sábado, 6 de setembro de 2008

A CUF e o Barreiro, parte 2

Venho-vos apresentar a segunda parte de um estudo que ando a fazer e que é da máxima importância para se perceber o sentido de responsabilidade social que nessa época a CUF já detinha. Ao longo de décadas a empresa em muito auxiliou o Barreiro, fosse na criação de escolas, verbas para o novo Hospital ou ainda restauro de locais de culto ou ajudas diversas a colectividades (das quais eu já falei num post anterior). Pois bem vou agora apresentar mais 3 exemplos dos auxílios prestado pela CUF às gentes do Barreiro.


Externato Diocesano D. Manuel de Mello


Em 1957 por iniciativa de alguns chefes de família trabalhadores na CUF, e devido ao aumento muito significativo do número de educandos que pretendiam continuar o seus estudos liceais, decidiram deste modo criar um colégio-liceu. Ideia que logo de imediato foi acarinhada pela Administração da CUF sendo esta de imediato estudada. Após conseguida a autorização oficial, a CUF entra em contacto com o Patriarcado de Lisboa para o encargo e direcção deste estabelecimento, recebendo resposta positiva a esse pedido. A empresa cede para o efeito um terreno que detinha na Quinta dos Casquilhos (Alto de Paiva) para a realização da obra, orçada em cerca de 4000 contos. O autor do projecto foi o arquitecto Formosinho Sanches, sendo iniciada em 1961 a cargo da construtora A. Silva & Silva do Seixal, ficando ainda nesse ano concluídas as instalações mais essenciais. Este colégio tinha a capacidade inicial para 600 alunos. No ano lectivo de 1964/65 criou este estabelecimento de ensino uma secção de instrução primária. Em 1972 a CUF põe à disposição do Ensino Oficial as instalações do Externato para nelas funcionar no novo Ano Lectivo de 1973/74 parte do Liceu Nacional do Barreiro. Devido a estas mudanças ainda no ano de 1973 o Externato D. Manuel de Mello é transferido para a Praça Paulo VI com Jardim-de-infância e Ensino Primário onde ainda hoje permanece. Quanto ao antigo local na Quinta dos Casquilhos foi definitivamente ocupado pelo Liceu do Barreiro, tendo hoje a designação de Escola Secundária do Barreiro.


O Novo Hospital


Desde 1935 que se estudava a implantação de um hospital no Barreiro de forma a corresponder com o aumento populacional de um centro urbano que ganhava cada vez maior importância. Mas será só pela Lei nº 2011 de 2 de Abril de 1946 que promulgava as bases da Organização Hospitalar do País que se designou para o Barreiro um Hospital Sub-Regional que seria equipado com um total de 77 camas, das quais 13 ficariam reservados para os serviços infecto-contagiosos. Entre 1947 e 1951 foram elaborados pelos serviços camarários vários estudos de localização deste novo Hospital, escolhendo-se um terreno de 6000 metros quadrados, junto à Rua D. Manuel I no local conhecido por Baixa do Convento. Durante a sua construção, chegam á Misericórdia do Barreiro donativos de várias entidades entre os quais os oferecidos pela CUF pela mão de D. Manuel de Mello e de seus filhos Jorge e José Manuel de Mello. Por volta de 1955 o Hospital sofre uma importante reconstrução do projecto inicial, sendo assim introduzidos novos serviços, o Laboratório de Análises Clínicas, importando um custo de 63 mil escudos, assim como a Sala de Raio X cujo o custo se elevou a mais de 400 contos, só sendo possível a sua realização devido á importante dádiva de D. Manuel de Mello á Misericórdia desta localidade. O Hospital é inaugurado em 1959 com o nome da Padroeira do Barreiro (Nossa Senhora do Rosário). Em Fevereiro desse ano é inaugurado solenemente junto ao Hospital o Busto de D. Manuel de Mello, um dos seus grandes beneméritos, na cerimónia esteve presente a sua filha D. Maria Cristina da Silva José de Mello Champalimaud, bem como o então Ministro da Saúde Dr. Henrique Martins de Carvalho.




