Mostrar mensagens com a etiqueta Fotografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fotografia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 23 de junho de 2018

Menú da Inauguração do Estaleiro da Margueira

Faz hoje precisamente 51 anos que o Estaleiro da Margueira foi inaugurado e se estão recordados, o ano passado dediquei uma longa postagem a esse marco da industria nacional. Contudo há cerca de uns meses veio-me parar às mãos um daqueles documentos inesperados que às tantas pensamos que já nem existem: o menú da inauguração do Estaleiro da Lisnave! Após as cerimónia oficial da inauguração do estaleiro, foi oferecido aos cerca de 7500 convidados, um jantar volante abordo do Paquete Principe Perfeito que se encontrava estacionado na doca 12.

O Paquete Principe Perfeito aguardando os convidados (creditos fotold)

E agora vamos dar uma espreitadela pelo menú. Olhando à primeira vista para a sua capa, é em todo identico aos milhares de menús que foram feitos ao longos dos anos para os navios da Nacional... o que me causou uma imensa admiração. De facto esperava que para um evento desta grandeza a Lisnave tivesse apresentado um menú com outro arranjo gráfico mais relacionado com o tema e não uma imagem de "Assemblée de Buveurs" de Jean-Baptiste Haussard. Relativamente à ementa, como poderão ver, a escolha foi vasta e variada, e dela me sobressaiem na parte das sobremesas os Bolos "Lisnave" e "Ponte Salazar" tinha de facto curiosidade em ver os seus formatos, mas com grande pena minha foi-me impossivel encontrar fotos do jantar.

Capa do Menu

Página interior

Página interior

Contracapa


Os jornais da época dão a entender que o então afamado Snack-Bar Noite e Dia terá sido um dos fornecedores deste gigantesco repasto conforme se poderá ver no seguinte anuncio:

Anuncio do Diário de Noticias de 24 de Junho de 1967



sábado, 12 de julho de 2014

Foto nao datada do Depósito da CUF de Aveiro


Há já alguns meses atrás chegou-me esta interessante e invulgar fotografia a quem muito tenho a agradecer ao meu amigo Carlos Caria. Deve certamente tratar-se do Depósito que a empresa possuia em Aveiro, a matricula do barco e a sua tipologia assim o comprova. Observe-se ainda a curiosidade desta fotografia ter sido retocada. 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Alfama olhando o Tejo


Se á primeira vista o titulo e a foto nao evidencia nela vistigios do tema associado a este blogue desengane-se quem por aí. Se há um tema que gosto em particular é a Fotografia, tema que tem pano para mangas e que é sem duvida uma marca e um testemunho das eras, dos acontecimento das pessoas etc. 

A foto que hoje vos trago, curisamente encontrei-a publicada na revista "Menina e Moça" de Novembro de 1971, esta publicaçao era editada pela Mocidade Portuguesa Feminina. Esta é daqueles tipos de foto que verdadeiramente aprecido, parece composta por camadas. E voces perguntarão "mas a que é que ele se está a referir?"

Pois bem se em primeiro plano temos os velhos telhados do casario de Alfama, onde um homem se encontra debruçado na varanda da sua agua furtada, mais abaixo uma fragata cruza o Tejo vagarosamente. Em pleno Tejo encontramos daqueles gigantes super-petroleiros que os lisboetas de hoje já não estao habituados a ver por estas paragens. O gigante dos mares encontra-se fundeado, ali no meio do Rio, enquanto o "Praia Branca" da Gaslimpo, trata da lavagem e desgasificaçao dos seus tanques. Depois de concluida essa operação, o "mamute" terá luz verde para entrar nas docas da Lisnave onde será reparado, ou modernizado. 

Lá mais ao fundo, a vista ainda alcança um aglomerado de formulas geométricas criadas pelo Homem, trata-se da Vila do Barreiro. Na paisagem sobressai, a altaneira e fumegante chaminé do TCP (Tratamento de Cinzas de Pirite) situada em pleno Complexo Industrial da CUF.

sábado, 20 de abril de 2013

Lisboa - Doca do Espanhol anos 60

Há umas semanas atrás, adquiri por curiosidade alguns "slides" com fotografias tiradas do Porto de Lisboa, tiradas por um senhor alemão que visitou Portugal há 40 anos. Depois de uma aturada procura, pois eram centenas de slides, de diversos temas, natureza, animais, touradas, ferias na neve, la me deparei com alguns slides com imagens do Porto de Lisboa, e pensei "Porque não mandar fazer em fotos?". Foi o que acabei por fazer, e cá estão eles. Infelizmente não foram guardados com os cuidados devidos, apresentando bolor, tirando alguma qualidade e belezas às fotos que aqui irei colocar. Porém olhar para elas é como viajar no tempo e regressar uma época em que Portugal olhava de uma forma muito diferente para o Mar. Para os amantes de navios (onde eu me incluo) é absolutamente delicioso, olhar para um Porto de Lisboa cheio de navios mercantes nacionais que davam um colorido aquele espaço.


 Nesta foto e visível (ainda que muito desfocado) a proa do "Rita Maria" da S.G. e  ao seu lado mais ao fundo o cargueiro "Beira" da CNN


 Neste emaranhado pictográfico de navios, sobressai o cargueiro "Beira", a pedir uma nova pintura do casco


 Uma panorâmica tirada da Doca do Espanhol para o lado da Rocha Conde de Óbidos, por entre os batelões e fragatas, avistamos de novo o "Beira" seguido de um Navio-tanque da Soponata que devido ao tipo de construção poderá ser o "Alvelos", "Cercal", "Dondo" ou o "Erati"


 Termino com a minha foto preferida: Uma bela perspectiva do Paquete da S.G. "Amélia de Mello" com a sua chaminé a fumegar.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Fotografias dos Douglas C-47A da C.T.A.



