sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sabão em Pó - CUF



Aqui vos deixo mais uma interessante curiosidade histórica da CUF. Tive o prazer de adquirir este pacote de 250grs. de Sabão em Pó, produto que até hoje desconhecia a sua existência. Como podem ver a embalagem já tem uma estética muito típica dos anos 70, com cores vivas que tentam chamar à atenção, deverá rondar os anos de 1973 a 1975. Digo isto porquê? Em primeiro lugar a embalagem já detém o novo logótipo adoptado pela empresa em 1973 e ainda tem a sigla S.A.R.L. sendo do período anterior ás nacionalizações.
Este produto foi concebido para ser  utilizado em máquinas de lavar, observe-se as instruções:

"Máquinas de Lavar

Que utilizam a mesma água para fazer lavagens sucessivas de roupa deve empregar-se uma concentração de 5grs. por litro de água ou seja 10 colheres de sopa cheiras para 40 litros de água.
Automáticas que fazem todas as operações de lavagem seguidas devem empregar-se 20grs. por quilo de roupa enxuta, ou seja uma colher de sopa cheia por cada quilo de roupa a lavar."

"Também indicado para Roupa Fina Barrela ou Sabonária

Utilizando este sabão para «barrelas» ou «sabonárias» empregar 3 litros de agua e 15grs. de sabão por cada quilo de roupa enxuta, ou seja uma colher rasa por cada quilo de roupa a lavar. Convém dissolver préviamente o sabão num pouco de agua quente"

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Lançamento à água do casco do Navio Beira

A 10 de Novembro de 1962 é lançado à agua no Estaleiro do Alfeite o casco do novo cargueiro Beira da Companhia Nacional de Navegação, de forma a substituir o antigo cargueiro que a companhia detinha com o mesmo nome. Este casco foi rebocado para a Holanda onde o navio foi acabado. Este navio encontrava-se inserido no plano de reapetrechamento da Marinha Mercante promulgada pelo Despacho 100 de 1945, pelo então Ministro da Marinha Almirante Américo Thomás. Aqui vos deixo 3 fotos do acontecimento com belas panorâmicas.



terça-feira, 10 de maio de 2011

Postal a cores do Edificio da COMFABRIL


Sobre a COMFABRIL já em post anterior escrevi um pouco da sua história, que não é fácil de fazer, pela falta de fontes ás quais se possa recorrer. Contudo outro dia tive o prazer de adquirir um belíssimo postal a cores que deve datar de meados/finais dos anos 60, da Avenida Paulo Dias de Novais com o Edifício da empresa e o seu belo "neon", uma verdadeira viagem no tempo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Noticia do Diario Popular sobre a Sociedade Continental de Transportes Aereos

Depois de aqui ter colocado um resumo da historia da CTA, chegou à pouco tempo ás minhas mãos uma interessante noticia ligada ao tema publicada no Diário Popular em 21 de Fevereiro de 1945. Trata-se de uma entrevista concedida por Carlos Bleck a este jornal, de forma a apresentar o seu novo projecto, a Sociedade Continental de Transportes Aéreos, constituída em 20 de Janeiro desse ano. Tratava-se à época de uma novidade, sendo a primeira empresa portuguesa a pensar no esquema de "táxis-aéreos". Em Julho de 1945, junta-se aos interesses do Grupo CUF no sector, e fundam a CTA - Companhia de Transportes Aéreos.Aqui fica mais um contributo para a história dos transportes aéreos.



P.S. - Tenho de agradecer à pessoa do Sr Pedro Carvalho que gentilmente me ofereceu este jornal

sábado, 9 de abril de 2011

Documento referente ao Estaleiro Naval da CUF



Um velhinho e curioso documento de identificação datado de 1944, do Ministério da Marinha, para entrada no Estaleiro Naval da CUF. Como podemos ver no canto superior esquerdo, está escrito a lápis o número do trabalhador que era o 5505. Infelizmente a letra não me permite descobrir a profissão deste senhor, apenas é legível a parte do trabalhador. É a primeira vez que vejo um documento destes bem como o carimbo do Delegado do Ministério da Marinha junto da CUF. No verso pode ler-se a explicação sobre o referido documento.

domingo, 3 de abril de 2011

Caneca do Grupo Desportivo da CUF

Hoje em mais uma sortida a feiras de velharias deparei-me com esta interessante caneca. Pelo que pude apurar pelo carimbo que se encontra na sua base, foi fabricada pelas Faianças Capôa de Aveiro e que ainda hoje se mantém em actividade. Não sei se é um objecto raro, (deve datar dos anos 60) mas que tem grande originalidade, todos têm de estar de acordo. Seria vulgar se fosse uma caneca do Benfica ou do Sporting, mas da CUF? Incrível. E veja-se o seu bom estado de conservação.