A Capela de Santo António da Santa Casa da Misericórdia


Em 1955 resolveu-se reconstruir este antigo lugar de culto, para tal o edifício foi reduzido as suas quatro paredes. Seguindo um rigoroso plano de reconstrução e restauro, rebocaram-se as suas paredes, foram-lhe colocados azulejos também eles restaurados. Mais uma vez a CUF não ficou de fora, sendo o tecto, portas e bancos desta renovada capela (madeira bem como a mão-de-obra, trabalho estimado em 200 contos) uma oferta da empresa á Santa Casa da Misericórdia. A reabertura deste local de culto sob a invocação de Santo António, levou á necessidade de adquirir uma imagem do Santo que se crê ser do séc. XVIII e que depois de devidamente restaurada foi oferecida por D. Manuel de Mello a esta capela.





Fontes:

  • "O Barreiro Contemporâneo - A grande e progressiva Vila Industrial" Armando da Silva Pais, Vol. 1º, 1965
  • Foto do Busto de D. Manuel de Mello tirada por Marco Valente



terça-feira, 2 de setembro de 2008

A Nova Imagem da Marca SG

Nos inícios de 1973 A Tabaqueira, decidiu dar uma nova imagem á sua afamada marca SG, que entretanto já tinha alargado a variedade ao SG Gigante (lançado em 1959) e ao SG Ventil (lançado com grande sucesso em 1964). Num design que foi um corte radical com o passado e mais adaptado aos anos 70, o “letering” SG passa a ser rectilíneo, novas e atraentes cores foram colocadas nos maços, o SG Filtro (azul escuro) SG Gigante (bordeaux) e por ultimo o SG Ventil (cinzento). Curiosamente são ainda hoje estas mesmas cores as utilizadas nos maços da gama SG, já com um design gráfico mais moderno. São gerações e gerações de portugueses que se habituaram a ter por companhia os cigarros SG, marca que ainda hoje tem grade expressão no mercado de tabacos nacional. Como curiosidade e de forma a completar este post coloco aqui também um anúncio de inícios de 1974 publicitando estas novas embalagens.





Anúncio da TABAQUEIRA 1974


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Rebocadores da SG engalanados no Tejo



Era o dia 6 de Agosto de 1966, dia festivo, era inaugurada com pompa e circunstância a Ponte Sobre o Tejo (á época Ponte Salazar). Á cerimónia assistiram milhares de pessoas, que em cortejo com os seus automóveis quiseram ser os primeiros a passar para a outra margem, após uma longa demora de trânsito caótico. A Sociedade Geral, juntou-se a estas comemorações e engalanou alguns dos seus rebocadores, na foto podemos ver em primeiro plano o Rebocador Soure e mais atrás temos um rebocador de construção mais antiga o Estoril do qual infelizmente apenas se consegue visionar a chaminé e várias pessoas que iam dentro do barco. Infelizmente são raras as fotografias a cores de navios da SG, têm sem dúvida outra cor e alegria.

sábado, 23 de agosto de 2008

Anuncio da CUF anos 30, interpretado por Vasco Santana

Descoberto aquando da preparação da exposição dos 100 anos da CUF a decorrer a partir de Setembro no Barreiro, este filme é um dos primeiro filmes publicitários portugueses. Devido ao seu mau estado foi levado para a Cinemateca Portuguesa para ser restaurado, veja-se agora o produto final. Este filme apresenta várias curiosidades, quando Vasco Santana, vai comprar as sacas de adubos parece dirigir-se à Fábrica sol, e quando enriquece aquele que é o seu casarão, não é nada mais nada menos que o magnifico Hotel Miramar no Monte Estoril, um dos melhores da sua época.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Medalha dos X anos da SOPONATA



Esta bela medalha foi lançada em 1957, aquando da celebração dos 10 anos de actividade da SOPONATA (Sociedade Portuguesa de Navios-Tanques). Empresa esta que existiu até ha poucos anos, e que ao longo de décadas abasteceu o país do petróleo necessário para o seu mercado nacional. Fruto da parceria de armadores privados com o Estado, surgiu num tempo e numa óptica de uma auto-suficiência do pais em matérias-primas.

A medalha é da autoria do conhecido escultor António Lino que neste época fez inúmeros trabalhos na área da medalhística. Infelizmente a informaçao sobre o autor é escassa:

António Lino (n. Guimarães, 1914) formado no Porto, veio a ser professor em Lisboa na ESBAL (Escola Superior de Belas Artes de Lisboa) e na Escola António Arroio. Foi em 1943, um dos fundadores do Grupo dos Independentes, no Porto. Cultivou ao longo da sua carreira o gosto pela aguarela, a gravura, o mosaico, o óleo, a tapeçaria e o vitral.