Depois de em Dezembro de 2010 ter esboçado parte da história da C.T.A. (Companhia de Transportes Aéreos) hoje é a vez de trazer a publico um dos meus mais recentes achados. Trata-se de duas fotos de um dos Douglas C-47A que operaram nesta companhia. Estas fotos são do ano de 1947, podendo-se observar em ambas a comitiva da empresa C. Santos que fretou uma destas aeronaves para se deslocar ao XIII Salão Automóvel que se realizou na cidade do Porto. Repare-se, até a escadinha para subir ate a aeronave tinha escrito as sigla C.T.A. Aqui fica mais um pequeno contributo para a história desta companhia.  

domingo, 29 de janeiro de 2012

Visita á Colónia de Férias da CUF (Parte III)

Continuemos pois a visita pela Colónia de Férias da CUF.. Saídos do Posto Médico da Colónia, esta era a vista geral que se podia avistar do varandim da escadaria que lhe dava acesso. As tabelas de Basquetebol que outrora ocupavam o pequeno campo acimentado,  os antigos baloiços, são hoje apenas lembranças do passado. A erva vai reclamando aos poucos o seu espaço, mesmo no antigo campo de futebol, frente ao edicto da cantina, onde se faziam uma espécie de mini-jogos olímpicos, e torneios bem ao espírito do convívio da colónia.





Entrámos depois no edifício da antiga secretaria, o local ainda encerra uma parafernalia de telefones, maquinas de escrever, mobiliário e outro material de escritório. Quase se consegue imaginar a azafama de outros tempos, funcionários a tratarem dois mais variados tipos de assuntos da vida da Colónia. No "hall" de entrada era ainda visível alguns quadros de fotografias dos miúdos da colónia, com um colorido que se vai desvanecendo aos poucos, com o passar dos anos e da humidade da maresia, bem como uma mesa com um velho megafone.. Virando à nossa esquerda, encontravam-se os quartos dos funcionários da secretaria, que possuíam uma casa de banho comum. Enquanto à esquerda podiam-se observar um Chaveiro e salas de arrumação onde ainda se encontrava tecidos e roupas dos antigos teatros que nas noites de verão animavam o serões da Colónia.








Dali seguimos para a Zona dos Duches, uma sala enorme, com chuveiros típicos dos anos 50. Onde nem eu quis deixar de ter uma pequena sensação de como seria tomar ali uma banhoca.







Um pouco mais a frente do Edifício da Secretaria, ficava a Vivenda da Direcção da Colónia, na qual, durante o seu funcionamento vivia a saudosa D. Ema.



Em seguida foi a vez de se visitar o antigo refeitório. Este era o maior edifício da Colónia, possuindo uma Cozinha, copa, e duas salas de refeitórios. Nas paredes dos refeitórios encontram-se dois paneis esculpidos em barro com motivos religiosos, assinados por um C. Vizeu, datados de 1956 e 1957. Na cozinha, ainda se podem ver os três panelões para sopa e confecção de comida fabricados por outra empresa que já não existe: a OLIVA. No edifício ficava ainda a Biblioteca, que se encontrava fechada.










Entrada da Biblioteca



E assim se dava por concluída esta visita. À saída houve ainda tempo de tentar fazer tocar o antigo sino do portão da colónia, mas em vão. Em jeito de homenagem tirei ainda esta foto a um dos mais carinhosos personagens da Colónia: o Sr. Veríssimo, antigo enfermeiro da Colónia, que ficou na memoria de inúmeras gerações de miúdos que por ali passaram. Regressamos depois ao restaurante da Toca do Júlio, para um almoço de confraternização que durou ate perto das 18 horas. Foi um dia memorável com grandes emoções para todos aqueles que nele participaram.


O Enfermeiro Veríssimo acompanhado da esposa





Aqui fica uma recordação/testemunho da Colónia: Um calendário de parede da Quimigal, que ficou parado em Setembro de 1989, data do qual o ultimo turno de colonos partiu para suas casas, enquanto a Colónia fechava portas para todo o sempre...

sábado, 21 de janeiro de 2012

Visita á Colónia de Férias da CUF (Parte II)

Ao meio dos dois dormitórios existia o quarto dos monitores, que possuía umas pequenas janelinhas para os os dormitórios de forma a que estes pudessem vigiar os seus colonos. Hoje nada resta da mobília, que ao invés das camas de ferros que nos aparecem nas fotos, eram sem beliches em madeira trabalhada muito ao estilo dos anos 50. A única peça que sobreviveu até aos dias de hoje foi o roupeiro.





Prosseguindo a visita fomos até ao antigo edifício do Posto Médico, que como se pode ver pelo aspecto exterior, já lhe vão faltando as portadas verdes de outrora. Logo á entrada ainda lá estavam os banquinhos da sala de espera, e num dos armários, ainda com medicamentos encontrava-se uma caixa da velhinha UNIFA! (União Fabril Farmacêutica, empresa criada pela CUF em 1951). O consultório, esse parecia parado no tempo, com a sua panóplia de instrumentos, tubos de ensaio, equipamento de laboratório. Dentre entre os frascos ali existentes ainda lá pontuava um com amoníaco a dizer "Caixa de Previdência do Pessoal da CUF e empresas associadas) e a velhinha maleta em madeira do Sr. Veríssimo.












Passemos agora aos quartos do Posto médico, dispunha de um total de 5 ou 6, com duas camas cada um como podemos ver pelas imagens.