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terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Caixa de Velas de Natal da CUF

Espero que todos estejam a ter um optimo Natal passado no seio das vossas familias ou com aqueles que vos são importantes. Estava eu a olhar para a Tv e questionei-me "E porque não mostrar hoje aquela caixa de velas que já comprei há uns anos?". Dito e feito! Não há dia melhor que o de hoje para a expôr diante dos vossos olhos. 











Estas devem ter sido feitas em Alcântara na Fábrica União nos anos 60. O que é incrível foi terem durado intactas até hoje como se tivessem vindo da fábrica. Ou alguém se esqueceu delas numa gaveta ou ficaram esquecidas em alguma prateleira de loja. Hoje, pelo menos, voltaram a ver a luz do dia, já que nunca chegaram a alumiar a mesa da consoada. As velas, foram dos produtos que a CUF fabricou durante mais de 100 anos, juntamente com os sabões, produtos base da empresa quando esta foi fundada em 1865 pelo Visconde da Junqueira. 

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Fragmentos de uma Caixa de Sabão da CUF

Há de facto coincidências engraçadas, ontem a dois passos da Casa de Alfredo da Silva no Monte Estoril encontrei esta curiosidade. Aquilo que vêm á vossa frente, presumo ver as partes laterais de uma antiga caixa de sabão da CUF. Segundo o vendedor grande parte da madeira desta caixa estava já podre e quebradiça, apenas tendo recuperado estas partes laterais. Perante tal achado, não lhe fiquei indiferente e resolvi trazê-lo para casa para o estudar melhor.




Segundo o que posso apurar esta caixa, poderia datar-se das décadas de 1910 ou de 1920. Porque é que digo isto? Observe-se na primeira fotografia para além de se ver a sigla C.U.F. na parte de cima temos a informação (e os desenhos) das 8 medalhas de Ouro que a empresa ganhou nas exposições industriais de Lisboa (1888) Porto (não sei a data), Anvers (1894), Paris (1876 e 1900) e St. Louis (1904). Infelizmente as letras já estão muito esbatidas, mas ainda é perceptivel a sua leitura. Na foto seguinte a única coisa que salta à vista é que esta seria uma caixa com capacidade para 30 quilos de sabão, sabão esse muito provavelmente em barra daquelas que se vendia ao peso nas drogarias. As suas marcas a fogo estão já muito gastas pelo tempo, e pelos maus tratos e não há milagres perante uma coisa tão antiga como esta.

Uma coisa é certa: a União Fabril de Henry Burnay e de Alfredo da Silva, era já nos seus primórdios uma marca que gozava de grande reputação e aceitação, primando por produtos de qualidade, procurando uma maior visibilidade e prestígio concorrendo nas diversas exposições industriais quer nacionais quer internacionais. Tanto assim foi que a partir de 27 de Fevereiro de 1877 a CUF passa a ser um dos múltiplos fornecedores (na categoria de velas e sabões) da Casa Real, uma honra e prestigio a que só alguns podiam almejar. 

Relativamente às 8 medalhas de Ouro que a CUF ganhou nas exposições internacionais aqui ficam duas fotos ilustrativas não só dessas medalhas bem como da sua datação. 

Quatro da CUF com algumas das medalhas ganhas em exposições industriais (espolio Museu Baía do Tejo)

Pormenor de uma factura de venda da CUF de 1914 com as medalhas ganhas

Factura da CUF de 1914 (observe-se a morada da empresa)