 Marca da Faiança Capôa

quarta-feira, 9 de março de 2011

Programa da Liga de Instrução e Recreio CUF (1940)

No meio fabril do finais do Séc. XIX princípios de XX era muito frequente surgirem, agremiações desportivas e culturais das fluorescentes cinturas industriais das grandes cidades do país. E quem conheça um pouco da história do Barreiro, sabe que nesta terra mais do que outras a cultura e o peso das agremiações na vida do Concelho foi um facto presente até há bem pouco tempo. Desde cedo ali se fundaram, Sociedades Filarmónicas, Clubes de Futebol, Clubes Recreativos, com o intuito de dar instrução e outros benefícios a essas gentes.

A Liga de Instrução e Recreio CUF

Desde o inicio da laboração do Complexo do Barreiro, por iniciativa do seu operariado se tentou criar um sociedade de instrução e recreio, ideia esta que acabou por chegar aos ouvidos do próprio Alfredo da Silva. Conta-se que este terá falado com João Silva (um delegado administrativo da Companhia) que ficou responsável pela aquisição de instrumentos musicais. Surgindo assim a Academia Recreativa e Musical do Pessoal da Companhia União Fabril, que inicialmente era composta por uma Tuna de cordas, passando mais tarde a Banda Musical.

Nos anos 10 a sua sede ficava junto da antiga Dispensa da Empresa, mas com a construção da 2ª fase do Bairro Operário, esta  mudar-se-á para um edifício mais apropriado à sua função, sendo rebaptizada de Liga de Instrução e Recreio CUF. A sua banda de música foi formada pelas seguintes pessoas: Francisco Carlos de Oliveira Padrão, José Veloso, Manuel Duarte. Em 1941 esta Liga é integrada no Grupo Desportivo da CUF.




Mas como se pode ver neste programa que vos apresento, para alem de Banda de Musica, esta Liga teria também actividades cénicas. Neste caso o programa a apresentar era um Cegada em honra a um dos membros da colectividade, de seu nome António Graça.. Observe-se que esta cegada estava autorizada, para tal foi preciso pagar-se 1$10 à Repartição de Finanças do Barreiro!


Mas o que era um a Cegada?

A primeira vez que ouvi falar no termo "Cegada" é precisamente no Filme "A Canção de Lisboa" de Cotinelli Telmo de 1933. Não sei se estão recordados daquela cena em que o Senhorio de Vasco Leitão (Vasco Santana)lhe coloca todo o seu mobiliário no meio da Rua e este começa a cantarolar, ao que atraídos por essa cantilena se junta ao seu redor um magote de pessoas. No final aparece o policia que sopra no apito e pergunta algo do género "Vamos lá saber onde está a licença para esta cegada!" Lembram-se? Penso que é uma excelente forma de ilustrar o que eram as cegadas.

E aqui fica um interessante texto escrito José Lúcio sobre as cegadas:   

