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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

CUF – Departamento de Projectos

Corria o ano de 1934, quando foi criado o primeiro gabinete de projectos, tendo sido instalado na antiga Oficina de Caldeiraria, onde foram colocados 2 estiradores. Devido á evolução da Companhia e do seu ritmo de trabalho, este gabinete foi sendo constantemente aumentado passando para o número de 8 em 1945, subindo para o número de 12 em 1947. Ainda neste ano foi montada uma sala de Desenho num compartimento privativo do 1º andar do Edifício dos Escritórios da Zona Metalo-Mecânica. Os desenhadores encontravam-se agrupados em duas equipas de 6 elementos cada, sendo uma da especialidade de mecânica e outra de estruturas metálicas.

Em 1952 devido ao crescente desenvolvimento da Companhia, e porque o espaço desse departamento começava já a sua exíguo, levando a incomodas condições de trabalho, foi de novo transferida para o 1º andar do edifício onde, funcionaram as oficinas Eléctrica e de Carpintaria, junto ao edifício do Posto Médico. Em 1954 foi-lhe instalado a título provisório um Gabinete Fotográfico, onde passaram a executar-se os primeiros trabalhos das “Reproduções Fotográficas” quer por fotografia quer por fotocópia. E o que era isto de “Reproduções Fotográficas”? Não nos podemos esquecer que, para cada projecto elaborado por este Departamento eram necessárias cópias para serem entregues ao arquivo, a secção e que pertencia o projecto e ao técnico que ia trabalhar com os maquinismos (quando era o caso).

De 1952 em diante, devidas às exigências de trabalho mais volumoso das diferentes Zonas, aparecimento de novas técnicas oficinais, implantações de novos fabricos, levou à admissão gradual e sucessiva de mais desenhadores, agentes técnicos, engenheiros etc.
Por volta de 1957/58 a quantidade de desenhadores, atingia o número dos oitenta, agrupados em várias equipas, que constituíam diversas especialidades como a mecânica, estruturas metálicas, tubagens, electricidade, construção civil etc.

Em 1958/59 devido a uma nova orgânica adoptada, operou-se a descentralização da Sala de Desenho, passando a denominar-se Departamento de Projectos, consistindo na criação dos chamados Centros de Estudo, primeiro nas Zonas e, mais tarde, nos Departamentos (Conservação Mecânica, Electrotecnia etc.). Deste modo muitos dos desenhadores que aí haviam adquirido a sua experiência foram transferidos, tanto para os Centros de Estudo, como para a Profabril (Empresa de Estudos e Projectos fundada pela C.U.F. em 1963). A actividade do Departamento de Projectos passou a dar o apoio necessário às Fábricas do Barreiro, todas as novas construções de fábricas, edifícios, instalações de maquinismos, etc., passavam por este departamento.

Pessoal existente no Departamento de projectos (ano de 1965)

Chefes de Serviço e secção.........................................4

Desenhadores (mecânica, estruturas metálicas, tubagens)...17

Empregados de Escritório...........................................3

Fotógrafo.............................................................1

Operadoras do Gabinete Fotográfico..............................3

Operador das reproduções heliográficas..........................1

Arquivistas...........................................................2

Operários.............................................................7

Total.................................................................38


Índice das Imagens:

Foto 1 - Aspecto da Sala de Desenho de Mecânica

Foto 2 - Tiragem de cópias heliográficas

Foto 3 - Um aspecto do estúdio de Fotografia Industrial

Fonte: Revista de Informação Interna CUF, Setembro de 1965

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Curiosidade: Noticia sobre o andamento das obras do Estaleiro da Margueira

"No passado dia 2 do corrente, o Sr. Ministro das Comunicações, Eng.º Carlos Ribeiro, deslocou-se à Margueira, a fim de assistir, no que virá a ser o grande estaleiro naval de Lisboa, a mais um passo importante: o fechamento da ensecadeira criada para a escavação das duas primeiras docas secas.


Foi recebido no local pelos Srs. José Manuel de Mello, Almirante Ortins Bettencort, A. Spencer Vieira e Dr. Simões de Almeida; Eng.º João Rocheta e Thorsten Andersen, directores-gerais da Empresa; Dr. Daries Louro, em representação do Conselho de Administração da A.G.PL.; Eng.º Brás de Oliveira e Bissaia Barreto , da Profabril; e Eng.º Valente Perfeito, dos empreiteiros principais.


Numa das salas das edificações já existentes, onde estão situados os serviços administrativos, o Sr. Eng.º Rocheta deu explicações sobre os trabalhos abrangidos na 1ª fase, a concluir no princípio de 1967, e acerca do seu desenvolvimento que continua dentro do ritmo previsto.
Seguiu-se uma visita a outras instalações, como as obras de construção da caldeiraria, onde se procederá à execução de todos os trabalhos metalo-mecânicos necessários futuramente: aos dois transformadores, cuja instalação suportará, segundo se calcula, oito milhões de quilovátios-hora, etc.

Mas o momento especialmente significativo, foi, como acima dissemos, o fecho da ensecadeira formando o enorme fosse de onde surgirão as docas secas, cujas portas, cada uma das quais pesará 350 toneladas, serão construídas na nova caldeiraria, assim como toda a rede de tubagem para esgoto das docas, num comprimento total de nove quilómetros.

Nesta 1ª fase, a área ocupada será de cerca de 200.000 metros quadrados, na sua maior parte conquistada ao rio, obrigando a um aterro hidráulico de mais de um milhão e meio de metros cúbicos, estando já, nessa altura, o estaleiro equipado com guindastes e dotado de ar comprimido, oxigénio, acetileno, vapor, água salgada e água doce, além de corrente alternada e contínua com as características usadas a bordo.

Em meados de 1966, o estaleiro disporá, então, de 1100 metros de cais e terá a funcionar as oficinas de caldeiraria e mecânica, podendo, nessa altura, encarregar-se de trabalhos em navios atracados.

Numa 2ª fase, a área deverá subir para os 400.000 metros quadrados; e, em meados de 1967, as duas primeiras docas, de 300 m x 46 m, - neste tipo as maiores docas secas do mundo, pois são apenas ultrapassadas por um estaleiro japonês - poderão docar, simultaneamente dois petroleiros de 130.000 toneladas de porte bruto."

Fonte: "C.U.F. - Informação Interna, Fevereiro de 1965"

quarta-feira, 11 de julho de 2007

O Grupo C.U.F. em 1974

Banca e Investimentos Financeiros

Banco Totta & Açores (1970)
Banco Totta – Standart de Angola (1966)
Banco Standart Totta de Moçambique (1966)
SOGESTIL – Sociedade de Gestão de Títulos (Fundo FIDES)
SOGEFI – Sociedade de Gestão e Financiamento (1964)
Sociedade Geral
International Factors Portugal (1965)
COBRIMPE – Cobranças, Organização e Assistência a Empresas (1972)


Indústria de Construção

EMACO – Empresa de Gestão e Construções (1964)
REALIMO – Estudos e Realizações Imobiliárias (1969)
FUNDUS – Administração e Participações Financeiras
SAEMA – Empreendimentos Financeiros e Comerciais (1964)
IMOBUR


Seguros e Resseguros

Companhias de Seguros Império – Sagres – Universal


Engenharia, Organização e Consulta

ENI – Electricidade Naval e Industrial (1969)
FRINIL – Frio Naval e Industrial (1971)
Empresa Geral de Fomento, planeamento e coordenação de empresas (1947)
NORMA – Sociedade de Estudos para o Desenvolvimento de Empresas (1963)
PENTA – Publicidade (1970)
PROFABRIL – Centro de Projectos (ex. centro de projectos C.U.F.)
PROMARINHA – Gabinete de Estudos e Projectos (1969)

Sector Químico

Companhia Portuguesa do Cobre (1943)
U.F.A. – União Fabril do Azoto (1948)
Lusofane (1962)
PREVINIL – Empresa Preparadora de Compostos Vinílicos (1969)
Microfabril – Sociedade Industrial de Bioquímica (1961)
VECOM – Sociedade de Limpezas Químicas e Protecções Especiais (1969)


Sector Têxtil

PROTEXTIL – promoção da indústria têxtil (1963)
SITENOR – Sociedade de Indústrias Têxteis do Norte (1962)
IPETEX – Sociedade de Indústrias Pesadas Têxteis (1965)
CICOMO – Companhia Industrial de Cordoarias de Moçambique (1966)
Companhia Têxtil do Punguè (1959)
SIGA – Sociedade Industrial de Grossarias de Angola (1951)
FISIPE – Fibras Sintéticas de Portugal (1973)


Sector de Higiene e Alimentação

COMPAL – Companhia de Conservas Alimentares (adquirida em 1963)
UNICLAR – Internacional de Cosmética (1971)
UNISOL – Sociedade de Distribuição e Exportação (1967)
SONADEL – Sociedade Nacional de Detergentes (1956)
FLORAL – Sociedade de Perfumaria e Produtos Químicos (1937)
INDUVE – Industrias Angolanas de Óleos Vegetais (1957)
PROALIMENTAR – Companhia de Produtos Alimentares do Centro (1968)
SICEL – Sociedade Industrial de Cereais (1963)
SOVENA – Sociedade Vendedora de Glicerinas (1956)
SOVENCOR – Sociedade Distribuidora de Óleos e Sabões nos Açores (1964)
SAPOMAR – Sociedade Madeirense de Sabões (1966)
SUPA – Companhia Portuguesa de Supermercados: Pão de Açúcar (1969)
GERTAL – Companhia Geral de Restaurantes e Alimentação (1973)
RESTAUBAR - Bares e Restaurantes (1969)
Restaurantes: Alvalade, Varanda do Chanceler, e Alfredo´s (Alvor)


Sector Metalo-Mecânico

MOMPOR – Companhia Portuguesa de Montagens Industriais (1972)
EQUIMETAL – Empresa Fabril de Equipamentos Metálicos (1973)
FERUNI – Sociedade de Fundição (1969)


