 2000 rebaptizou-se Desportivo Fabril. Mudou de mãos, de nome e enquanto clube de futebol. Já nem pode bem dizer-se que é um histórico pobre ou azarado, como há outros; é sobretudo uma referência em crise de identidade.

Um nome que fabricou sonhos e que até nas estratégias do futebol foi precursor. A 15 de Fevereiro de 1965 a CUF usou pela primeira vez em Portugal um sistema de 4x4x2, ainda no Campo de Santa Bárbara. Ganhou 2-0 ao Benfica e a inovação foi elogiada por treinadores e jornalistas, conta Manuel de Oliveira, que na altura era treinador da CUF, depois de ter sido jogador.

Junto ao destruído Campo de Santa Bárbara, ainda cheira a óleo alimentar, ainda lá se produz. Mas à volta fecharam mais de metade das fábricas.

Do mal, o menos: os níveis de poluição atmosférica descem no Barreiro. Não se respiram nuvens amarelas e as poucas que há até o vento as empurra para Lisboa, uma capital da indústria do futebol. Aquela que fez do futebol industrial um conceito hoje tão estranho, tão cufista"

Reportagem, autoria de Miguel Cardoso Pereira
Publicada no jornal desportivo "A Bola", 1 de Agosto de 2007

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Curiosidade: Noticia sobre o andamento das obras do Estaleiro da Margueira

"No passado dia 2 do corrente, o Sr. Ministro das Comunicações, Eng.º Carlos Ribeiro, deslocou-se à Margueira, a fim de assistir, no que virá a ser o grande estaleiro naval de Lisboa, a mais um passo importante: o fechamento da ensecadeira criada para a escavação das duas primeiras docas secas.


Foi recebido no local pelos Srs. José Manuel de Mello, Almirante Ortins Bettencort, A. Spencer Vieira e Dr. Simões de Almeida; Eng.º João Rocheta e Thorsten Andersen, directores-gerais da Empresa; Dr. Daries Louro, em representação do Conselho de Administração da A.G.PL.; Eng.º Brás de Oliveira e Bissaia Barreto , da Profabril; e Eng.º Valente Perfeito, dos empreiteiros principais.


Numa das salas das edificações já existentes, onde estão situados os serviços administrativos, o Sr. Eng.º Rocheta deu explicações sobre os trabalhos abrangidos na 1ª fase, a concluir no princípio de 1967, e acerca do seu desenvolvimento que continua dentro do ritmo previsto.
Seguiu-se uma visita a outras instalações, como as obras de construção da caldeiraria, onde se procederá à execução de todos os trabalhos metalo-mecânicos necessários futuramente: aos dois transformadores, cuja instalação suportará, segundo se calcula, oito milhões de quilovátios-hora, etc.

Mas o momento especialmente significativo, foi, como acima dissemos, o fecho da ensecadeira formando o enorme fosse de onde surgirão as docas secas, cujas portas, cada uma das quais pesará 350 toneladas, serão construídas na nova caldeiraria, assim como toda a rede de tubagem para esgoto das docas, num comprimento total de nove quilómetros.

Nesta 1ª fase, a área ocupada será de cerca de 200.000 metros quadrados, na sua maior parte conquistada ao rio, obrigando a um aterro hidráulico de mais de um milhão e meio de metros cúbicos, estando já, nessa altura, o estaleiro equipado com guindastes e dotado de ar comprimido, oxigénio, acetileno, vapor, água salgada e água doce, além de corrente alternada e contínua com as características usadas a bordo.

Em meados de 1966, o estaleiro disporá, então, de 1100 metros de cais e terá a funcionar as oficinas de caldeiraria e mecânica, podendo, nessa altura, encarregar-se de trabalhos em navios atracados.

Numa 2ª fase, a área deverá subir para os 400.000 metros quadrados; e, em meados de 1967, as duas primeiras docas, de 300 m x 46 m, - neste tipo as maiores docas secas do mundo, pois são apenas ultrapassadas por um estaleiro japonês - poderão docar, simultaneamente dois petroleiros de 130.000 toneladas de porte bruto."

Fonte: "C.U.F. - Informação Interna, Fevereiro de 1965"