Existiram vários tipos de "Cegadas". Não havendo uma data rigorosa para o seu aparecimento eu arrisco a data de 1880 para o aparecimento dos primeiros espectáculos de rua, cantadas em tom maior, em FADO Corrido. As "Cegadas não eram mais que uma crítica, cantada em verso, dos costumes e desavenças da época. Nela participavam quatro homens, um, vestido com saias que representava a mulher do lupanar, cantadeira e mulher de vida fácil, outra personagem o Janota, também conhecido pelo "pagantes" (que só pagava quando a sua protegida lhe fornecia empréstimo a fundo perdido). Participava também um polícia que empunhava uma espada de pau e tinha por função manter ou provocar a desordem e finalmente o Galego. Foram muitos os Galegos que emigraram para Lisboa. Faziam os trabalhos que ninguém queria, muitos deles conseguiram subir na vida e ainda existem hoje em Lisboa muitos restaurantes dessa proveniência. Durante os três dias do Entrudo estas boas almas, de bolsos depenados, actuavam nos bairros de Lisboa onde a populaça assistia em redondel e os mais privilegiados, não fosse o Diabo tecê-las, assistiam a estas fadistices de rua nos seus camarotes (nas janelas dos prédios que circundavam o local onde a "Cegada" tinha lugar), no final, os quatro actores diziam a célebre frase "cinco reis, dê reis, tudo é dinheiro". Como nem sempre os assuntos versejados eram do agrado do auditório, havia sempre alguém que se picava, em geral a pancadaria final fazia inveja aos produtores de filmes de Cowboys americanos. Ou porque os actores se cansaram das nódoas negras, dadas sem intenção pelas cargas policiais, ou porque o FADO se tornou mais polido, as "Cegadas" tornaram-se dramáticas e passaram a evocar situações históricas cantadas em tom menor, mais propício ao ambiente evocado. Serviam de tema o drama de D. Inês, o exílio de Camões ou o nevoeiro que impediu o regresso de D. Sebastião. Quando a República passou a ter os seus adeptos e Marx e Lenine começaram a ser lidos, as "Cegadas" começaram a ser políticas e serviam de campanha política para a sensibilização da opinião pública para a queda da Monarquia. Já agora, permitam-me o aparte: terá alguma coisa a ver com o assunto as campanhas política actuais serem uma grande cegada? O FADO serviu, uns anos antes da queda da Monarquia em 1910, como canção política. A provar esta afirmação João Black, socialista republicano que começou a cantar em1893, deslocava-se muitas vezes ao Alentejo para cantar os seus Alexandrinos políticos, a que ele chamava cantigas ao domicílio. Se vivesse na época actual eu chamar-lhe-ia especialista em presidências abertas.

P.S - Agradeço ao meu amigo Carlos Caria que teve a gentileza de me oferecer esta relíquia.


segunda-feira, 7 de março de 2011

Manuel Oliveira - Historias do nosso futebol .... Futebol Portugues



Este é um vídeo que merece ser visto, sobre um treinador desconhecido por muitos. Manuel de Oliveira foi um treinador que nunca teve a sorte de treinar um dos grandes, mas por onde passou deixou a sua marca. Para alem do vídeo vou deixar um conjunto de textos encontrados na Internet que ilustram um pouco da sua vida e da sua carreira. É a minha homenagem esta curiosa figura do Futebol Português


Texto retirado do Diario de Noticias, da autoria de Fernando Madaíl:

Ainda o escrete canarinho de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivellino e Tostão não tinha surpreendido no Mundial de 1970 com a sua nova táctica do 4x4x2 e já Manuel Oliveira dispunha nesse figurino a equipa da CUF para neutralizar, em 1965, o Benfica de Coluna e de Eusébio, vencendo o poderoso adversário por 2-0. O primeiro dos 27 emblemas que o treinador dirigiu acabaria essa época em terceiro lugar, garantindo assim um lugar nas competições europeias.


Antigo júnior do Sporting, que admirava o "fabuloso" Canário, para ele um ídolo tão grande como para os miúdos de hoje é Cristiano Ronaldo, ao ponto de ainda guardar na carteira um recorte com quase 60 anos do jornal do clube em que é comparado ao seu modelo - "a actuação de Oliveira [na Taça Ricardo Ornelas, em 1950] faz-nos lembrar o estilo de Carlos Canário, um jogador cem por cento enérgico e cem por cento hábil a escamotear a bola dos pés do adversário" -, acabaria por ser um "crónico suplente" da equipa dos célebres Cinco Violinos, a linha avançada de Alvalade constituída por Jesus Correia, Vasques, Albano, Peyroteo e Travaços.


Aos 30 anos de idade, já na sua quinta época com a camisola da CUF (onde era, também, empregado de escritório e tinha reencontrado o treinador Fernando Vaz, que o descobrira para o Sporting), na décima jornada da temporada de 1962/63 deixava de ser jogador para substituir Anselmo Pisa no comando da equipa, trocando assim, definitivamente, a braçadeira de capitão pelo banco do treinador.