sábado, 16 de junho de 2018

Cartaz Publicitário da CUF - 1935




E já que estamos numa de publicidades, há tempos tive a sorte de comprar uma daquelas peças que uma pessoa olha e é como que amor à primeira vista. Assim que a vi sabia que teria de ser minha. Como poderão ver trata-se de um cartaz publicitário da CUF datado do já longínquo ano de 1935. Esta preciosidade veio-me de Estremoz, onde certamente deve ter estado pendurada por muitos anos em algum estabelecimento de venda de produtos para a agricultura. É de cartão de forma rectangular e tem por medidas 50 cm de altura por 31 cm de largura. Apesar de ter algumas "pinturas de guerra" (riscos e escritos) que normalmente este tipo de material tem, em nada afecta a sua beleza, quase parece que foi pintado à mão! Atente-se no pormenor do cartaz: o ceifeiro com a sua foiçe segurando um molho de trigo que por sua vez se transforma em moedas de ouro! Foi impresso da Litografia Portugal que ao que parece ficava em Lisboa, infelizmente o cartaz não nos dá pistas sobre a autoria do mesmo. A existência da data de 1935 no cartaz leva-me também a supôr que tal como a CUF lançou ao longo de vários anos os famosos cartazes publicitários em que o Zé Povinho passa de um simples burro para um belo carro desportivo descapotável, a empresa terá também lançado anualmente cartazes publicitários todos diferentes, aquando da Campanha do Trigo e que este seria um deles. Mas por agora é apenas uma suposição pois não tenho forma de por enquanto comprovar isso. Uma coisa é certa: com a idade que este cartaz tem não acredito que ainda restem por aí muitos, pois era material que ia para o lixo. Daí ter dito logo no inicio deste texto "tive sorte!"

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Terrina da Sociedade Geral

Eis uma bonita terrina da Sociedade Geral, produzida pela Vista Alegre entre o período de 1947-68. Como se poderá ver no seu bojo tem também o carimbo da antiga Casa José Alexandre, casa a quem a Sociedade Geral encomendava as suas louças. Olhando com todo o detalho, consegue-se perceber que osenfeites das pegas foram feitos á mão. Foi sobrevivendo até hoje, ao tempo e ao uso, o que é verdadeiramente notável. É bem possível que tenha andado em algum dos navios desta empresa que sulcuram os mares entre os anos de 1922 e 1972. 






segunda-feira, 9 de abril de 2018

Saca de Nitrato do Chile

Em finais do século XIX, inícios de XX, o Chile tinha uma abundante reserva de um químico precioso: o Nitrato de Sódio, que à època era também designado por Ouro Branco ou Salitre. É um composto químico, cristalino inodoro e incolor. É solúvel com água, álcool e amónia liquida. Usado maioritariamente como fertilizante agrícola e para o fabrico de explosivos, o Chile começou a exportar este mineral para a Europa na década de 1820. O seu valor de mercado e importância foram crescendo, tendo levado mesmo a uma disputa que ficou conhecida pela "Guerra do Pacifico" (também conhecida por Guerra do Salitre) que decorreu entre 1879 e 1883. As razões deste conflito centravam-se nos territórios da região do Deserto do Atacama, rico nesse mineral, levando a uma contenda por parte do Chile, Perú e a Bolívia, da qual os chilenos saíram vitoriosos.  


Desde cedo, a empresa proprietária da marca Nitrato do Chile apostou forte na propaganda, como forma de aumentar os seus lucros. À época a publicidade estava ainda na sua primeira infância, contudo quem soubesse criar uma imagem marcante, que se destacasse da concorrência era meio caminho andado para o sucesso. Na Península Ibérica dos anos 30, a sua estratégia publicitária, passou por colocar painéis de azulejo (material mais barato e com muita durabilidade) cuidadosamente colocados à entrada das localidades, ou lugares centrais para que a sua mensagem chegasse a todos.

Painel Publicitário

Quem percorra o país rural de lés-a-lés pela sua rede de estradas nacionais, irá encontrar inúmeros painéis publicitários do Nitrato do Chile, que ainda hoje resistem ao tempo e às mudanças do mundo. Aqui como na vizinha Espanha, o anúncio a estre produto acabou por tornar-se num dos ícones publicitários do século XX.

