terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Outras Formas de Publicitar um produto
Quem disse que apenas se pode publicitar um produto, através de anuncios em out-doors, na imprensa, na Tv, ou na Rádio? Um simples copo também pode ser um bom veiculo para se passar uma mensagem. Sentados á mesa de um café ou esplanada, ao pedir uma bebida muitas vezes lá vêm os copos a publicitar, sumos, aguas, cervejas, ou Uísques. Talvez o mais curioso do copo que aqui vos mostro é precisamente o que ele publicita: Tabaco. O Português Suave, é das marcas mais antigas da Tabaqueira sendo produzida até hoje.

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
A FISIPE
Nos anos 60 a CUF era reconhecida por uma vasta gama de produtos de excelência entre os quais os têxteis (alcatifas, tapetes, cortinados etc) detendo mesmo lojas de venda ao público. A sua tradição têxtil remonta ao inicio da Companhia, nascida da necessidade primária, do ensacamento dos seus adubos, seguindo-se depois, o fornecimento de cordoaria, para os navios da Sociedade Geral.Contudo a partir dos anos 60 assiste-se a uma cada vez maior procura das fibras sintéticas, que pudessem substituir matérias-primas tradicionais, como a juta, ou cairo, ou a lã. Em 1968 a subida vertiginosa dos preços da juta, nos mercados internacionais e a concorrência por parte de outros tipo de embalagens viram ditar uma reconversão e uma reestruturação da Zona Têxtil da empresa. Sabemos que ao longo da sua vida industrial a CUF esteve sempre a par de todas as inovações técnicas que rapidamente eram introduzidas no seu complexo industrial e a têxtil não foi excepção. Era necessário acompanhar os tempos, vivia-se numa era de petróleo barato, através do qual por processos químicos, era possível transformar-lo em fibras mais resistentes que as naturais (tais como o Nylon, o Rayon, ou o Terylene) ditando assim uma grande procura no mercado deste tipo de produtos. Não será por acaso que a CUF em 1970 coloca em funcionamento novas linhas de feltro, nova estrusão e tecelagem de ráfia de polipropileno (necessário à modernização do ensacamento dos adubos).
O ano de 1973 ficará para sempre conhecido pelo seu Choque Petrolífero, que encerrou segundo a opinião de muitos economistas, um período dourado da economia mundial com taxas de crescimento espectaculares. Era também o fim da idade da inocência, para os países produtores desta matéria-prima essencial à vida moderna, que se aperceberam do seu poder, aumentando o preço do barril a 300%. Este choque teve ter grandes repercussões directas precisamente nas industrias derivadas do petróleo, estaleiros navais, e na química.É importante referir que na época o país debatia-se com dificuldades de abastecimento deste tipo de fibras. Observando o seu relatório de contas pretendia a empresa os seguintes objectivos:
- fomentar a difusão de novas tecnologias de laboração de fibras sintéticas
- contribuir para a exploração mais racional do equipamento instalado
- facultar meios de antecipação às tendências do mercado atribuindo novas perspectivas na comercialização e promoção dos produtos finais
- reforçar o poder contratual do sector têxtil nos mercados externos pela garantia de aprovisionamento de matérias-primas necessárias
Esta nova unidade do Grupo CUF, teria como principal matéria-prima um derivado do petróleo o acrilonitrilo, que não era ainda produzida no país, mas que estava já planeada (para uma 2ª fase) o seu fabrico no futuro complexo industrial a C.N.P. (Companhia Nacional de Petroquímica) em Sines, que estaria previsto o seu arranque da laboração para 1977, contudo e até hoje o acrilonitrilo nunca se chegou a produzir entre nós, não passando da fase de projectos.

Fases da Construção da FISIPE
Quanto a capitais a FISIPE representaria uma das ultimas "Join-Ventures" firmadas pela CUF desta vez com o Grupo Mitsubishi. O capital desta nova sociedade era de 250 000 000$ sendo o valor subscrito pela CUF de 60% e para a Mitsubishi os outros 40%.
Bibliografia consultada:
- Estatutos da FISIPE, 1973
- "Jorge de Mello - um Homem", Jorge Alves, Edições Inapa
- "Momentos de Inovação e Engenharia em Portugal no Século XX" Vol. III Cord. Manuel Heitor, José Maria Brandão de Brito e Maria Fernanda Rollo. (Cap. Sobre o Complexo Industrial da CUF no Barreiro) pp 242-285
- Relatórios do Conselho de Administração (1973/75)
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Antigos Depósitos e Dependências da CUF
Como é do conhecimento geral, a Organização CUF, teve em Portugal, uma das mais densas e eficazes redes de depósitos de vendas dos seus produtos, cobrindo o país de lés a lés. Isto numa época onde a maioria das empresas, bancos e outros serviços, apenas se ficavam pelos grandes e médios centros urbanos, essa massificação só se veio a generalizar a partir dos anos 80. Contudo já nos anos 30, a estratégia empresarial da CUF, de forma a suplantar a concorrência, passava por deter agências e depósitos, em locais como, Alcácer do Sal, Bombarral, Braga, Cantanhede, Coimbra, Castelo Branco, Evora, Covilhã, Sines, Mértola, isto só para referir algumas, pois o rol de localidades dava para encher uma página.
Pois bem após esta pequena nota introdutória, o que me proponho aqui, é colocar fotografias actuais de algumas dessas dependências. Algumas ainda continuam a existir, outras foram abandonadas e caídas no esquecimento, e casos há que o edifício existe, mas o mesmo foi adaptado para outros ramos de comércio. Quero agradecer a duas pessoas que me têm feito o favor de tirar fotografias dessas instalações, sem as quais teria sido quase impossivel, efectuar esta primeira amostra. Ao Marco Valente, e à Catarina Vaz um muito obrigado. Logo que consiga mais fotos de mais dependências estas serão colocadas.
Este antigo depósito da CUF e que ainda se encontra no activo pode ser encontrado na cidade de Santarém
Observe-se na fachada as antigas letras já gastas pelo tempo
Depósito situado na cidade de Aveiro, observe-se na frontaria do mesmo uma gasta Roda Dentada da CUF

Pois bem após esta pequena nota introdutória, o que me proponho aqui, é colocar fotografias actuais de algumas dessas dependências. Algumas ainda continuam a existir, outras foram abandonadas e caídas no esquecimento, e casos há que o edifício existe, mas o mesmo foi adaptado para outros ramos de comércio. Quero agradecer a duas pessoas que me têm feito o favor de tirar fotografias dessas instalações, sem as quais teria sido quase impossivel, efectuar esta primeira amostra. Ao Marco Valente, e à Catarina Vaz um muito obrigado. Logo que consiga mais fotos de mais dependências estas serão colocadas.
com maior pormenor
vista geral do depósito
Antiga agência de Castelo Branco ao abandono

Antiga agência de Castelo Branco ao abandono
pormenor do anúncio luminoso
Para além das referidas agências e depósitos, a CUF contava ainda com as Delegações Agronómicas, importante peça da sua politica de vendas. Ao folhearmos o Almanaque Agricola de 1962, podemos ler o seguinte:
"A CUF mantém uma rede de Delegações Agronómicas Regionais que têm por função prestar assistência técnica à Lavoura de forma a contribuir para a boa utilização, por parte desta, dos produtos que anualmente emprega, especialmente de adubos, pesticidas e farinhas para o gado.
Assim foi o País dividido em 14 zonas cada uma das quais constitui a área duma Delegação. Estas são chefiadas por m Engenheiro-agrónomo que, além dos conhecimentos que a sua preparação universitária lhe dá, possui ainda, um profundo conhecimento da região onde trabalha, estando perfeitamente identificado com os problemas a agricultura regional"
Após a explicação sobre as Delegações Agronómicas, para melhor exemplificar, o que atrás foi dito, coloca-se aqui o mapa das mesmas:

Para finalizar aqui ficam duas fotografias da antiga delegação regional da CUF em Santarém, pareceu-me ao abandono, ja com os simbolos da era Quimigal:


"A CUF mantém uma rede de Delegações Agronómicas Regionais que têm por função prestar assistência técnica à Lavoura de forma a contribuir para a boa utilização, por parte desta, dos produtos que anualmente emprega, especialmente de adubos, pesticidas e farinhas para o gado.
Assim foi o País dividido em 14 zonas cada uma das quais constitui a área duma Delegação. Estas são chefiadas por m Engenheiro-agrónomo que, além dos conhecimentos que a sua preparação universitária lhe dá, possui ainda, um profundo conhecimento da região onde trabalha, estando perfeitamente identificado com os problemas a agricultura regional"
Após a explicação sobre as Delegações Agronómicas, para melhor exemplificar, o que atrás foi dito, coloca-se aqui o mapa das mesmas:

Para finalizar aqui ficam duas fotografias da antiga delegação regional da CUF em Santarém, pareceu-me ao abandono, ja com os simbolos da era Quimigal:


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domingo, 31 de janeiro de 2010
Bandeiras da Companhia Nacional de Navegação
Após vos ter mostrado uma bandeira da Sociedade Geral, trago-vos hoje duas bandeiras da Companhia Nacional de Navegação, uma é uma bandeira de navio, provavelmente já das mais recentes, pois tem o logótipo que a empresa adoptou a partir de 1970. A outra é uma pequena bandeira de secretária de grande beleza que estaria a adornar algum escritório da companhia. Está e mais uma homenagem, à Marinha Mercante, e ao peso que ela já teve (e ainda hoje deveria ter!) no País.


sábado, 23 de janeiro de 2010
A Doca da Sociedade Geral
Infelizmente ainda não podemos viajar através dos tempos, mas felizmente ficaram as fotografias que são um registo muito importante e que nos permite ainda de que maneira limitada, observar os espaços, locais, e pessoas de outros tempos. Pois aqui estamos nós diante da Doca de Alcântara (também conhecida por Doca do Espanhol) que na época era o centro nevralgico da Sociedade Geral, e onde os seus navios fundeavam quando chegavam a Lisboa.
Esta interessante fotografia a cores aparenta ser no inicio dos anos 60. Podemos ainda observar os antigos guindastes do Porto de Lisboa, que no final da década de 60 seriam substituídos pelos da Mague que ainda hoje, apesar de velhinhos ainda lá se encontram ao serviço.
Na Doca encontra-se o "Rita Maria" que estaria a ser carregado com mercadoria, e junto a eles do lado esquerdo podemos ver um conjunto de batelões na sua grande maioria baptizados com o nome de "Gaivota", e acima deste podemos ver acostado do lado de terra o "Belas", ainda com as cores tradicionais da Sociedade Geral. E para rematar se olharmos com atenção na margem esquerda da fotografia podemos ainda ver a Sede da CUF situada na esquina da Av. Infante Santo com a Av. 24 de Julho.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Papel de Embrulhar os Maços de Cigarro
Este papel é precisamente a primeira coisa a ser destruída, logo que o tabaco chega aos múltiplos locais de venda (Quiosques, Tabacarias, Papelarias etc.). Logo nunca chega a ser conhecido pela maioria das pessoas sendo muito raro encontrar vestígios dos mesmos. Pois bem, e para minha sorte, numa feira de velharias, consegui adquirir dois desses papeis em relativamente bom estado e passo a mostrá-los, serão certamente dos anos 60, e é mais um contributo para a História dos Tabacos em Portugal e de A Tabaqueira. Pode-se observar ainda a existência do Imposto de Consumo e o seu custo.


Papel de Embrulho dos cigarros SG Filtro
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Os Salões de Arte Fotográfica do Grupo Desportivo da CUF
Este é um post para os amantes das Artes, neste caso particular, o da Fotografia. Nascida na segunda metade do séc XIX, esta veio generalizando-se até aos nossos dias. É hoje utilizada como bem sabemos no Comércio, na Indústria, na Instrução, nas Comunicações, na Medicina, na Ciência em geral, na vida familiar, ela está um pouco por todo o lado. A Fotografia Artística pode conceder a maior satisfação, uma vez que ela permite ao fotógrafo actuar livremente com o seu sentido de pensamento, expressão e interpretação.
A ideia destes salões nasceu através da Secção Fotográfica do Grupo Desportivo da CUF, sendo fortemente impulsionados pelo Agente Técnico de Engenharia Eduardo Harrington Sena e o Eng. Vítor Manuel Chagas dos Santos.
O primeiro Salão data de 1951, sendo ainda de características internas (ou seja apenas reservado aos respectivos sócios do G.D. da CUF) mesmo assim contou com 113 fotografias a preto e branco, sendo expostas 11 fotos. Passado um ano o Salão era já Nacional, recebendo 341 fotografias a preto e branco de 64 autores, sendo 190 fotos expostas.
Começou a ganhar de ano para ano maior notoriedade, até que em 1955 aquando do seu V Salão, os responsáveis decidiram aumentar a fasquia, tornando-o num Salão Internacional, que apesar dos seus altos e baixos, soube ganhar fama a nível mundial, atraindo fotógrafos de todo o Mundo. De tal forma que chegou a ser atribuído ao certame o título de "Salão Estrela" (Star Salon - distinção concedida pela Photographic Society of America, aos salões de nível relevante).
As exposições tiveram sempre lugar no Barreiro, já de si famoso internacionalmente pelo seu complexo fabril, juntando-se a ele agora as Artes Fotográficas. Ao longo dos tempos estes salões tiveram vários locais de exposição, primeiro no "hall" do Cinema Ginásio na CUF, aí por alturas de 1968, mudou para as instalações do então Liceu Nacional de Setúbal (Secção do Barreiro) e por volta de 1972 mudou-se para as recém inauguradas instalações do Pavilhão Gimnodesportivo do Grupo Desportivo da CUF (também conhecido pelo Pavilhão dos Trabalhadores) e por aí permaneceu até 1974 ano do derradeiro Salão de Arte Fotográfica sendo o seu 19º Internacional.
Vamos pois, dar uma "espreitadela" ao 6º Salão de Arte Fotográfica do Grupo Desportivo da CUF sendo o seu 2º a nível Internacional, que esteve patente no Cinema Ginásio entre 22 de Dezembro de 1956 e 7 de Janeiro de 1957.
O Salão dividia-se em 3 Secções, a A - Fotografias a Preto e Branco, sendo recebidas 1564 fotografias de 412 autores, vindos dos quatro cantos do mundo, a B - Fotografias a Cores, com77 fotografias de 23 autores maioritariamente da Europa Ocidental e EUA e por fim a C - Diapositivos a Cores, contando com 308 diapositivos de 77 concorrentes, que vinha desde o Alasca, Áustria, Finlândia, México e Hungria só para enumerar alguns países.
Comissão Directiva do Certame:
Após esta breve introdução passemos às fotografias que espero que sejam do agrado de todos









A ideia destes salões nasceu através da Secção Fotográfica do Grupo Desportivo da CUF, sendo fortemente impulsionados pelo Agente Técnico de Engenharia Eduardo Harrington Sena e o Eng. Vítor Manuel Chagas dos Santos.
O primeiro Salão data de 1951, sendo ainda de características internas (ou seja apenas reservado aos respectivos sócios do G.D. da CUF) mesmo assim contou com 113 fotografias a preto e branco, sendo expostas 11 fotos. Passado um ano o Salão era já Nacional, recebendo 341 fotografias a preto e branco de 64 autores, sendo 190 fotos expostas.
Começou a ganhar de ano para ano maior notoriedade, até que em 1955 aquando do seu V Salão, os responsáveis decidiram aumentar a fasquia, tornando-o num Salão Internacional, que apesar dos seus altos e baixos, soube ganhar fama a nível mundial, atraindo fotógrafos de todo o Mundo. De tal forma que chegou a ser atribuído ao certame o título de "Salão Estrela" (Star Salon - distinção concedida pela Photographic Society of America, aos salões de nível relevante).
As exposições tiveram sempre lugar no Barreiro, já de si famoso internacionalmente pelo seu complexo fabril, juntando-se a ele agora as Artes Fotográficas. Ao longo dos tempos estes salões tiveram vários locais de exposição, primeiro no "hall" do Cinema Ginásio na CUF, aí por alturas de 1968, mudou para as instalações do então Liceu Nacional de Setúbal (Secção do Barreiro) e por volta de 1972 mudou-se para as recém inauguradas instalações do Pavilhão Gimnodesportivo do Grupo Desportivo da CUF (também conhecido pelo Pavilhão dos Trabalhadores) e por aí permaneceu até 1974 ano do derradeiro Salão de Arte Fotográfica sendo o seu 19º Internacional.
Vamos pois, dar uma "espreitadela" ao 6º Salão de Arte Fotográfica do Grupo Desportivo da CUF sendo o seu 2º a nível Internacional, que esteve patente no Cinema Ginásio entre 22 de Dezembro de 1956 e 7 de Janeiro de 1957.
Comissão Directiva do Certame:
- Eng. António Oliveira Bernardo
- Augusto Cabrita
- Ag. Técn. Engª Manuel Mascarenhas
- Eng. Vitor M. Chagas dos Santos
- Ag. Técn. Engª Eduardo H. Sena
- Augusto Cabrita
- Eng. Vitor M. Chagas dos Santos
- Ag. Técn. Engª Eduardo H. Sena
Após esta breve introdução passemos às fotografias que espero que sejam do agrado de todos
Abstract Dance ************* Linhas Incidentes
Wellington Lee - E.U.A. *********** Fernando S. Taborda - Portugal
Campino ******************* Bildhauer
Bernardino Cadete - Portugal **************** Fridrich Pitz - Alemanha
Bernardino Cadete - Portugal **************** Fridrich Pitz - Alemanha
The Work Done*************************Profile of a Sea-Dog
Bela Kalmán - Hungria*******************Dr. Frank Neubert - Inglaterra
Bela Kalmán - Hungria*******************Dr. Frank Neubert - Inglaterra
Vicio*********************************Grace Iberique
Eduardo Luís Gomes - Portugal****************Paul Sinclair - França
Eduardo Luís Gomes - Portugal****************Paul Sinclair - França
Macedonian Sword Dance***********************Modernistic
Oto Hohnjec - Jugoslávia*************************Wellington Lee - EUA

Oto Hohnjec - Jugoslávia*************************Wellington Lee - EUA
Act**********************************The Countryman
Józef Németh - Hungria*****************Thomas Middleton - Inglaterra
Józef Németh - Hungria*****************Thomas Middleton - Inglaterra
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