sábado, 22 de agosto de 2009

67º Aniversário da Morte de Alfredo da Silva

Faz exactamente no dia de hoje 67 anos que Alfredo da Silva deixou o mundo dos vivos. Homem como poucos existiram em Portugal, infelizmente é hoje uma figura desconhecida da maioria. Ha 67 anos atrás o país vivia a sombra da IIª Guerra Mundial, das longas filas dos racionamentos, problemas de abastecimentos aos quais a CUF também não escapou.
Contudo Alfredo da Silva, foi sempre um lutador e um vencedor, acreditou nas potencialidades da indústria portuguesa, e com a CUF tentou explorar ao máximo todas essas vertentes (lema que aliás se manteve com os seus sucessores até 1975). Homem enérgico, empreendedor e de pouca paciência, diziam que tentava andar mais depressa que o país, entrava dentro dos gabinetes dos Ministros, falava directamente com eles, tentando vencer com a maior celeridade a enorme máquina burocrática do país (ontem, tal como hoje...). Quando fechou os seus olhos não quis que as suas fábricas parassem, e não pararam, as suas buzinas e apitos ecoaram em uníssono, como ultima homenagem, ao homem criador do Barreiro Moderno. Quis repousar junto da sua obra que já não existe, e que foi o seu projecto de vida.
Alfredo da Silva tinha desaparecido, mas contudo a sua obra foi continuada, pelo génio do seu genro Manuel de Mello, e pelos seus netos Jorge e José de Mello. Continuaram a criar novas fontes de trabalho, a introduzir modernidade, nos maquinismos das fabricas, novas mentalidades, maior diversificação de negócios, tornando a CUF num motor de desenvolvimento tecnológico e económico único em Portugal.
Infelizmente o ser humano é capaz de destruir coisas maravilhosas e foi isso que aconteceu com a CUF, precisamente numa época em que esta se estava a afirmar perante o Mundo, a politica quando mal executada e pensada leva a erros estratégicos fatais e este foi um deles. Hoje o panorama português é bem diferente a braços com uma crise profunda, típica de um país que não sabe para onde vai e que já pouco produz. Hoje tal como no passado, governantes e industriais, deveriam saber qual a linha de rumo a seguir, e trabalharem de perto precisamente, para que se voltassem a criar novas fontes de trabalho e de riqueza nacional.
Num passado bem recente Portugal demonstrou ao Mundo, do que era capaz no campo industrial, em varias áreas (algumas ligadas ao universo CUF) chegou-se mesmo a criar tecnologia nacional. Não é só com os livros e com os outros países que podemos aprender, com a Historia podemos e devemos aprender, para podermos construir um futuro melhor.
Andam por aí uns senhores nos dias de hoje empenhados em criar choques tecnológicos, pois se calhar essas e muitas outras pessoas deste país desconhece que o Grupo CUF foi por si só um verdadeiro choque tecnológico, ao longo de toda a sua existência . Pena é que em Portugal a maioria das pessoas tenham memória curta.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Crachás de Acampamentos do G.D. da CUF

Aqui vos trago uns interessantes crachás da Secção de Campismo do Grupo Desportivo da CUF, de 3 acampamentos por eles realizados. Logo que conseguir adquirir os restantes irei colocando. Este é um post para os aficionados do desporto, e não só. São de facto muito bonitos. Aqui estão eles:


IV Acampamento, Penalva (Maio de 1966)


V Acampamento (Maio de 1967)


8º Acampamento, Sarilhos Pequenos (Maio de 1974)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O ESSO MERCIA na Lisnave em 1968