Botoeira do Nitrato do Chile
Mas sempre me surgiu a interrogação: "Quem teria sido o criador deste símbolo?" Aparentemente tudo leva a crer que a ideia terá surgido pela mão de Adolfo López-Durán Lozano. Este estudante madrileno de arquitectura terá sido convidado a pintar um anuncio por um professor do seu curso que presumivelmente teria uma ligação com a empresa chilena de nitratos. A empresa gostou do resultado final, e assim nasceu o homem com chapéu de abas largas sentado em cima de um cavalo que fez parte do imaginário e do quotidiano de tantas e tantas gerações. 

Em Portugal a Companhia União Fabril foi desde cedo o distribuidor oficial do Nitrato do Chile e quem consulte, revistas de agricultura como a "Gazeta das Aldeias", irá certamente encontrar um anúncio a referir tal facto. Veja-se por exemplo este lançado logo depois do final da II Guerra Mundial: 



A saca de juta que aqui vos apresento é já bem mais recente, devendo datar de finais do anos 60 mas que como podem observar se encontra em optimo estado de conservação:

                               
   

                                                                                                                                                             
Anúncio de 1969 ao Produto

                                                                                         
Pegando no "Simposium Agro-Pecuário" lançado em 1969 vamos ver o que ele nos diz sobre o Nitrato de Sódio do Chile:

Composição: Fertilizante azotado natural, de fórmula química NaNO3, contendo 16% de azoto sob a forma nítrica, além de pequenas quantidades de micronutrientes, dos quais se destaca o boro.

Indicações: Pelo facto de conter o azoto sob a forma nítrica, é prontamente assimilado pelas plantas, às quais concede vigor imediato. Convém, em geral, a todas as terras e pode empregar-se em todas as culturas, no começo da sua vegetação, ou em cobertura.
Pode misturar-se em qualquer altura com os adubos potássicos, e com o superfosfato de cal, na altura da aplicação.

Doses: Desde 100 a 700 Kg por hectare

Apresentação: Em sacos de juta com 50 Kg

quinta-feira, 8 de março de 2018

Número Especial do Jornal da FILDA produzido pela SIGA

A vida tem coisas curiosas. Comprei este jornal da Feira Industrial de Luanda (FILDA) porque desde muito novo sempre me interessei por aquilo a que no passado se designava por "Ultramar Português". Gosto de estudar a sua economia, as suas cidades, arquitectura, história, enfim um pouco de tudo! Pois estava eu a dizer que quando comprei este jornal, que vos irei apresentar a seguir, estava longe de imaginar que me iria cruzar com o Grupo CUF. Comprei-o pela curiosidade de ter sido feito em plástico, e deter boas fotografias da Feira de 1972 coisa que até agora nunca tinha visto. Depois de uma leitura atenta, qual não é o meu espanto de ler que este numero especial tinha sido produzido pela SIGA! 

Página 1

Páginas 2 e 3

Página 4



A SIGA - Sociedade Industrial de Grossarias de Angola, foi criada em 1951, possuindo instalações fabris em Luanda, e duas propriedades agrícolas, uma em Cassoalala com 450 hectares, e outra próxima da cidade de Santa Maria (Duque de Bragança) com uma área de 4000 hectares.  Em 1971 o seu volume de vendas atinguiu o montante de 116 mil contos. 

As suas instalações fabris eram compostas pelas seguintes unidades:

  • Fábrica de sacaria e têxteis de juta
  • Fábrica de têxteis e sacos de polietileno e polipropileno
  • Fábrica de feltros de juta e sisal
  • Fábrica para a produção de plásticos por extrusão e injecção sob a forma de tecidos, sacos e artigos diversos
  • Fundição
  • Oficinas Metalo-mecânicas

Nota: Esta é uma breve resenha da vida desta empresa, pois espero acrescentar dados novos e informações mais detalhadas sobre ela num futuro próximo.  


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

E porque é Carnaval....

Nada melhor que mostrar o que até há uns anos me chegou ás mãos: um dos fatinhos do carnaval das escolas do Barreiro do ano de 2013.

E advinhem qual foi o tema? É isso mesmo! Os miudos do Externato Diocesano D. Manuel de Mello num rasgo de originalidade mascararam-se imitando as  sacas de adubos da CUF!

