segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Antigos Depósitos e Dependências da CUF

Como é do conhecimento geral, a Organização CUF, teve em Portugal, uma das mais densas e eficazes redes de depósitos de vendas dos seus produtos, cobrindo o país de lés a lés. Isto numa época onde a maioria das empresas, bancos e outros serviços, apenas se ficavam pelos grandes e médios centros urbanos, essa massificação só se veio a generalizar a partir dos anos 80. Contudo já nos anos 30, a estratégia empresarial da CUF, de forma a suplantar a concorrência, passava por deter agências e depósitos, em locais como, Alcácer do Sal, Bombarral, Braga, Cantanhede, Coimbra, Castelo Branco, Evora, Covilhã, Sines, Mértola, isto só para referir algumas, pois o rol de localidades dava para encher uma página.

Pois bem após esta pequena nota introdutória, o que me proponho aqui, é colocar fotografias actuais de algumas dessas dependências. Algumas ainda continuam a existir, outras foram abandonadas e caídas no esquecimento, e casos há que o edifício existe, mas o mesmo foi adaptado para outros ramos de comércio. Quero agradecer a duas pessoas que me têm feito o favor de tirar fotografias dessas instalações, sem as quais teria sido quase impossivel, efectuar esta primeira amostra. Ao Marco Valente, e à Catarina Vaz um muito obrigado. Logo que consiga mais fotos de mais dependências estas serão colocadas.


Este antigo depósito da CUF e que ainda se encontra no activo pode ser encontrado na cidade de Santarém

Observe-se na fachada as antigas letras já gastas pelo tempo



Depósito situado na cidade de Aveiro, observe-se na frontaria do mesmo uma gasta Roda Dentada da CUF

na parede do lado esquerdo, dois símbolos, duas épocas distintas

com maior pormenor

vista geral do depósito


Antiga agência de Castelo Branco ao abandono

pormenor do anúncio luminoso


Para além das referidas agências e depósitos, a CUF contava ainda com as Delegações Agronómicas, importante peça da sua politica de vendas. Ao folhearmos o Almanaque Agricola de 1962, podemos ler o seguinte:

"A CUF mantém uma rede de Delegações Agronómicas Regionais que têm por função prestar assistência técnica à Lavoura de forma a contribuir para a boa utilização, por parte desta, dos produtos que anualmente emprega, especialmente de adubos, pesticidas e farinhas para o gado.
Assim foi o País dividido em 14 zonas cada uma das quais constitui a área duma Delegação. Estas são chefiadas por m Engenheiro-agrónomo que, além dos conhecimentos que a sua preparação universitária lhe dá, possui ainda, um profundo conhecimento da região onde trabalha, estando perfeitamente identificado com os problemas a agricultura regional"

Após a explicação sobre as Delegações Agronómicas, para melhor exemplificar, o que atrás foi dito, coloca-se aqui o mapa das mesmas:


Para finalizar aqui ficam duas fotografias da antiga delegação regional da CUF em Santarém, pareceu-me ao abandono, ja com os simbolos da era Quimigal:



domingo, 31 de janeiro de 2010

Bandeiras da Companhia Nacional de Navegação

Após vos ter mostrado uma bandeira da Sociedade Geral, trago-vos hoje duas bandeiras da Companhia Nacional de Navegação, uma é uma bandeira de navio, provavelmente já das mais recentes, pois tem o logótipo que a empresa adoptou a partir de 1970. A outra é uma pequena bandeira de secretária de grande beleza que estaria a adornar algum escritório da companhia. Está e mais uma homenagem, à Marinha Mercante, e ao peso que ela já teve (e ainda hoje deveria ter!) no País.




sábado, 23 de janeiro de 2010

A Doca da Sociedade Geral


Infelizmente ainda não podemos viajar através dos tempos, mas felizmente ficaram as fotografias que são um registo muito importante e que nos permite ainda de que maneira limitada, observar os espaços, locais, e pessoas de outros tempos. Pois aqui estamos nós diante da Doca de Alcântara (também conhecida por Doca do Espanhol) que na época era o centro nevralgico da Sociedade Geral, e onde os seus navios fundeavam quando chegavam a Lisboa.

Esta interessante fotografia a cores aparenta ser no inicio dos anos 60. Podemos ainda observar os antigos guindastes do Porto de Lisboa, que no final da década de 60 seriam substituídos pelos da Mague que ainda hoje, apesar de velhinhos ainda lá se encontram ao serviço.

Na Doca encontra-se o "Rita Maria" que estaria a ser carregado com mercadoria, e junto a eles do lado esquerdo podemos ver um conjunto de batelões na sua grande maioria baptizados com o nome de "Gaivota", e acima deste podemos ver acostado do lado de terra o "Belas", ainda com as cores tradicionais da Sociedade Geral. E para rematar se olharmos com atenção na margem esquerda da fotografia podemos ainda ver a Sede da CUF situada na esquina da Av. Infante Santo com a Av. 24 de Julho.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Papel de Embrulhar os Maços de Cigarro

Este papel é precisamente a primeira coisa a ser destruída, logo que o tabaco chega aos múltiplos locais de venda (Quiosques, Tabacarias, Papelarias etc.). Logo nunca chega a ser conhecido pela maioria das pessoas sendo muito raro encontrar vestígios dos mesmos. Pois bem, e para minha sorte, numa feira de velharias, consegui adquirir dois desses papeis em relativamente bom estado e passo a mostrá-los, serão certamente dos anos 60, e é mais um contributo para a História dos Tabacos em Portugal e de A Tabaqueira. Pode-se observar ainda a existência do Imposto de Consumo e o seu custo.

Papel de Embrulho dos cigarros SG Filtro




Papel de Embrulho dos Cigarros Porto Filtro


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Os Salões de Arte Fotográfica do Grupo Desportivo da CUF

Este é um post para os amantes das Artes, neste caso particular, o da Fotografia. Nascida na segunda metade do séc XIX, esta veio generalizando-se até aos nossos dias. É hoje utilizada como bem sabemos no Comércio, na Indústria, na Instrução, nas Comunicações, na Medicina, na Ciência em geral, na vida familiar, ela está um pouco por todo o lado. A Fotografia Artística pode conceder a maior satisfação, uma vez que ela permite ao fotógrafo actuar livremente com o seu sentido de pensamento, expressão e interpretação.

A ideia destes salões nasceu através da Secção Fotográfica do Grupo Desportivo da CUF, sendo fortemente impulsionados pelo Agente Técnico de Engenharia Eduardo Harrington Sena e o Eng. Vítor Manuel Chagas dos Santos.

O primeiro Salão data de 1951, sendo ainda de características internas (ou seja apenas reservado aos respectivos sócios do G.D. da CUF) mesmo assim contou com 113 fotografias a preto e branco, sendo expostas 11 fotos. Passado um ano o Salão era já Nacional, recebendo 341 fotografias a preto e branco de 64 autores, sendo 190 fotos expostas.

Começou a ganhar de ano para ano maior notoriedade, até que em 1955 aquando do seu V Salão, os responsáveis decidiram aumentar a fasquia, tornando-o num Salão Internacional, que apesar dos seus altos e baixos, soube ganhar fama a nível mundial, atraindo fotógrafos de todo o Mundo. De tal forma que chegou a ser atribuído ao certame o título de "Salão Estrela" (Star Salon - distinção concedida pela Photographic Society of America, aos salões de nível relevante).

As exposições tiveram sempre lugar no Barreiro, já de si famoso internacionalmente pelo seu complexo fabril, juntando-se a ele agora as Artes Fotográficas. Ao longo dos tempos estes salões tiveram vários locais de exposição, primeiro no "hall" do Cinema Ginásio na CUF, aí por alturas de 1968, mudou para as instalações do então Liceu Nacional de Setúbal (Secção do Barreiro) e por volta de 1972 mudou-se para as recém inauguradas instalações do Pavilhão Gimnodesportivo do Grupo Desportivo da CUF (também conhecido pelo Pavilhão dos Trabalhadores) e por aí permaneceu até 1974 ano do derradeiro Salão de Arte Fotográfica sendo o seu 19º Internacional.