No famoso jogo com o Benfica, além de preparar a marcação individual a Eusébio (o craque de quem viria a ser treinador no Beira-Mar), Manuel de Oliveira engendrava aquele 4x4x2 e punha a equipa a fazer aquilo que hoje se designa por pressing, levando o técnico do Benfica, o franco-romeno Elke Schwartz (que ganharia esse campeonato, mas perderia a final da Taça dos Campeões), a comentar que a CUF "utilizara uma táctica de basquete".


O técnico que editou agora as suas Memórias de um Treinador de Futebol (ed. Âncora) orientou, depois, o Leixões e o Belenenses (tinha sido uma das opções para o Sporting, mas seria preterido em benefício de Fernando Caiado), antes de chegar ao Barreirense onde, na época de 1969/70, apresentaria outra inovação táctica: um 3x5x2 contra o Leixões, acabando o campeonato em quarto lugar e com acesso à Taça UEFA.

Ao longo de seis décadas, em que foi técnico, formador em cursos de treinador e comentador da rádio, Manuel Oliveira elaborou sempre fichas de jogo com as disposições de cada equipa, o encaixe dos adversários, o comentário das actuações e as ilações sobre o resultado. Tem assim concluída a obra Tácticas do Futebol Português (dos Primeiros Sistemas de Jogo ao Mundial da Alemanha), em que analisa, não apenas as suas experiências tácticas, mas tudio o resto, das equipas do Sporting, Benfica, Porto e Belenenses dos anos 50 às selecções portuguesas em fases finais.


Mas, enquanto esta obra está no prelo, pode-se apreciar, no livro que está nas livrarias, as suas vivências em clubes como a Sanjoanense, Farense, Benfica de Huambo (Angola) Olhanense, Lusitano de Évora, Espinho, Beira-Mar, Vila Real, Marítimo, Portimonense e União de Leiria, antes de chegar a Setúbal e surpreender, em 1983, o FC Porto "europeu" de Fernando Gomes com um 3x4x3 que garantiu um 3-1 ao Vitória.
E, na carreira de um treinador que diz que agora chamam losângulo ao que ele define como "um 4x3x3 em V" e que nunca esqueceu a forma como José Szabo treinava a técnica individual "até à exaustão", seguiu-se a selecção da Guiné-Bissau, Louletano, Fafe, Varzim, Nacional, Sintrense, Montijo, Amora, Beja, Lusitanos Saint-Maur (França), Gondomar e Imortal.
E, assegura no tom que o tornou conhecido no futebol, se a final de 1998 tivesse sido disputada pela Holanda (em vez do Brasil), a França não seria campeã do Mundo.


Retirado da Plagina ARTBARREIRO.COM por Bruno Contreiras Mateus




NO DESPORTO PARA TEREM UM TRABALHO NA INDÚSTRIA

O 'histórico' treinador Manuel de Oliveira sabe que o Grupo Desportivo da CUF podia ter sido campeão nacional se o ‘patrão’ quisesse – o futebol do clube disputou-se na primeira divisão, desde a época de 53/ 54 e durante 22 anos.
'Quando eu entrei para jogador entrei também como funcionário da CUF. Naquela altura, o futebol não era profissional. O que interessava mais do que ser jogador era o emprego na CUF' – explica Manuel de Oliveira, 76 anos. O antigo jogador saiu do Sporting para ser empregado de escritório na indústria barreirense e para a sua mulher se empregar nos têxteis.
Quem ia estudar procurava a Académica de Coimbra; no GD da CUF, era o emprego que aliciava. 'No plano desportivo, o Sporting era mais forte. Mas senti-me muito bem no GD CUF porque podia não só jogar como trabalhar.'
Foi como treinador, na época em que foi inaugurado o Estádio Alfredo da Silva, que Manuel de Oliveira levou o clube a competições europeias batendo o AC Milão por 2-0 em casa, em 1965.
Capitão-Mor tinha 22 anos quando, na época seguinte, se estreou no clube. 'Bem dita a hora porque passei de operário a empregado da CUF. O meu pai era soldador e passou a chefe. A minha mãe era empregada têxtil, andava com bata preta, e passou a pagadora.' Conta o ponta-de-lança - hoje com aos 65 anos e um filho no futebol do GD Fabril que promete ir longe - que pelo clube passaram muitas figuras também do Benfica como Ferreira Pinto, Mário João, Arsénio. 'Éramos fortes, estávamos sempre classificados em 5.º, 6.º lugar.'
Mas o clube das fábricas do Barreiro não brilhava só no futebol. Manuel Gomes Cerqueira (ver texto principal), filho de empregados da CUF e também ele lá trabalhador, foi o único capitão da Selecção Nacional de Basquetebol do GD CUF. No hóquei em patins, Vítor Domingos foi considerado o melhor guarda-redes do Mundo, em 1972. Também na Selecção Nacional, o jogador já tinha conquistado um Campeonato Mundial em 68 e quatro competições europeias.
Em 1962, Vítor chegou ao clube com a promessa de emprego na UFA (União Fabril do Azoto) mas foi colocado na secretaria do GD CUF. 'A adaptação como jogador custou-me por causa da respiração. Os gazes, a poluição, eram muito maus.' Mas depois disso e de curada uma lesão num joelho – foi operado no Hospital da CUF – o clube disputou sempre os primeiros lugares.
Este ano foi encontrada uma bandeira do GD CUF que data de 1928. Julgava-se, até aqui, que o clube datava de 27 de Janeiro de 1937. Praticam-se hoje como modalidades principais o futebol (na 3.ª divisão nacional), hóquei (formação), ténis, judo, ginástica, futsal (3.ª divisão nacional), kickboxing e atletismo. Além do Estádio Alfredo da Silva, inaugurado em 1965, o agora GD Fabril tem ainda um pavilhão multiusos, dois campos de futebol de relva natural, três sintéticos, uma pista de atletismo e cinco courts de ténis, três de terra batida e dois sintéticos.
'Enquanto presidente do Grupo Desportivo Fabril, vou sempre manifestar o meu descontentamento por as forças vivas desta terra – e muito mais os políticos –, que defendem os cem anos da CUF, se esqueceram que a CUF tem um Grupo Desportivo, que está vivo e vai continuar vivo' – afirma Faustino Mestre. Recorda o presidente do Fabril que 'a família Mello foi mal tratada no Barreiro', mas 'resistiu ao temporal do 25 de Abril. Não se apaga a História. E mal vai o País quando não consegue aprender com a sua História.'
As críticas de Faustino Mestre atingem os Mello. 'Sinto-me triste por não darem atenção a esta casa. E faziam o grande favor de doar, espontânea e incondicionalmente, estes terrenos ao Fabril.' Mais, acusa anteriores direcções de terem feito desaparecer mais de um milhão de euros que deveriam pertencer aos cofres do clube. 'Nestes últimos 20 anos, o clube vendeu terrenos no valor de três milhões de contos (cerca de 15 milhões de euros) e o único dinheiro que entrou nesta casa é referente ao aluguer por direitos e superfície, por 20 anos, do terreno das bombas de gasolina – 140 mil contos (700 mil euros). E a família Mello sabe disto porque recebeu 90 por cento da verba total. Achei mal foi os outros 10 por cento não terem entrado para o clube' – acusa

sábado, 19 de fevereiro de 2011

5ª Volta ao Algarve

 Hoje trago-vos uma curiosidade que acabei de adquirir e que achei bastante curiosa, trata-se do Programa da 5ª Volta ao Algarve que curiosamente tinha como um dos patrocinadores a SOINTAL - Casinos do Algave, empresa fundada pelo Grupo CUF em 1971 sobre a qual em altura apropriada irei escrever um post.

O Desporto Automóvel sempre teve grandes adeptos no nosso país, e numa época que o Algarve se afirmava como região turística, quer a nível nacional, como internacional, nada melhor do que um Rally para a sua promoção. Esta prova contava com um percurso de 722 km disputado em 2 etapas, como poderão ver mais abaixo, que ligava precisamente os três Casinos do Algarve (Alvor, Vilamoura e Monte Gordo).

 Olhando a folha do palmarés desta prova de competição, verifica-se que foi em 1970 que teve o seu inicio, apenas não se realizando no ano de 1974 devido às restrições ao consumo de gasolina impostas pelo Governo, devido aos reflexos do Choque Petrolífero de 1973.

