Em Outubro de 2009 publiquei o primeiro cinzeiro da Tabaqueira que comprei. Agora. é altura de mostrar uma das minhas ultimas aquisições neste campo. Trata-se de um bonito cinzeiro hexagonal feito pela Vista Alegre a publicitar esta empresa. A sua decoração é bastante simples e minimalista, símbolo da Tabaqueira e palavras a preto e os rebordos a dourado, o que lhe dá um toque de fina elegância. Ao consultar a publicação lançada pela própria Vista Alegre sobre a evolução da sua marca esta peça é facilmente datável da época entre 1947 e 1968. Diria com alguma certeza que ainda é do tempo da velha fábrica do Poço do Bispo pois ainda ostenta aquele que foi o símbolo inicial da empresa e que deverá ter durado até 1962, altura em que é inaugurada a fábrica de Albarraque. Geralmente esta é uma peça que quando aparece ou lhe falta os dourados do rebordo, ou o símbolo da Tabaqueira e as letras estão gastas ou pior ainda, um ou alguns dos cantos encontram-se partidos. Foi preciso esperar anos para que finalmente me aparecesse um cinzeiro destes em estado impecável como este, mas valeu apena, pois é de facto de uma grande beleza.
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Alfredo da Silva faleceu há 75 anos
Para o espírito inquieto de Alfredo da Silva nada melhor do que celebrar os 75 anos do seu desaparecimento, com o legado da sua obra muitas vezes multiplicada e alargada pelos seus sucessores, nas pessoas de D. Manuel de Mello, e Jorge e José Manuel de Mello.
Em 1971, quando passavam respectivamente 100 anos do seu nascimento e 29 anos da morte do seu criador e patrono, a CUF decidiu dedicar-lhe um filme documentário intitulado "Um Homem, uma Obra"
É um filme de 17 minutos, a cores, com realização de Alfredo Tropa e Eduardo Elyseu, produção de Fernando Almeida, Direcção de Produção de Baptista Rosa, Fotografia de Elso Roque, Sonoplastia de Raul Ferrão e com a locução de uma voz inesquecivel da rádio e da televisão da época: Pedro Moutinho.
Na parte inicial deste documentário é feita uma sintese da revolução social e industrial bem como da introdução de novas tecnologias até à primeira guerra mundial, feito através de figuras e fotografias. Daí por diante centraliza-se na figura de Alfredo da Silva recorrendo a fotografias da época do grande industrial, versus a moderna realidade apartir de vistas aéreas do que era o complexo em 1971, tratamento de cinzas de pirite, UFA, Metalurgia do Cobre, Caldeiraria, etc.
Para além da CUF são ainda apresentadas imagens da Lisnave, Sociedade Geral, Compal, Tabaqueira, Tinco, Teledata.
Refira-se ainda os interessantes testemunhos de Carlos Rei, Luis Almeida Guerreiro, José Rodrigues dos Santos, sobre a figura de Alfredo da Silva
Mas detenhamo-nos por algums momentos nas duas primeiras figuras, que referi pois têm a sua importância para a CUF, apesar de pouco conhecidas pela maioria das pessoas.
Carlos Rei - o homem que salvou a vida a Alfredo da Silva em Leiria em 1921. Portugal vivia por essa época um periodo bastante conturbado, quer a nivel social, politico e economico, face aos reflexos ainda latentes do grande conflito mundial. A 19 de Outubro desse ano eclodiu em Lisboa um movimento que ficou conhecido pela "Noite Sangrenta", no qual forças radicais de esquerda afectas à GNR e à Marinha, desencadearam uma tentativa de golpe de estado, tendo sido assassinados António Granjo, Machado dos Santos, José Carlos da Maia, entre outras figuras, na ainda hoje misteriosa "camioneta fantasma" que andou a deambular pelas ruas de Lisboa nessa madrugada. Avisado que o seu nome constava nas listas de pessoas a abater, Alfredo da Silva decide apanhar o comboio rumo ao exílio em Espanha, voltando a viver em Portugal somente apatir de 1927 após a instauração da Ditadura Militar.