Resta-me agradecer ao meu bom amigo Norberto Santos que me ofereceu esta curiosidade que apesar de recente, demonstra que a memória da CUF ainda está à flor da pele na cidade do Barreiro. Ainda bem que assim é.


Frente

Verso 



Fontos do Carnaval das Escolas do Barreiro 2013 - Fonte Jornal Rostos

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Cinzeiro da Tabaqueira

Em Outubro de 2009 publiquei o primeiro cinzeiro da Tabaqueira que comprei. Agora. é altura de mostrar uma das minhas ultimas aquisições neste campo. Trata-se de um bonito cinzeiro hexagonal feito pela Vista Alegre a publicitar esta empresa. A sua decoração é bastante simples e minimalista, símbolo da Tabaqueira e palavras a preto e os rebordos a dourado, o que lhe dá um toque de fina elegância. Ao consultar a publicação lançada pela própria Vista Alegre sobre a evolução da sua marca esta peça é facilmente datável da época entre 1947 e 1968. Diria com alguma certeza que ainda é do tempo da velha fábrica do Poço do Bispo pois ainda ostenta aquele que foi o símbolo inicial da empresa e que deverá ter durado até 1962, altura em que é inaugurada a fábrica de Albarraque. Geralmente esta é uma peça que quando aparece ou lhe falta os dourados do rebordo, ou o símbolo da Tabaqueira e as letras estão gastas ou pior ainda, um ou alguns dos cantos encontram-se partidos. Foi preciso esperar anos para que finalmente me aparecesse um cinzeiro destes em estado impecável como este, mas valeu apena, pois é de facto de uma grande beleza. 



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Á mesa com a União Fabril do Azoto

Se há coisa que as grandes empresas ainda hoje não podem dispensar é o seu refeitório próprio. Palco central de convivência diária onde os seus diversos departamentos se cruzam à mesa partilhando conversas e por vezes confidências. Acabado o repasto, cada um segue para os seus postos de trabalho, mas no refeitório a azáfama continua. Se uns partem, outros chegam famintos por uma refeição quente e por um pouco de descontracção. Quando por fim o movimento cessa, começa a melodia do tilintar dos batalhões de pratos, copos e talheres, prontos para a desinfecção e limpeza. 

Como é obvio à União Fabril do Azoto não faltavam refeitórios tanto em Alferrarede (1952) como no Barreiro (1962). Eu sei que à primeira vista, o título desta postagem pode parecer no minímo estranho, mas de facto hoje quero que imaginem que estavam sentados a almoçar no refeitorio da UFA - União Fabril do Azoto de Alferrarede. 

Conjunto de Sopa 






Conjunto de Refeição






Chávena de Café 



Infelizmente quanto á chávena de café, não consegui o seu pires respectivo... Pode ser que algum dia apareça por aí um perdido, pois de facto o conjunto completo daria logo um outro look! 

Esta louça foi fabricada pela, Sociedade de Porcelanas de Coimbra, conforme de pode observar na foto seguinte:



O faqueiro é em inox e como poderão ver com maior detalhe nas imagens abaixo, nos cabos dos talheres está la gravada a sigla da empresa: UFA 




Em termos de dimensões dos objectos, os pratos têm 24 cm de diâmetro, a colher e o garfo medem aproximadamente 20 cm e a faca 24 cm. 

E resta-me deixar aqui um obrigado muito especial ao meu amigo João Pauleta que há uns anos me ofereceu todo este espólio, que guardo com muito carinho. A chávena de café essa descobri-a noutras "guerras" e o guardanapo é da minha casa, tendo-o usado apenas como forma de adereço e embelezamento para dar o toque final de apresentação.  

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O lançamento da linha de produtos "O´ki Scientific"

Em Fevereiro de 1972, a UNICLAR - Inernacional de Cosmética S.A.R.L., empresa fundada no ano anterior no seio do Grupo CUF, escolheu o salão de festas do Hotel Ritz para a apresentação da marca O´ki Scientific. Para além da administração, quadros técnicos e comercial da empresa, estiveram também presentes os sectores de vendas da UNISOL e da UNIFA bem como o Engs. Vistulo Abreu e Sousa Rego. 