O Esso Mercia, chegou ao Tejo no dia 2 de Fevereiro de 1968, este era na época o maior navio entrado no por de Lisboa. Possuía 170 mil toneladas de porte bruto, e 308 metros de comprimento e 45 de largura.
Este petroleiro foi construído nos estaleiros da A.G. Weser, de Bremen (Alemanha), empresa essa que na época estava a construir para a Lisnave o casco de petroleiro de 82 mil toneladas que tinha sido encomendado pela SOPONATA, baptizado de "Larouco" e que seria entregue em 23 de Junho de 1969.
Chegado ao Estaleiro da Margueira, procedeu-se à pintura do casco e fundo e outros trabalhos de acabamento, e depois entregue ao armador.
Podemos ainda observar, o enorme terrapleno no qual em 1971 passaria a estar a Doca 13 (Doca Alfredo da Silva) que era uma das maior do Mundo do seu género. Ao fundo observe-se os as enormes torres de Almada ainda em construção, com a cidade de Lisboa em pano de fundo. Deixo-vos ainda 3 fotografias da chegada o Esso Mercia ao Estaleiro da Margueira. As palavras ditas na capa da Revista "Mais Alto" fazem jus ao que naqueles tempos era verdadeiramente os os Estaleiros da Lisnave, uma Estação de Serviço Internacional, na principal rota do petroleo.



quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Anuncios do Sabão Activado CUF

Aqui vos deixo mais uns interessantes anúncios do Sabão Activado da CUF que consegui, estão datados entre 1958 e 1961, a sua imagem gráfica é deveras interessante. Foi mais uma campanha agressiva por parte da empresa, numa época em que os detergentes em Portugal estavam na sua infancia.





terça-feira, 4 de agosto de 2009

Enxofre Slublimado CUF


E aqui está outra marca de enxofre da CUF, o Sublimado Flor Extra. Que segundo o Simposium Agrícola de 1960 nos informava: "O Enxofre utiliza-se principalmente para o tratamento das plantas atacadas pelo Oídio. Esta doença é frequente nas seguintes culturas: Videira, Roseira, Pessegueiro, Alpercheiro, cereais, cucurbitáceas, etc. O enxofre utiliza-se ainda na desinfecção do material vinário, na refinação do açucar , pirotecnia, etc" Depois desta linguagem máis tecnica, observe-se o pano. Mais uma vez e devido á optima qualidade o linho da CUF, foi este transformado numa toalha. Curisamente todos os que tenho adquirido, foram todos transformados em panos, mal sabia a CUF que pelo pais fora os seus produtos teriam uma dupla funcionalidade! É deveras curioso.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Jogadores do Grupo Desportivo da CUF, Uria e Faia

Aqui vos trago mais esta curiosidade, estas magnificas caricaturas de jogadores do Grupo Desportivo da CUF. As carteiras de fósforos antigamente, eram muito mais coloridas, desenhadas, e com uma multiplicidade de temas que nos dias de hoje, (servindo até como forma de coleccionismo por muitas pessoas) também não era para menos, na época todos os usavam, e os isqueiros? Bom quem quisesse isqueiro, era melhor ter uma licença (há até quem diga que era a formula encontrada pelo governo de subsidiar as fosforeiras). Histórias a parte, aqui ficam as imagens, prometo que assim que encontrar mais serão publicadas.

URIA






















Infelizmente a informação sobre este jogador é muito pouca, apenas sabendo o que está escrito nesta carteira de fósforos, representou o Grupo Desportivo Estoril Praia e depois o Grupo Desportivo da CUF.


FAIA





















Sobre o Faia ou como também era conhecido "Guerra Faia" era um filho da terra. Desportista nato, começou a sua carreira na natação onde com apenas 14 anos de idade foi campeão regional nos 50 e 100 metros. Passado um ano muda-se para o Futebol Clube Barreirense, onde pratica o Basquetebol e o Futebol, até que aos 18 anos opta por um dos desportos, o futebol. Em 21 anos de profissional representa diversos clubes: Académica, Barreirense, Grupo Desportivo da CUF e Luso Futebol Clube. Conta no seu palmarés 400 golos marcados. Voltará ainda ao Desportivo da CUF como treinador, seguindo-se depois o Luso Futebol Clube, o Oriental, o Portimonense, o Barreirense entre outros. Em 1998 foi-lhe atribuido pela Camara do Barreiro o galardão "Barreiro Reconhecido" na area do Desporto.