Mas sobre este episódio nada melhor que transcrever o depoimento que este senhor deu à Revista Flama a 25 de Junho de 1971: «Estávamos em Outubro de 1921. Alguns dias depois do "19 de Outubro". Eu era segundo-sargento de Infantaria 7. Tinha vindo de França. Da Guerra.», começa a contar o septuagenário de cabeça já branca, mas voz ainda forte, relembrando, amiúde, que já lá vão cinquenta anos. Cinquenta anos que, agora, lhe confundem um tanto as ideias. Todavia, vai dizendo com orgulho: «Naquela altura havia duas facções. Era a democratica e a outra, a contrária, a anti democrática. Eu pertencia a esta, a do Governo. Residia em Leiria, e fora nomeado um novo governador civil. O povo, por seu lado nomeara um administrador de concelho (ainda existia o cargo nesse tempo) ilegalmente porque tal competia ao governador. Era um tal tenente Lopes que a facção democrática queria para administrador. Ele estava colocado fora de Leiria, e mandaram-lhe um telegrama para se apresentar na cidade. Convergiu tudo para a estação dos caminhos-de-ferro. Também fui com os do meu grupo, para impedirmos que o tenente Lopes tomasse posse.
Acontece que Alfredo da Silva viajava no mesmo comboio a caminho de Espanha, do exílio, soube mais tarde. O tenente Lopes, apercebendo-se que ele estava no comboio, começou a denunciá-lo àquela multidão. Alfredo da Silva, então assomou a uma das portas e disse: "Alfredo da Silva sou eu. Que me querem?". Estabeleceu-se a confusão, e daquela turba partiu um tiro que o atingiu. Agarram-no e meteram-no numa camioneta para o levar para o hospital. Fui nela com mais outros rapazes e, numa praça da cidade (a de Rodrigues Lobo) fomos assaltados pela multidão. Pegaram em Alfredo da Silva e atiraram-no para o chão. Desci da camioneta, era novo , e opus-me a que o agredissem de maneira bárbara. Ainda levou alguns pontapés. Acabavam de o matar se não tenho sido eu e mais alguns rapazes. Ainda surgiu um sapateiro com uma caçadeira carregada com zagalotes. Só tive tempo de levantar a espingarda e o tiro partiu para o ar. A multidão enfureceu-se mais, atiraram-se a mim e, no meio daquilo tudo, apareceu o comandante de Infantaria 7, coronel Oliveira - era boa pessoa - que me defendeu e ordenou o transporte do senhor para o hospital.
Três dias depois Alfredo da Silva chamou-me ao hospital e, diante do coronel Oliveira, agradeceu-me o que eu lhe tinha feito e disse-me para lhe pedir o que quisesse. Respondi-lhe que nada queria, porque o que tinha feito a ele, tê-lo-ia feito a qualquer outra pessoa. Nem mesmo sabia quem era o senhor. Mais duas vezes me chamou para agradecer e para eu lhe dizer o que queria que fizesse por mim. Da última indagou das possibilidades de eu sair da vida militar e se queria ir para a CUF. Nessa altura, mandei perguntar para uns familiares em Lisboa quem era Alfredo da Silva e o que era a CUF. Disseram-me que a CUF era uma empresa grande e ele um grande industrial, etc. Então agradeci-lhe o oferecimento e aceitei. No dia um de Novembro apresentava-me ao trabalho no Barreiro, como encarregado do Cais. Reformei-me há doze anos como tesoureiro do estaleiro naval. Ao senhor Alfredo da Silva vi-o algumas vezes na sede, mas de vez em quando visitava as secções. Está claro que nunca mais falámos sobre esse assunto. Ele era uma pessoa muito especial.»
Luis de Almeida Guerreiro - um dos pioneiros da empresa, admitido a 1 de Dezembro de 1908, serviu-a com extrema dedicação durante 55 anos! Iniciou a sua carreira na Fábrica Sol, porém passados apenas 3 anos, Alfredo da Silva chamou-o para ir dirigir a nova fábrica de extracção de azeite de bagaço no Barreiro para onde se mudou definitivamente. O seu primeiro vencimento foi de 35 escudos mensais na Fábrica Sol, e quando foi transferido para a outra margem do Tejo passou a receber 50 escudos, casa, água, luz e lenha. Em Janeiro de 1915 assumiu as chefias das Construções onde se manteve durante 44 anos! Teve também a seu cargo durante largos períodos a direcção de algumas actividades relacionadas com a obra social da Empresa, como a Dispensa, a Padaria e os Refeitórios sendo ainda Chefe dos Serviços de Incêndios. Desempenhou cargos directivos no Grupo Desportivo da CUF, tendo sido Presidente da Assembleia-Geral durante 8 anos e de Presidente da Direcção do Clube em 1948.
E resta-me terminar com a frase que remata este filme, que de facto sintetizava tudo aquilo que era o pensamento da Empresa nos inicios da década de 70:
"Está ali um embrião de novas técnicas e de maior riqueza. Está ali um Futuro melhor. Hoje, prepara e convive com o Amanhã"
sábado, 29 de setembro de 2012
Higrómetro da Tabaqueira
Adquiri hoje mais um interessante achado para minha já vasta colecção sobre o Grupo CUF. Trata-se de um Higrómetro. De certo muitos de vocês estarão agora a questionar-se "mas o quer será um higrómetro!"
Pois bem, um higrómetro é um instrumento que mede a quantidade de humidade atmosférica. O seu princípio de funcionamento pode ser do tipo mecânico, utilizando materiais orgânicos, tais como cabelo humano que se dilata ou contrai com as variações da humidade atmosférica, sendo estas dilatações ou contracções usadas para mover um ponteiro, ou do tipo eléctrico, em que a variação na resistência de uma substância higroscópica é usada como indicação de humidade.
Este é um higrómetro mecânico, impulsionado por corda, é de origem alemã, tendo sido fabricado pela casa Adolf Thies (casa essa que ainda hoje existe, continuando a fabricar instrumentos de medição meteorológica, bem como outro tipo de produtos, que vai deve software GSM, estações meteorológicas automáticas e instrumentos de calibração etc). Encontra-se em perfeito estado de funcionamento, tendo por medidas 27 cm X 24 cm, estaria certamente colocado (assim como muitas outros semelhantes a esta) nos armazéns onde se guardavam as ramas de tabaco, de forma a controlar o seu grau de humidade, garantindo assim a sua qualidade. Refira-se que a CUF tinha dispositivos semelhantes na sua Zona Têxtil de forma a medir as humidades existentes nos recintos onde estavam aprovisionados os diferentes lotes de Sisal.
Como poderão observar dentro do Cilindro onde se encontra o papel que regista diariamente as temperaturas, existe todo um complexo mecanismo de engrenagens, semelhante aos existentes nos relógios
Como poderão observar dentro do Cilindro onde se encontra o papel que regista diariamente as temperaturas, existe todo um complexo mecanismo de engrenagens, semelhante aos existentes nos relógios
sábado, 26 de maio de 2012
Single do Coro da Tabaqueira
Capa e Contracapa
Vinil
O acho que aqui hoje vos trago, pode ser considerado no mínimo original. Pela primeira vez trago até vós um registo musical dentro desta temática, pois é, aqui vos deixo um interessante vinil editado pelo Coro da Tabaqueira, que desconhecia que tinha editado este single em 1972.
Sobre o Coro não me alongarei muito, pois a contracapa do single diz tudo: "O Coral da Tabaqueira nasceu da vontade de cantar de um grupo variável no numero e na assiduidade - condicionados pelas horas de trabalho.
Da ocupação de tempos livres do grupo, a que a empresa dedica especial carinho, resultou a realização de vários espectáculos e a gravação deste single.
O maestro César Batalha que nos conduz, conta só com elementos que não conhecem musica mas que são por ele estimulados para um forte desejo de valorização.
Ana e Se tu és o meu Amor são dois trechos que o Coral da Tabaqueira apresenta neste single. Duas canções populares arranjadas e harmonizadas por César Batalha com acompanhamento instrumental de piano e bateria, são a prova simples mas evidente da vontade que anima o grupo Coral da Tabaqueira a fazer mais e melhor".
Sobre a Rádio Triunfo achei a seguinte informação: "A etiqueta Orfeu tinha sido usada anteriormente pela Arnaldo Trindade. No final dos anos 60 e até meados da década de 80, a Orfeu tinha tido os melhores artistas e criadores de Música Portuguesa. Uma das primeiras edições foi o registo discográfico de uma antologia poética com vários poetas de renome. José Afonso foi um dos nomes mais importantes que passou por essa editora. A Rádio Triunfo, fundada em 1946, era uma das duas únicas fábricas de discos em Portugal e mais tarde foi adquirida pela Arnaldo Trindade. Nos anos 80 a editora, já desligada da portuense Arnaldo Trindade, lançou álbuns de Rock & Várius, Seilasié, UHF, Terra a Terra, Raízes, Vai de Roda, Armando Gama e Arte & Ofício e singles de Fernando, Etta, Albatroz, Roxigénio, TNT, entre outros. No início de 1985 era uma das mais importantes companhias discográficas, representante de etiquetas como a CBS e a WEA. A editora foi expulsa da Associação de Editoras (GPPFV) e perdeu muitas das empresas que representava acabando por fechar pouco tempo depois. A nível nacional tinha artistas como UHF, Maria João, José Cid, entre outros. Após a falência, o espólio da editora passou para a Movieplay."
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Vai um Cigarrinho?
Frente do Maço
Verso do Maço
Parte lateral do Maço
Os "Definitivos" era uma das mais antigas e populares marcas da Tabaqueira, juntamente com o velhinho Português Suave. Esta marca rivalizava directamente com os "Provisórios" da Companhia Portuguesa de Tabacos. Foi vê-los durante décadas nos bolsos e nas bocas dos portugueses, autênticos réis das vendas ate finais dos anos 50, época a partir da qual o SG se tornaria líder incontestado.
Aqui fica uma caixa original ainda por abrir, contendo la dentro 24 cigarros, possuía um design bastante interessante do ponto de vista cromático. E qual seria o preço do maço nos idos anos 60/70? Pois bem eu respondo gostosamente à pergunta: nada mais nada menos que 8$50. Caso para dizer "Vai um cigarrinho?"
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Relógio de Pulso da Tabaqueira
Eis uma peça interessante e fora de vulgar que muito me chamou à atenção. A qualquer pessoa passaria despercebida este simples relógio, mas na verdade ele encerra algo de muito curioso. Atente-se ao seu mostrador, e leia-se o que as letras trabalhadas dizem: A Tabaqueira! É isso mesmo! O relógio é da marca Tressa possuindo um estilo simples e clássico, devendo ser de finais dos anos 60, princípios de 70. Nada sabendo da história deste relógio, suponho que tenha sido oferecido pela empresa a um funcionário com 30, ou mais anos de casa.
Sobre a Tressa, aqui fica um pequeno historial da empresa:
A companhia de Relógio Tressa estava localizada na Rue de la Gare 14 2502 em Biel/Bienne (Cantão de Berna, Suíça) tendo existido entre os anos de 1966 e 1986 ano em que faliu. Em 1987 após ordem judicial a empresa é liquidada por dividas aos seus credores. Finalmente no ano de 2002 deu-se a liquidação final da Tressa sendo esta excluída do Registo Comercial da Suíça. Os activos da empresa foram comprados Rado Watch Co. Ltd. tendo por objectivos a produção e venda por grosso de relógios, e acessórios, detendo um capital básico de 500.000 CHF.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Autocolante da Tabaqueira para o selo do carro
Observe-se este interessante autocolante da Tabaqueira para colocar os selos do imposto municipal de circulação. Até há poucos anos era frequente todos os anos ter de se de colocar a vinheta desses selos no vidro do automóvel, agora é pertença do passado. Este autocolante é de princípios dos anos 70 e publicitava uma das marcas mais famosas da empresa, o SG Gigante, com o mote "O Cigarro para os Gigantes do Desporto" outros tempos! E como podem ver tinha instruções de como se devia colocar! Esta era sem duvida outra ideia interessante e com certa originalidade de publicitar um produto, hoje seria impossível tal coisa devido à nova legislação dos tabacos.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Cigarros Varino
Datando provavelmente dos anos 40, o cigarro Varino, aqui apresentado, seria sem dúvida uma homenagem ás gentes do mar. A palavra Varino, deriva de outra mais antiga designada Ovarino, cujo significado é habitante ou natural de Ovar, pois era dessa localidade que eram a maioria das Varinas e Varinos que na Lisboa do século passado se dedicavam a venda do pescado. Observa-se o símbolo da Tabaqueira gravado no cigarro, este chegou aos nossos dias neste excelente estado de conservação devido a estar dentro de uma cigarreira, sem duvida um belo exemplar.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Vai um Kayak?
Corria o ano de 1966, quando foi apresentado ao publico pela Tabaqueira, aquela que terá sido certamente a primeira marca de cigarros mentolados do país. Refiro-me ao Kayak, cigarro que na sua época já possuía a inovação do Multi-filtro como alias esta explicado no anuncio que aqui vos deixo. Relembre-se que esta inovação também fazia parte das seguintes marcas: Monserrate e Sintra.Juntamente com o anuncio aqui está um maço de Kayak que parece ter viajado no tempo! O maço em si tinha um desenho simples mas apelativo, ainda embalado em celofane, e com o selo da Tabaqueira, parece ter saído a pouco da fabrica! Preço: 6 Escudos, mais 1$50 de Imposto Complementar.
E que tal terminar em beleza com um isqueiro publicitário tipo "Zippo" do Kayak para completar este post? E mesmo caso para se dizer: "Vai um Kayak?"




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segunda-feira, 30 de agosto de 2010
A Estatua de Alfredo da Silva em Albarraque
É verdade que há já algum tempo aqui não posto nada, mas já se sabe como é o Agosto, o mês em que o País pára e vai tudo de férias.
Venho hoje junto de vós, mostrar a Estátua de Alfredo da Silva que existe em Albarraque junto da Tabaqueira (empresa fundada em 1927 pelo industrial). Possivelmente desconhecida por alguns, por se pensar que apenas exista a estátua do Barreiro, foi esta inaugurada (tal como a do Barreiro) em 1965 aquando dos 100 Anos de vida da CUF.
A autoria desta estátua é do Mestre Leopoldo de Almeida, conhecido escultor de estatuária que deixou a sua obra um pouco por todo o país, bem como no campo da medalhística.
Juntamente com as fotos da Estátua deixo a noticia que apareceu no Boletim de Informação Interna da CUF de Maio de 1965. Infelizmente como se pode ver nas imagens, nem esta estátua situada no meio de uma rotunda escapa à chamada "arte grafitica" se assim podemos chamar. Enfim é o país que temos....






Venho hoje junto de vós, mostrar a Estátua de Alfredo da Silva que existe em Albarraque junto da Tabaqueira (empresa fundada em 1927 pelo industrial). Possivelmente desconhecida por alguns, por se pensar que apenas exista a estátua do Barreiro, foi esta inaugurada (tal como a do Barreiro) em 1965 aquando dos 100 Anos de vida da CUF.
A autoria desta estátua é do Mestre Leopoldo de Almeida, conhecido escultor de estatuária que deixou a sua obra um pouco por todo o país, bem como no campo da medalhística.
Juntamente com as fotos da Estátua deixo a noticia que apareceu no Boletim de Informação Interna da CUF de Maio de 1965. Infelizmente como se pode ver nas imagens, nem esta estátua situada no meio de uma rotunda escapa à chamada "arte grafitica" se assim podemos chamar. Enfim é o país que temos....
Noticia publicada na Revista de Informação Interna da CUF
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domingo, 23 de maio de 2010
Medalha da Tabaqueira


À primeira vista esta medalha que hoje vos apresento, é em tudo semelhante a outra que já tive a ocasião de postar, quando falei dos selos dos maços de tabaco da Tabaqueira. Pois bem, esta conta-nos uma história diferente. Estávamos em 1973, e em Setembro desse ano era criada a FISIPE (empresa sobre a qual existe já parte da sua história neste blogue) fruto de uma parceria CUF/Mitsubishi. Como era habitual neste tipo de acordos, a CUF convidou altos membros da Mitsubishi a visitar instalações do seu Grupo empresarial, para que estes ficassem a conhecer melhor as múltiplas actividades deste seu novo parceiro no sector das fibras sintéticas. Neste caso a visita foi efectuada ás instalações da Tabaqueira em Albarraque, cunhando-se depois esta medalha comemorativa do acontecimento.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Outras Formas de Publicitar um produto
Quem disse que apenas se pode publicitar um produto, através de anuncios em out-doors, na imprensa, na Tv, ou na Rádio? Um simples copo também pode ser um bom veiculo para se passar uma mensagem. Sentados á mesa de um café ou esplanada, ao pedir uma bebida muitas vezes lá vêm os copos a publicitar, sumos, aguas, cervejas, ou Uísques. Talvez o mais curioso do copo que aqui vos mostro é precisamente o que ele publicita: Tabaco. O Português Suave, é das marcas mais antigas da Tabaqueira sendo produzida até hoje.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Papel de Embrulhar os Maços de Cigarro
Este papel é precisamente a primeira coisa a ser destruída, logo que o tabaco chega aos múltiplos locais de venda (Quiosques, Tabacarias, Papelarias etc.). Logo nunca chega a ser conhecido pela maioria das pessoas sendo muito raro encontrar vestígios dos mesmos. Pois bem, e para minha sorte, numa feira de velharias, consegui adquirir dois desses papeis em relativamente bom estado e passo a mostrá-los, serão certamente dos anos 60, e é mais um contributo para a História dos Tabacos em Portugal e de A Tabaqueira. Pode-se observar ainda a existência do Imposto de Consumo e o seu custo.