Informação Interna CUF - Junho de 1972, pág. 16

Segundo a noticia publicada no Diário Popular de 27 de Fevereiro de 1972, o O´ki Scientific tratava.se de uma "extraordinária inovação no campo especifico dos produtos para a desodorização corporal. Na realidade O´ki Scientific vem superir uma lacuna não preenchida até agora pelos desodorizantes vulgares - na fórmula de O´ki Scientific entra um componente exclusivo que desempenha uma acção de desodorização automática. Isto é: a sua acção aumenta à medida que a transpiração também aumenta."


Noticia do Diário Popular de 27 de Fevereiro de 1972

Infelizmente ainda não consegui (e depreendo que será tarefa bastante dificil) encontrar os produtos originais aquando do lançamento da linha O´ki, contudo deixo-vos aqui as embalagens daquilo que deve ter sido o segundo "look" da marca ainda fabricados pela UNICLAR.

Pormenor de Conjunto

Sabonete O´ki Scientific (frente)

Sabonete O´ki Scientific (verso)

Aerosol O´ki Scientific (frente)

Aerosol O´ki Scientific (verso)
Para finalizar esta postagem, deixo aqui o anuncio publicitario que saiu aquando do lançamento destes produtos: 



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Garrafa de Azeite CUF Alferrarede Extra

Eis um achado que tem uma história caricata. Há cerca de dois anos atrás, tive o prazer de me encontrar com esta garrafa de azeite numa feira de velharias. Ao início, nem queria acreditar no que estava a ver. Pensava eu com os meus botões: "Uma garrafa de azeite, e ainda por cima cheia, ali á minha espera? Nah não pode ser!" Até que o vendedor me disse: "atenção ela está cheia, mas não de azeite! Isso é perfume!". E foi nesse instante que percebi porque é que um objecto tão perecível como uma garrafa de azeite com os seus 60/50 anos não tinha ido parar ao lixo.



Pormenor do Rótulo

Há muitas decadas atrás antes de aparecerem as modernas perfumarias e lojas especializadas em cosmética, existiam as drogarias de bairro que vendiam uma parafernália incrível de coisas, entre as quais perfumes para todos os gostos e feitios. Em miúdo ainda me lembro de ver frascos enormes com os nomes dos perfumes aos balcões das drogarias, as pessoas indicavam qual a marca e a porção  que desejavam e era só levar para casa e encher nos frasquinhos. Quem quer que fosse a pessoa, certamente comprou à época este litro de perfume "a vulso" dessa forma, e praticamente não o gastou.

Porém a história não acaba por aqui. Quando comprei esta garrafa, vinha tapada com uma rolha de cortiça para que o perfume não se evaporasse. Perfeccionista como sou, sabia que tinha de encontrar (se conseguisse) uma tampa original por forma a completar esta rara peça. Após uma espera de dois anos, lá descobri uma pessoa que tinha precisamente uma tampa de rosca que completava a peça e no Sábado passado fui de propósito ao Montijo busca-la, sendo o resultado final este que aqui vos apresento.

Pormenor da Tampa com o simbolo da CUF


Outro pormenor evidenciando a rosca

A datação desta garrafa não é tarefa fácil, contudo parece-me ser anterior ao modelo que consta no espólio fotográfico de Horacio de Novais pertença da Fundação Calouste Gulbenkian que aqui publico. Aparentemente este novo modelo de garrafa terá sido lançado no ano de 1961, pois é desse ano o unico anuncio que encontrei e que faz referencia a esta marca. Atente-se que nesta nova versão a velha rolha de rosca é substituida por uma cápsula e o rotulo passa a deter um fundo a branco.

Foto do Espolio Horacio de Novais - F.C.G.


Anuncio de 1961

Foi também lançado um engraçadissimo porta-chaves publicitário referente a este produto que aqui vos deixo: