O próximo é um saco de 45 Quilos de Farinha de Trigo importada dos Estados Unidos, de uma marca sem duvida com um nome curioso e original! Robin Hood MultiFoods Limited. Este produto seria certamente representado e distribuído no nosso país pela UNISOL (Sociedade de Distribuição e Exportação S.A.R.L.) empresa criada em 1967, que como a sigla nos indica estava vocacionada para a Distribuição e Exportação de produtos, quer fossem do Grupo CUF como de marcas estranhas à empresa, tinha a sua sede na antiga fábrica sol em Alcântara.
domingo, 21 de novembro de 2010
Sacas da UFA e UNISOL
O próximo é um saco de 45 Quilos de Farinha de Trigo importada dos Estados Unidos, de uma marca sem duvida com um nome curioso e original! Robin Hood MultiFoods Limited. Este produto seria certamente representado e distribuído no nosso país pela UNISOL (Sociedade de Distribuição e Exportação S.A.R.L.) empresa criada em 1967, que como a sigla nos indica estava vocacionada para a Distribuição e Exportação de produtos, quer fossem do Grupo CUF como de marcas estranhas à empresa, tinha a sua sede na antiga fábrica sol em Alcântara.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Carta Publicada no Jornal do Barreiro em Julho de 2010
Barreiro, Julho de 2010
Exmo. Senhor Alfredo da Silva
Desculpe o meu atrevimento, mas resolvi escrever-lhe uma carta para o informar de alguns episódios (só de alguns…) que, por aqui, vão acontecendo.
Peço, também, autorização (sei que não era necessária…) para tratá-lo apenas por Patrão como, carinhosamente, gostavam de o tratar os milhares de trabalhadores, seus amigos, que acolheu nas suas fábricas.
O Patrão não sabe quem eu sou. Digo-lhe, apenas, que nasci em 1929 e que o meu pai começou a trabalhar na C.U.F. em 1930, sendo logo músico na Banda que o senhor tinha criado e que, sem grande esforço, até pode ser considerada progenitora da actual Banda Municipal.
Durante a década de 1930 eu, que morava na rua Brás, frequentei, quase diariamente, o Bairro Operário, essa coisa “horrível” que o senhor também criou e que, em Portugal, só a C.U.F. e o Barreiro possuíam, já quase há 30 anos: casas humildes, é certo, mas com água, luz e esgotos instalados, o que, na altura, era quase um milagre.
Em 1936, com 7 anos, fui para a escola primária da C.U.F., essa outra “aberração” sua, criada na década de 1920, onde, periodicamente, já éramos observados pelo médico; não sei se em Portugal, nessa altura, isso acontecia em qualquer outra escola…
A década de “trinta” não foi uma década de vida fácil, é verdade: primeiro, foi o sacrifício exigido a todos para que Portugal saísse da “bancarrota”, logo a seguir, a Guerra Civil de Espanha e, terminada esta, a Segunda Guerra Mundial. Tudo isso trouxe demasiados entraves económicos, financeiros e outros a todo o país mas, no Barreiro, contra o que muitos procuram esconder ou ignorar, a crise foi muito atenuada, graças à C.U.F. e, é justo reconhecê-lo, à C.P. e às várias fábricas de cortiça, embora estas laborassem, muitas vezes, com horários reduzidos; na verdade não é justo afirmar-se que houve fome no Barreiro, como alguns, por motivos “algo convenientes” gostam de afirmar; passou-se mal, é certo, mas fome, verdadeira fome, não!
Patrão, apesar de tudo, guardo gratas recordações desta década. Aqui vão algumas:
- Foi, no decorrer dela, que o vi, pessoalmente, cerca de uma dezena de vezes, quase sempre ao Domingo; duas ou três vezes na estação do Barreiro-Mar, com a sua secretária e, as restantes, na fábrica, quando ia levar o jantar a meu pai, de serviço no portão, e que me dizia: olha, aquele senhor além, de bengala, é o Patrão, o Senhor Alfredo da Silva e aqueles dois rapazes que estão com ele (isto, umas 2 vezes) são seus netos.
- Lembro-me, pelo menos desde 1933, das Festas do 1º de Maio que se realizavam na mata dos Casquilhos; eram verdadeiras festas dos trabalhadores, com actuação da Banda de Música, torneios lúdicos entre várias secções da fábricas, como os de tracção à corda e jogo do pau, espectáculos de fantoches (robertos, como nós dizíamos…) para a miudagem, etc., etc.. Entretanto íamos comendo o farnel que, cada um, tinha levado de casa. Era, de facto, uma festa dos trabalhadores, sob a égide de um SILVA. Hoje o 1º de Maio não é festa, é luta, isto é (segundo o dicionário), peleja, combate, guerra. Como diria a nossa querida Beatriz Costa a diferença está em que, naquela altura, os SILVAS eram ALFREDOS!
- Também me recordo de, na Escola Primária, andar a ensaiar uns versos que iríamos cantar, em sua homenagem, na inauguração de um busto seu que, em segredo, lhe andavam a querer erigir. O mais bonito é que o Patrão veio a saber, antes do tempo, o que se andava a planear, proibiu a “coisa” e o busto foi muito bem escondido, aguardando melhor oportunidade!
- Só mais uma recordação para não me alongar mais. Foi em 1940, tinha eu acabado de fazer a instrução primária; o Patrão promoveu uma visita, para todos os trabalhadores e suas famílias, à Exposição do Mundo Português. Vários rebocadores, puxando, cada um, duas ou três fragatas, partiram do cais da C.U.F. directamente para Belém, levando mais de 2000 pessoas. Não fora isto e, a maior parte delas, não teria tido a oportunidade de desfrutar desse grandioso evento.
Em 22/8/1942 o Patrão deixou-nos, causando, especialmente no Barreiro, profunda mágoa. Em 20/8/1944, ainda eu não estava na C.U.F., acolitei o saudoso Padre Abílio Mendes, outro grande barreirense de coração, nas cerimónias da sua transladação para o Barreiro, aqui ficando connosco, como sempre foi seu desejo.
Em 1965, ano do centenário da C.U.F., o Barreiro homenageou-o, inaugurando uma estátua sua, entre o mercado e o parque. Eu assisti, juntamente com alguns milhares de barreirenses. A estátua tinha, na sua base, o seguinte:
-30 DE JUNHO DE 1965 – A ALFREDO DA SILVA-HOMENAGEM DO BARREIRO –
e, atrás, num pequeno muro, entre citações de seu neto e de seu genro, uma sua, de 1928, que, por motivos que julgo compreender, não transcrevia fielmente, o que então afirmou, dizia:
“Sinto-me mais seguro no Barreiro do que em qualquer outro lugar”
Quem ama o Barreiro, quem gosta verdadeiramente do Barreiro, jamais deixaria perder tal citação. Toda a gente sabe da má fama que, à data, o operariado do Barreiro gozava no resto do país (de quem seria a culpa?). Pois em 1928, quando um jornalista lhe perguntou se não receava andar tão à vontade pelo Barreiro (lembra-se Patrão?) o senhor, num sincero acto de amor a esta terra, respondeu:
“Sinto-me mais seguro, de noite, nas ruas do Barreiro, do que de dia, passeando pelas ruas de Lisboa”.
Ele há, de facto, gente mesquinha que não sabe como é feita a verdadeira história, neste caso, a história de uma terra. Fazem-na à sua medida e à sua maneira. Mas não é para admirar, é o padrão habitual da escola onde aprenderam e onde se inspiram…
Vem tudo isto a propósito de quê? É que, por causa de umas obras que por aqui andaram a realizar (e que ainda não acabaram…) depois de um acordo entre a C.M.B. e os construtores do FORUM (que eu até achei que foi muito bom, teve foi um mau acabamento…), retiraram a sua estátua do pedestal e, provavelmente, só não a mandaram para a fundição por não haver, agora, nenhuma no Barreiro, dado aquela que o senhor cá deixou, já não existir. Podiam, muito bem, tê-la colocado, embora com outro enquadramento, no mesmo local. Mas não, preferiram construir na parte nobre da Praça, à boa maneira barreirense, uma coisa que nós, vulgarmente, costumamos apelidar de “mamarracho” e, à estátua, resolveram implantá-la no chão, bem puxadinha para um dos lados e sem identificação, à laia do “monumento ao cauteleiro anónimo”, mantendo-a assim durante alguns meses. Há pouco tempo, porém, depois de inúmeras e constantes “observações” sobre o tão inusitado anonimato, decidiram colocar lá uma placa com o seu nome e mais uns dizeres que, se forem bem analisados, são uma ofensa àquilo que o Patrão sempre representou. Eles “sabem-na toda” e julgam que os outros são todos uns ceguinhos. Mas, Patrão, não se zangue, pois melhores dias virão, acredite.
Entretanto não se espera mais nada pois, segundo consta, “eles já deram tudo para esse peditório”…
Hoje fico-me por aqui, mas se tiver um correio que lha leve, prometo escrever-lhe, pelo menos, mais uma carta, embora mais curta, para lhe dizer que o senhor não é o único injustiçado nesta terra, outros há a fazerem-lhe companhia. Depois saberá.
PS: - Patrão, não se aborreça, mas verifiquei que a sua estátua, como está mesmo a jeito, já serve de mictório e não é só aos cães…
Do eternamente reconhecido
Antero Antunes dos Santos
FONTE - Jornal do Barreiro
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Saca de Ureia da CUF
Este adubo é usado como fertilizante de fundo e de cobertura nas mesmas condições que os adubos azotados que contenham o seu azoto sob a forma de nitro-amoniacal, é recomendável para as culturas sachadas de Primavera e na cultura do arroz.
Cigarros Varino
domingo, 7 de novembro de 2010
10 Anos da PROFABRIL, Noticias de Imprensa e Medalha
Aqui vos deixo duas noticias sobre os 10 Anos da Empresa, uma retirada da Revista Flama, data de 9 de Novembro de 1973, e outra retirada do Jornal Republica, da mesma época. (para aumentar basta clicar sobre as noticias)
Quanto à medalha, de estilo muito moderno, a autoria é do escultor Vasco Nuno, foram feitas 500 exemplares, o material é Bronze.
sábado, 23 de outubro de 2010
O 4º Salão de Arte Fotográfica do G. Desportivo da CUF
João de Freitas Martins
pelo: Grupo Câmara
Joaquim Testa Santos
pelo Grémio Português de Fotografia
Eng. Victor M. Chagas Dos Santos
pelo Grupo Desportivo da CUF
Ag. Técn. Eng. Eduardo H. Sena
pelo Jornal do Barreiro
Kazimiers Zarebski
pelo Foto Clube 6 x 6


João da Costa Leite (Porto)***************António Rosa Casaco (Lisboa)


Fernando Vicente (Lisboa)*****António Santos D´Almeida Jr. (Lisboa)
Alberto da Silva Fonseca (Porto)***********António Paixão (Almada)


Mário Pinto (Queluz)***********************Olavo Terroso (Lisboa)
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Chávena da CNN
sábado, 16 de outubro de 2010
Noticias sobre a Lisnave 2
Deixo esta pergunta em aberto: E hoje também é assim? Todos sabemos que existindo Grupos empresariais dinamizadores que são motores de desenvolvimento dos países (como era em Portugal o caso do Grupo CUF) vão mexer com muitos outros sectores de actividades, nos quais querem encontrar empresas nacionais que dai para a frente lhe forneçam os materiais que requerem, em vez do o mesmo ser importado, tendo como consequência a saída de importantes somas de capitais que poderiam assim ser reinvestidos na Industria ou noutros sectores. Assim automaticamente essas empresas fornecedoras, vão-se modernizar, apostam em "know how" tecnológico, diversificam a sua gama de produtos, apostando na competitividade, promovendo assim o crescimento industrial, e o aparecimento de novas industrias, que quando apoiadas por boas politicas de incentivo a produção, e exportação, tem grande importância na Economia Nacional.
Relembro, que neste período a Lisnave, contribuía com um volume de cerca de 1 milhão de contos (a preços de época) em divisas para a economia nacional! Isto para não falar, a quantidade de empregos que a mesma fornecia (mais de 4000). De facto é uma reportagem que merece ser lida, para ler, basta clicar nas imagens
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Azulejo com o Simbolo da CIP

terça-feira, 5 de outubro de 2010
Medalha da Presença da CUF na 22ª Reuniao da IAA
A IAA (International Advertising Association) surgiu em 1938, pelas mãos de Thomas Ashwell editor da Revista Trade Export & Shipper de Nova Iorque. Ciente da necessidade da existência de uma organização, que coordenasse e promovesse a pratica da publicidade a nível internacional, Aswell junto-se com outros doze executivos na área da publicidade, num almoço no dia 8 de Abril desse ano no Harvard Club de Nova Iorque, assim nascendo a IAA.
O seu 22º Congresso Mundial realizou-se em Lisboa de 13 a 19 de Junho de 1971. Infelizmente a informação sobre o tema e muito escassa, sabendo-se que estiveram presentes as maiores empresas e marcas da sua época. O que aqui vos trago é uma interessante e rara medalha da presença do Grupo CUF nesse mesmo congresso. Por esta época a CUF tinha entrado no mundo da Publicidade e fundado a sua própria empresa publicitária a Penta Publicidade (1970), não é por isso estranha a sua presença num evento destes. Medalha de traços simples não deixa de ser bastante curiosa sendo possivelmente das únicas medalhas da empresa feitas na língua inglesa.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Equipa do Unidos Futebol Clube
Regressemos agora ao Desporto, numa época em que o Grupo Desportivo da CUF, dava ainda pelo nome de Unidos Futebol Clube! Curiosamente já se pode observar, bordado nas suas camisolas o emblema que foi sempre a imagem de marca do clube. Certamente esta foto será de meados ou finais dos anos 40, pois será por volta dessa época, que o clube chega à 2º posição (1948/49) na Zona C da II Divisão.
A constituição da equipa era a seguinte:
- Em cima (da esquerda para a direita) Adão, Albino, Curtinhal, Gomes, Armindo e Eduardo Santos
- Em Baixo (seguindo a mesma ordem) Oswaldo, Serra, Appleton, Tanganho e Palma Soeiro
Na foto mais abaixo podia ainda ler-se a seguinte informação:
"Vencedor de Serie no campeonato nacional de futebol da II Divisão e Apurado para os Quartos de Final"
"(Este «team» não e exactamente o habitual grupo de honra do clube, onde a falta de Carlos Pereira, por exemplo, salta a vista - mas foi a única fotografia que pudemos obter, feita expressamente para este trabalho e mesmo assim com intervenção directa da direcção do Unidos F. C.)"
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Cinzeiro da Lisnave
No verso da peça está escrito esta curiosidade: "Todos os Barcos do Tejo, Tanto de Carga e Transporte Como D´Pesca, por João de Souza, Lente d´Arquitectura Naval e Desenho da Companhia de Guardas Marinhas, 1785"
Muito possivelmente, este belo desenho da Muleta do Seixal, provenha, deste manual de marinharia escrito por João de Souza e previamente referido.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Vai um Kayak?
Corria o ano de 1966, quando foi apresentado ao publico pela Tabaqueira, aquela que terá sido certamente a primeira marca de cigarros mentolados do país. Refiro-me ao Kayak, cigarro que na sua época já possuía a inovação do Multi-filtro como alias esta explicado no anuncio que aqui vos deixo. Relembre-se que esta inovação também fazia parte das seguintes marcas: Monserrate e Sintra.Juntamente com o anuncio aqui está um maço de Kayak que parece ter viajado no tempo! O maço em si tinha um desenho simples mas apelativo, ainda embalado em celofane, e com o selo da Tabaqueira, parece ter saído a pouco da fabrica! Preço: 6 Escudos, mais 1$50 de Imposto Complementar.
E que tal terminar em beleza com um isqueiro publicitário tipo "Zippo" do Kayak para completar este post? E mesmo caso para se dizer: "Vai um Kayak?"




