Papel de Embrulho dos cigarros SG Filtro
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Selos dos Maços de Cigarros da TABAQUEIRA
Antigamente, antes de haverem os actuais, selos fiscais no maços de tabaco, que hoje já passaram para a era digital, para evitar a contra-facção do produto, existiam os normais selos da marca. Servia para garantir, a qualidade do produto e a sua inviolabilidade, até o maço chegar as mãos do cliente. Contudo e como a maioria das coisas mundanas, poucos serão aqueles que se chegam a aperceber, do seu grafismo, ou das suas cores. Pois bem é isso que hoje vos pretendo aqui trazer.
Os três primeiro selos, ainda com o primeiro logótipo da Tabaqueira com o seu T, e com o lema "Para bem Servir" deverão ser dos primórdios da época em que a sua fábrica estava instalada no Poço do Bispo, têm como se pode ver três cores distintas, o Laranja, Vermelho, e Verde, enquanto os restantes pertencem já anos anos 60, época na qual a fábrica se muda para Albarraque.

Curioso ainda será observar esta medalha da TABAQUEIRA, é precisamente uma cópia fiel do último selo colocado.


Os três primeiro selos, ainda com o primeiro logótipo da Tabaqueira com o seu T, e com o lema "Para bem Servir" deverão ser dos primórdios da época em que a sua fábrica estava instalada no Poço do Bispo, têm como se pode ver três cores distintas, o Laranja, Vermelho, e Verde, enquanto os restantes pertencem já anos anos 60, época na qual a fábrica se muda para Albarraque.

Curioso ainda será observar esta medalha da TABAQUEIRA, é precisamente uma cópia fiel do último selo colocado.


terça-feira, 20 de outubro de 2009
Cinzeiro da Tabaqueira
Aqui está mais uma curiosidade da Tabaqueira, um cinzeiro em vidro, ainda com o seu antigo símbolo com a divisa "Para Bem Servir" é de facto muito antigo, devendo ainda ser do tempo em que a fábrica estava instalada no Poço do Bispo. É uma peça simples mas com a sua elegância, e felizmente, foi pouco usado, estando praticamente num estado impecável.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
A Nova Imagem da Marca SG
Nos inícios de 1973 A Tabaqueira, decidiu dar uma nova imagem á sua afamada marca SG, que entretanto já tinha alargado a variedade ao SG Gigante (lançado em 1959) e ao SG Ventil (lançado com grande sucesso em 1964). Num design que foi um corte radical com o passado e mais adaptado aos anos 70, o “letering” SG passa a ser rectilíneo, novas e atraentes cores foram colocadas nos maços, o SG Filtro (azul escuro) SG Gigante (bordeaux) e por ultimo o SG Ventil (cinzento). Curiosamente são ainda hoje estas mesmas cores as utilizadas nos maços da gama SG, já com um design gráfico mais moderno. São gerações e gerações de portugueses que se habituaram a ter por companhia os cigarros SG, marca que ainda hoje tem grade expressão no mercado de tabacos nacional. Como curiosidade e de forma a completar este post coloco aqui também um anúncio de inícios de 1974 publicitando estas novas embalagens. 






Anúncio da TABAQUEIRA 1974

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