Sector Eléctrico

JOMAR – cabos eléctricos e telefónicos (adquirida em 1972)
EFACEC – Empresa Fabril de Máquinas Eléctricas (1948)


Petroquímica

PETROSUL – Sociedade Portuguesa de Refinação de Petróleos (em associação com a SONAP) 1972
Companhia Nacional de Petroquímica (1972)
Sociedade Portuguesa de Petroquímica (em associação com a SACOR) 1957


Minas

Sociedade Mineira de Santiago (1966)
ECA – Empresa do Cobre de Angola (1944)
Pirites Alentejanas (1973)


Celuloses

Celuloses do Guadiana (1956)
CELBI – Celulose Beira Industrial (em associação com a Billerud) 1967


Tabaco

A TABAQUEIRA (1927)


Estaleiros Navais

LISNAVE – Estaleiros Navais de Lisboa (1961)
NAVALIS – Sociedade de Construção e Reparação Naval (1957)
REPROPEL – Sociedade de Reparação de Hélices Lda. (1971)
GASLIMPO – Sociedade de Gasgasificação de Navios (1967)
SETENAVE – Estaleiros Navais de Setúbal (1971)
Estaleiros Navais de Viana do Castelo (1945)
H. Parry & Son (adquirido em 1972)


Navegação


Companhia Nacional de Navegação (1956)
Companhia Moçambicana de Navegação (1971)
Empresa Africana de Cargas e Descargas (1970)
NAVANG – Companhia de Navegação Angola (1970)
NAVETUR – Agências de Turismo e Transportes de Angola (1971)
NAVETUR – Agências de Turismo e Transportes de Moçambique (1969)
NAVEMAR – Agência de Navegação Marítima e Aérea (1970)
NORTEMAR - Agência Maritima do Norte Lda. (1971)
GUINÉMAR – Sociedade de Agências e Transportes da Guiné, Lda.
PORTUFRETE - Fretamentos Marítimos e Aéreos, Lda.
SAMAR – Sociedade de Agências Maritimas (1970)
SOCARMAR – Sociedade de Cargas e Descargas Marítimas (1969)
SONATRA – Sociedade Nacional de Tráfego (1953)
SOPONATA – Sociedade Portuguesa de Navios-Tanques (1947)
Suprema Compañia Naviera S.A. (Panamá)
TRANSFRIO – Sociedade Marítima de Transportes Frigoríficos (1964)
TRANSNAVI – Sociedade Portuguesa de Navios Cisternas (1967)
TRANSMINEIRA (1970)


Hotelaria e Turismo

HOTAL – Sociedade de Indústria Hoteleira do Sul de Portugal (1962)
SALVOR – Sociedade de Investimento Hoteleiro (1963)


Concessão de Jogo (Algarve)
SOINTAL - Sociedade de Iniciativas Turísticas Algarvias (1971)


Aluguer de Veículos

EUROCAR – Companhia Nacional de Aluguer de Automóveis (1965)
SARMENTAUTO - Automóveis de Turismo, Lda. (adquirida em 1973)


Mercado Externo

INTERACID inc. ( Sede na Suiça 1971)
INTERCUF - Comércio e Representações de Produtos Quimicos Lda. (Sede no Brasil 1973)
FERTISUL (Brasil 1973) *
ICISA (Brasil 1973) *
Leal Santos (Brasil 1973) *
AGROFERTIL (Brasil 1973) *
D.C.I. - Desenvolvimento e Comércio Internacional (1974)
SUNEXPORT - Sociedade de Comercialização de Produtos Agricolas (1974)
NAVELINK S.A. - (Sede na Suiça, Janeiro de 1975)


Empresas Diversas

Companhia Animatógrafica dos Restauradores, (Cinema Éden) 1941
ISU – Estabelecimentos de Saúde e Assistência (1971)
UNIFA – União Fabril Farmacêutica (1951)
TINCO – Sociedade Fabril de Tintas de Construção (em associação com a ICI) 1958
Editora Arcádia, publicação de livro (1957)
Blanchard Portuguesa (1974)
Companhia da Ilha do Príncipe
Empresa António Silva Gouvêa
SOCAJÚ
COMFABRIL – Companhia Fabril e Comercial do Ultramar
CPIN – Companhia Portuguesa de Industrias Nucleares (parceria com várias empresas)


* empresas em que a CUF toma uma importante posição accionista

Fontes

  • "The CUF Group", CUF - Publicity Dep. July 1969
  • "O Grupo CUF", Departamento de Publicidade CUF, 1974
  • Maria Belmira Martins, "Sociedades e Grupos em Portugal", Editorial Estampa, 1973
  • Miguel Figueira de Faria "Manuel de Mello", Edições Inapa, 2007
  • Jornal República (1974)

Nota Bem: Esta lista não é definitiva, com o decorrer de estudos podem aparecer novas empresas que serão devidamente acrescentadas neste local.