Em 1975 a prova foi vencida pela dupla de António Borges/João Anjos em Porsche Carrera, enquanto o segundo lugar coube à dupla Mário Silva/Pedro Almeida em Porsche 911 T

Capa





Palmarés da Prova 

Etapas





Prova de Perícia


domingo, 13 de fevereiro de 2011

Saca de Enxofre Flor Sublimado Extra


Há já alguns tempos tinha aqui publicado uma saca de Enxofre da marca FLOR, contudo esta que hoje vos apresento tem um grafismo diferente da anterior, pelo que julgo ser mais antiga. Veja-se a particularidade de em baixo ter escrito "Refinarias Barreiro", parece encontrar-se em muito bom estado de conservação, o que prova a excelente qualidade do linho utilizado nestas sacas, que tal como esta foram transformadas em múltiplos usos. Vendida em sacas de 50 Quilos, o Enxofre era (e é) amplamente utilizado na agricultura.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Fado Cuf - Qualquer coisa que me anima - De: Alfredo Marceneiro



Enquanto existiu a CUF teve realmente  uma enorme abrangência na vida social deste país , dando até origem a um tipo de Fado, o Fado CUF. A sua criação deve-se ao grande mestre Alfredo Marceneiro, que trabalhava no Estaleiro Naval da empresa na Rocha Conde de Óbidos. Mas o melhor é mesmo ouvir

Cinzeiro da SOPONATA

Aqui fica um interessante e possivelmente raro cinzeiro da Soponata, fabricado pela Vista Alegre datando o símbolo entre o período entre 1947-1968. A Sociedade Portuguesa de Navios Tanque foi criada em 1947 para suprimir as dificuldades de abastecimento de ramas de petróleo que o pais sofreu até essa data. Foi criada com base na ideia que o País deveria ser auto-suficiente em termos energéticos, e assim possuir a sua própria frota abastecedora de navios tanques. A CUF participava nesta empresa, primeiramente através da Sociedade Geral de Comércio Industria e Transportes, e depois a partir de 1956 com entrada da CNN - Companhia Nacional de Navegação, na esfera do Grupo, passou a deter praticamente 50% desta empresa, ate 1975, ano em que a Soponata é nacionalizada.



sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A Inauguração da Sala de Imprensa no Estádio Alfredo da Silva e o CUF - Belenenses

Estávamos em Setembro de 1966, quando o Grupo Desportivo da CUF, inaugura a sua Sala de Imprensa, que na época foi uma iniciativa inédita no Futebol Português. Só mais tarde o Benfica e outros clube siguirão este exemplo e terão Salas de Imprensa nos seus estádios. Esta noticia foi publicada do Jornal Desportivo Record de 20 de Setembro de 1966. Pelos vistos não era só na Industria que a CUF era uma organização avançada. (Para ver a noticia basta clicar sobre a imagem)



 E já que na noticia anterior se fala do Belenenses pois aqui fica o "relato" do jogo ocorrido no Estádio Alfredo da Silva entre a CUF e os Belenenses jogo a contar para o Campeonato de 1966-67. A CUF ganhou o desafio por duas bolas a zero com golos de Vieira Dias e Madeira

Embalagem de Detergente JUÁ

É em plenos anos 50 que vão aparecer em Portugal os Detergentes, pois até aí o único meio utilizado para lavar tanto a roupa como a loiça era o belo do sabão. Para dar resposta a estas novas necessidades, a CUF vai criar em 1956 a SONADEL - Sociedade Nacional de Detergentes, cuja fábrica se situava no Sobralinho, junto a Alhandra conforme poderão ver no anuncio. É curioso verificar que mesmo com a invasão de marcas estrangeiras como o TIDE, SKIP entre outras, o JUÁ foi dos detergentes mais populares das décadas de 60 e 70 em Portugal. Conhecido pelos seus brindes, havia de tudo um pouco, molas para a roupa, porta-chaves, copos. Aqui vos deixo este interessante pacote de Detergente JUÁ, ainda por abrir e com brinde lá dentro! De facto uma raridade. É caso para dizer: E esta hein!

Anuncio da SONADEL (1965)