sábado, 11 de julho de 2009

Postal da SG de aviso de recepção de cargas



Em tempos idos, quando se enviava encomenda por navios, mal ela chegava ao porto de destino, a pessoa a quem esta era dirigida, recebia um postal idêntico ao que se pode ver neste post. Repare-se no já moderno logótipo da Sociedade Geral que durou até 1972. Se observarmos no verso podemos ler modelo S.G., muitas pessoas poderão pensar que é Sociedade Geral, mas estarão enganadas, pois segundo me disseram pessoas que trabalharam na parte dos escritórios significava: Secretariado Geral, pode-se ainda ler que foram feitos 2000 exemplares em 1971.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ainda o Sabão Clarim





Aqui está uma coisa que não se vê todos os dias. Um sabão Clarim, dos antigos ainda no seu celofane original. Vê-se no seu aspecto que já lhe passaram muitos anos por cima, resistindo aos tempos. Podemos observar o antigo símbolo do Clarim, que já nada tem a haver com o actual. De resto a única coisa que ainda continua a manter a tradição é precisamente continuar a ser produzido pela SOVENA. Com um símbolo que parece uma árvore, com letras encarnadas a dizer "Fabricado por CUF, SNS (sociedade Nacional de Sabões, e M&C (Macedo & Coelho)". Digno de registo é encontrarmos por todo o celofane, escrito em italiano, françês. inglês, grego, esponhol e alemão, a sua categoria de sabão, o que claramente nos indicia que era exportado para esses países.
Era vendido em barras de 250 gramas como também podemos observar. Aqui fica mais esta curiosidade para a história do Clarim.

2º Aniversário do Blogue

No passado dia 5 de Julho, fez este blogue o seu segundo ano de vida. Foi um ano em que o blogue sofreu uma quebra na sua actividade, e provavelmente nas visitas. Prometo que de agora para a frente, será diferente. Este foi também um ano de muitas novidades quer em estudos quer em aquisições que pretendo demonstrar aqui. Quero agradecer a todos os que nos visitaram, e a todos aqueles que vão deixando mensagens, pois também elas enriquecem o já vasto conteúdo deste blogue. Sejam recordações, sejam criticas, façam-nas só assim podemos melhorar este blogue que é feito para todos aqueles que gostam do tema, e uma homenagem a todos os aqueles que durante décadas participaram, na construção, no crescimento, e desenvolvimento das Novas Fontes de Trabalho que a CUF proporcionou ao País.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Porta-Bloco de Apontamentos da C.N.N.










No mundo empresarial, um porta-blocos, é uma ferramenta essencial, usada maioritariamente, no controlo de stocks, armazenagem etc. Esta peça era pertença da Companhia Nacional de Navegação, encontra-se em relativo estado de conservação, vê-se que foi utilizada, e por ele devem ter passado muitos blocos de papel e também muitas histórias. É pena que os objectos não falem, pois de certeza que teriam muito que contar. Usado nos seus edifícios, armazéns, cais, de cor azul (que foi sempre um dos símbolos desta Companhia), possui as seguintes dimensões: 9 cm de comprimento, e 2,3 cm de largura. A sua base era feita em cartão prensado, forrada a plástico.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Sabão Clarim



"Com Sabão Clarim Toca a Lavar" o velhinho slogan, deste sabão, que tantas gerações de donas de casa, lavadeiras, e demais usaram para lavar as suas roupas, nesses tempos em que ainda não existiam os detergentes, que posteriormente vieram tirar alguma freguesia a este tipo de sabão. Nunca me tinha deparado com um cinzeiro a publicitar tal marca, comprei-o logo, e cá está ele a figurar na minha colecção, o seu grafismo é fabuloso.