Vamos pois, dar uma "espreitadela" ao 6º Salão de Arte Fotográfica do Grupo Desportivo da CUF sendo o seu 2º a nível Internacional, que esteve patente no Cinema Ginásio entre 22 de Dezembro de 1956 e 7 de Janeiro de 1957.

O Salão dividia-se em 3 Secções, a A - Fotografias a Preto e Branco, sendo recebidas 1564 fotografias de 412 autores, vindos dos quatro cantos do mundo, a B - Fotografias a Cores, com77 fotografias de 23 autores maioritariamente da Europa Ocidental e EUA e por fim a C - Diapositivos a Cores, contando com 308 diapositivos de 77 concorrentes, que vinha desde o Alasca, Áustria, Finlândia, México e Hungria só para enumerar alguns países.

Comissão Directiva do Certame:

  • Eng. António Oliveira Bernardo
  • Augusto Cabrita
  • Ag. Técn. Engª Manuel Mascarenhas
  • Eng. Vitor M. Chagas dos Santos
  • Ag. Técn. Engª Eduardo H. Sena
Júri do Salão:

  • Augusto Cabrita
  • Eng. Vitor M. Chagas dos Santos
  • Ag. Técn. Engª Eduardo H. Sena

Após esta breve introdução passemos às fotografias que espero que sejam do agrado de todos















Abstract Dance ************* Linhas Incidentes
Wellington Lee - E.U.A. *********** Fernando S. Taborda - Portugal














Campino ******************* Bildhauer
Bernardino Cadete - Portugal **************** Fridrich Pitz - Alemanha














The Work Done*************************Profile of a Sea-Dog
Bela Kalmán - Hungria*******************Dr. Frank Neubert - Inglaterra















Vicio*********************************Grace Iberique
Eduardo Luís Gomes - Portugal****************Paul Sinclair - França














Macedonian Sword Dance***********************Modernistic
Oto Hohnjec - Jugoslávia*************************Wellington Lee - EUA














Act**********************************The Countryman
Józef Németh - Hungria*****************Thomas Middleton - Inglaterra













The Critique************************May-Louise Flodin
Rhodes Tremeer - África do Sul*******Ann-Marie Gripman - Suécia














Hilkka*************************************Sedução
Trond Hedstrom - Finlândia****************António Paixão - Portugal













Rowing On*************************Rota de Prata

Fan Ho - Hong Kong**************Eduardo Harrington Sena - Portugal














Fúria*****************************Lobo do Mar
Victor M. Chagas dos Santos - Portugal**Augusto Cabrita - Portugal














Velas no Areal********************Brumas da História

Artur Pastor - Portugal**********************A. Rosa Casaco - Portugal


sábado, 26 de dezembro de 2009

Bilhetes da Carris com publicidade á CUF

E que tal se fossemos dar uma voltinha de Eléctrico, e já agora porque não no Americano? Vamos a isso. Mas para isso precisamos do bilhetes não é verdade? Pois aqui estão eles! Observe-se estas preciosidades, pela frente são simples bilhetes, mas quando nos deparamos com o seu verso fica-se logo deliciado e espantado.

O primeiro que vos apresento, é tão antigo que deve datar mais ou menos cerca de 1898. precisamente o ano em que a CUF de Henry Burnay e a CAF (Companhia Aliança Fabril) de Alfredo da Silva se juntam, ficando a empresa com o nome da primeira. Daí ler-se neste bilhete o nome das duas empresas juntamente com as marcas e produtos fabricados mais a morada do Deposito, onde era efectuada a venda ao publico.




Este segundo bilhete aparenta já ser dos anos 10, no qual é mencionada com destaque a sua "Fábrica de Adubos no Barreiro" a maior do "Paiz" a escrita antiga está fabulosa. A sua sede era ainda na então Fábrica Sol, em plena Av. 24 de Julho, anos mais tarde seria transferida para a Rua do Comércio no coração da Baixa Lisboeta.



O ultimo bilhete tem apenas uma publicidade a um dos seus mais antigos produtos: as lamparinas. Não nos podemos esquecer que os produtos tradicionais da CUF eram as Velas, as Lamparinas e os Sabões. A expansão para os Adubos e a Química só virá a partir dos anos 10


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Notìcia: Eliminação do Grupo Desportivo da CUF da Taça de Portugal

A notícia que hoje vos trago foi retirada da revista "O Século Ilustrado" datada de 21 de Outubro de 1967, da sua secção desportiva, que aqui a transcrevo na íntegra:

"Da Eliminação da CUF, Pouco Se Pode Orgulhar o Sporting


Acabou-se a primeira eliminatória da Taça de Portugal. Vinte e uma equipas já foram pela borda fora. Foram as que estavam em previsão. E daí... Bom, se a Taça fosse um nadinha mais considerada e não se servissem dela apenas para tapar furos do calendário federativo, por outras palavras, se esta malfadada competição tivesse vitalidade que lhe compete e as suas eliminatórias, para que não lhes faltasse decência desportiva, fossem disputadas numa só mão e em campo a designar por sorteio, é bem possível que tivesse havido algumas surpresas. De certeza pelo menos, não seria possível que, na dúvida do resultado, os clubes mais fortes apresentassem as suas reservas contra os mais fracos, na certeza de que na segunda mão, estão sempre a tempo de fazer as indispensáveis rectificações no marcador.

O facto mais saliente desta eliminatória foi a eliminação da CUF. Claro que o contrário também não seria surpresa. A CUF eliminar o Sporting em Alvalade seria caso muito falado. Mas o Sporting eliminou a CUF, por ter jogado muito mal, a revelar mazelas que começam a ser muito graves e, acima de tudo, por ter defrontado um adversário em inferioridade numérica nos momentos decisivos do desafio, também é facto de assinalar.

Assinalado e bem, não deixou ele de ficar pelos próprios adeptos da equipa leonina, que não puderam esquivar-se a algumas manifestações de descontentamento. Enfim o Sporting qualificou-se e está agora muito a tempo de afinar as agulhas e justificar a passagem à segunda eliminatória, mas da eliminação da CUF é que não tem muito de se orgulhar.

Durante este mal jogado e mal arbitrado desafio, sofreram lesões graves os cufistas Capitão-Mor, que teve de ir ao hospital para que lhe fosse suturado o ferimento, e ainda Medeiros, que também abandonou o campo, e Durand, que teve de deixar o seu lugar de defesa, para derivar para o lugar de extremo.

Além do Sporting, ficaram apurados para a segunda eliminatória, que se realiza em 21 e 28 de Janeiro os seguintes clubes: Benfica, Belenenses, Académica, Setúbal, Leixões, Guimarães, Braga, F. C. do Porto, Sanjoanense, Barreirense, Tirsense, Cova da Piedade, Covilhã, Torriense, Sintrense, Viseu, Leça e Gouveia.

Espinho-Varzim e Penafiel-Lamas só decidirão a eliminatória em terceiro jogo."

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Festas Felizes

Quero antes de mais desejar a todos os leitores deste meu blogue, um Feliz Natal e um próspero Ano Novo. Que o próximo possa ser melhor daquele que passou, a todos os níveis.

Desejo também que os portugueses em geral olhem mais para o seu País, e com o seu esforço e dinamismo, tornem este rectângulo à beira-mar plantado num local melhor para se viver.

Mais justo, menos burocrático, e que saiba identificar quais os seus problemas centrais e as suas linhas de rumo, pois sem esse planeamento, continuaremos sempre à deriva como um barco desgovernado.

Não podemos nem devemos apenas apontar os erros e queixarmo-nos da governação do país, não podemos ficar á espera que as coisas nos caíam do céu, é necessário trabalho e esforço conjunto, pois sem este, torna-se uma tarefa inglória que não nos leva a lado nenhum.

Deixo-vos um simples postal de natal do Hotel Alvor Praia, propriedade da SALVOR:

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Frasco de Químicos da CUF

Chegou às minhas mãos este curioso objecto da CUF. Este frasco em vidro, muito possivelmente seria dos seus laboratórios, ou então seria para enviar amostras do seu produto para os então Grémios da Lavoura, porém inclino-me mais para a primeira hipótese. Vê-se que já passaram muitos anos por este objecto, com o rotulo comido pelos insectos, onde mesmo assim ainda se consegue ler: "Super 42% em Pó". Graças a um atento leitor do blogue, e que desde já muito agradeço, fiquei a saber que o produto que este frasco continha era superfosfato triplo 42% (TSP) Super 42 % de (P2O5) Anidrido Fosfórico . Utilizado directamente na agricultura ou como matéria prima no fabrico de adubos compostos(NPK)-Azoto(N),Fosforo(P),Potassio(K),consumido na agricultura em diversas adubações. Mas provavelmente a coisa mais curiosa e fabulosa, e que será mesmo a principal atracção deste frasco é a sua tampa. De cor verde, com uma fabulosa Roda Dentada da CUF, tendo cortiça na parte interior que servia como vedante.



Sugestão para Prenda de Natal: "Alfredo da Silva e Salazar"

Caros amigos, deixo-vos uma sugestão como prenda de natal, obviamente ligada ao tema deste blogue, um livro da Bertrand que segundo esta editora, saía hoje. Fui à procura do mesmo mas infelizmente ainda nao tinha chegado. Repasso por isso o texto de apresentação da obra, escrita pelo mesmo historiador que escreveu a biografia do Industrial.

Alfredo da Silva e Salazar – Retrato de uma Relação Sinuosa – Miguel Figueira de Faria
Sobre o livro: «Das primeiras medidas da Ditadura, passando pela questão dos Tabacos e até ao auge da crise Totta, Alfredo da Silva e Salazar mais do que juntar as biografias do fundador da CUF e de Oliveira Salazar, revela o retrato detalhado de uma relação conturbada entre Alfredo da Silva e Salazar.
Numa obra de profunda pesquisa e rigor, Miguel Figueira de Faria, doutor em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, professor do Departamento de História, Artes e Património do Instituto de Investigação Pluridisciplinar da Universidade Autónoma de Lisboa, apresenta e analisa a relação entre Alfredo da Silva, personalidade chave da economia portuguesa, destacado industrial e financeiro, e António de Oliveira Salazar.
Segundo o autor, “a narrativa procurou deste modo estabelecer, numa primeira fase, um quadro de partida do exilado (prólogo) e do seu combate (I Capítulo), até à regeneração política (II). Segue-se uma segunda parte com a aproximação de Alfredo da Silva ao regime, em plena crise mundial (III-IV), onde descrevemos os primeiros encontros entre o industrial e o político, na luta pela sobrevivência da CUF, no contexto da Grande Depressão (V). Finalmente, reconhecemos o momento de maior atrito com a situação, ditado pelos interesses contraditórios no sector da Marinha Mercante (VI), para concluirmos numa derradeira etapa de conciliação da convergência de Salazar, no quadro dos grandes conflitos internacionais que eclodiram na segunda metade da década de Trinta.”»

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Selos dos Maços de Cigarros da TABAQUEIRA

Antigamente, antes de haverem os actuais, selos fiscais no maços de tabaco, que hoje já passaram para a era digital, para evitar a contra-facção do produto, existiam os normais selos da marca. Servia para garantir, a qualidade do produto e a sua inviolabilidade, até o maço chegar as mãos do cliente. Contudo e como a maioria das coisas mundanas, poucos serão aqueles que se chegam a aperceber, do seu grafismo, ou das suas cores. Pois bem é isso que hoje vos pretendo aqui trazer.
Os três primeiro selos, ainda com o primeiro logótipo da Tabaqueira com o seu T, e com o lema "Para bem Servir" deverão ser dos primórdios da época em que a sua fábrica estava instalada no Poço do Bispo, têm como se pode ver três cores distintas, o Laranja, Vermelho, e Verde, enquanto os restantes pertencem já anos anos 60, época na qual a fábrica se muda para Albarraque.


Curioso ainda será observar esta medalha da TABAQUEIRA, é precisamente uma cópia fiel do último selo colocado.