O fabrico de Sabão pela CUF provinha de longa tradição, sendo aliás esse um dos ramos apartir dos quais a empresa começou a laborar na segunda metade do séc. XIX. O Clarim aparece por volta de 1956, precisamente no ano em que a CUF funda a SOVENA - Sociedade Vendedora de Glicerinas, desde aí até aos nossos dias é sem dúvida um caso de sucesso e longevidade de uma marca criada pela CUF que vai resistindo as mudanças do Mundo. Ainda hoje nas prateleiras das supermercados e drogarias, podemos ve-lo já com uma embalagem com um novo grafismo adaptado aos dias de hoje, mas o seu interior pouco mudou.

Como curiosidade aqui vos deixo dois anúncios do Clarim.



terça-feira, 2 de junho de 2009

Zincogravuras da CUF e Sociedade Geral

As zincogravuras, eram utilizadas maioritariamente na imprensa, ou para fazer outras publicações. No tempo em que ainda não haviam os poderosos computadores de hoje os jornais e publicações, seguiam para as gráficas, onde homens habilidosos, formavam a partir destas chapas, palavras, textos, fotografias, anúncios, dando corpo e vida todos os dias á Imprensa Matutina ou Vespertina. Até ao momento detenho na minha colecção os três exemplares que em seguida vos apresento.

Zincogravura da CUF



em madeira tem por dimensões uma largura de 1,5 centímetros e de comprimento 2,2 centímetros.

Zincogravura SG (pequena)



em madeira, as suas dimensões são, em largura 2,2 centímetros, e de comprimento 2,5 centímetros

Zincogravura da SG (grande)



em madeira, as suas dimensões são, em largura 2,2 centímetros, e de comprimento 3,4 centímetros

sábado, 9 de maio de 2009

Dr. Jorge de Mello entrega troféu ao jogador Manuel Passos


É de facto curioso como podemos encontrar, de forma cruzada com outros assuntos, figuras e factos da CUF. E porque digo eu isto? Andava eu entretido por uma feira de velharias, quando me deparo com este postal oficial do Sporting, que para minha admiração e espanto, mostra o então Vice-Presidente do Grupo CUF, Dr. Jorge de Mello a entregar uma taça ao jogador Manuel Passos.
Pelo que pude apurar, trata-se da despedida profissional deste jogador a 2 de Setembro de 1956. O clube de eleição do Dr. Jorge de Mello sempre foi o Sporting, mas porquê ser ele a entregar esta taça? A razão é simples, Manuel Passos (nascido em Machico na Madeira em 1922) foi também ele trabalhador da empresa e jogador no Grupo Desportivo da CUF entre as épocas de 1940 e 1943. Nessa altura e devido a uma enfermidade teve de abandonar a sua carreira, oferecendo-se mais tarde para jogar no Sporting, onde jogou como Defesa entre as épocas de 1947 a 1957.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Restaurante Varanda do Chanceler





No âmbito do alargamento das actividades do Grupo CUF à Hotelaria e Turismo, a Restauração foi outro sector onde o Grupo decidiu aventurar-se. Não tenho a data presente da inauguração deste Restaurante mas diria que certamente terá sido nos anos 60. Situado como aliás se pode ler no folheto acima exposto, no Largo do Chanceler em Alfama, o estabelecimento era como que uma varanda sobre o Rio. Virado não só para o então crescente turismo internacional que se deslocava a Lisboa, e arredores da capital, era também ponto de encontro de personalidades, e figuras públicas da época. Infelizmente não possuo até ao momento fotografias do interior do Restaurante, quem sabe numa fase posterior as ache perdidas por algum local. Termino com uma curiosidade interessante que li na internet, foi precisamente neste Restaurante que o Dr. Sá Carneiro e Snu Abecassis se conheceram num almoço aí organizado por Natália Correia.
Observe-se o magnifico folheto magnificamente decorado, nada faltando, nem mesmo o "croquis" para lá chegar.