Fonte: Enciclopédia do Diario de Noticias (Volume 2 - I a Z) 1997

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Cigarros Monserrate

Estávamos no ano de 1966, A Tabaqueira ultrapassava a barreira de produção das 5 mil toneladas, atingindo também um recorde no seu volume de vendas. Na conta de Lucros e Perdas a empresa subia para um montante superior a 31 mil contos. Na sua estratégia de vendas é lançada a marca Monserrate, de forma a alargar o já vasto leque de produtos da marca.
Passando pelo Campo Social, (sempre no pensamento de D. Manuel de Mello) ficaram concluídos os edifícios do Infantário e Jardim Infantil, do Centro Comercial e do Posto Médico em Albarraque.


No campo Industrial pode ler-se no Relatório de 1966 o seguinte “A fim de se corresponder ao acentuado aumento de vendas das nossas marcas, foram adquiridos dois novos complexos para fabricação de cigarros com filtro e um conjunto completamente mecanizado para empacotamento.”




É também neste ano em Setembro que desaparece do mundo dos vivos, aquele que foi um continuador incansável do legado de Alfredo da Silva, falo de D. Manuel de Mello. Durante toda a sua vida de empresário esteve estreitamente ligado à Tabaqueira, pois aquando da sua criação (1927) pelo seu sogro, este nomeou-o Administrador da empresa. Podemos deste modo afirmar que desde a sua criação, passando pelo seu crescimento e expansão até se tornar líder de vendas de tabacos em Portugal é obra de D. Manuel de Mello.


De forma a completar este post deixo ainda um curioso isqueiro e um anuncio a publicitar esta marca de cigarros. Espero que seja do agrado.




quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Profabril - Concurso para Novos Edificios Públicos em Lourenço Marques - 1972

A PROFABRIL - Centro de Projectos S.AR.L. foi fundada em 1963 (sendo talvez a primeiro empresa de Estudos e Projectos a aparecer em Portugal), herdeira do antigo Centro de Projectos CUF fundado em 1934, detentora de uma longa e valiosa experiencia e conhecimentos práticos para a sua actividade, a qual se estendia, praticamente a todas as fases de concepção planeamento e realização de novos empreendimentos nos domínios da grande e média industrias, obras publicas, infra-estruturas e grandes edifícios para equipamento social e planeamento técnico e financeiro.

A experiência adquirida permitiu à PROFABRIL levar a efeito planos de desenvolvimento regional e de sector, pré-investimentos, planeamento de praticabilidade técnica e financeira, projectos arquitectónicos e de engenharia em todos os ramos, aparte a supervisão, coordenação e administração de projectos globais; direcção e supervisão de trabalhos de construção e montagem, bem como empreitadas gerais do tipo «até ao pormenor mais ínfimo».

Nos inicio dos anos 70 era já uma empresa com provas dadas e reconhecida a nível
internacional, em franca expansão (Angola, Moçambique, Marrocos e Brasil) detendo nos anos de 1971-72 um gigantesco volume de trabalho:

  • Projecto da Cidade Universitária de Lourenço Marques
  • Estudos de Planeamento Hidro-agrícola de 2 grandes zonas de Moçambique
  • Plano Director de Nova Lisboa
  • Novas Unidades Industriais da CUF
  • Projectos de dois grandes Hoteis
  • Ampliação da Fábrica de Relógios Timex
  • Anteprojectos de docas-secas em Espanha
  • Plano viário da região do Porto
  • Projecto dos supermercados Pão de Açúcar
  • tarefas de fiscalização tanto nas obras da Margueira, como nas obras de Cabora-Bassa
  • Trabalhos de programação de hospitais e edifícios públicos e coordenação de transportes em Moçambique
  • Planos dos portos de Lisboa e Setúbal
  • Projecto e fiscalização do novo estaleiro de Setúbal (SETENAVE)
  • a Linha beira-rio do Metropolitano de Lisboa
  • o "engineering" de novas fábricas de Estarreja
  • Parques de estacionamento subterrâneos de Lisboa
  • a Refinaria de Sines (PETROSUL)
  • Amplicaçao da refinaria do Porto
  • a rede de auto-estradas de concessão
  • Novos hospitais na Metrópole

Após esta breve introdução das actividades desta empresa do Grupo CUF passamos ao Concurso para Novos Edifícios em Lourenço Marques. Em 1972 o então Governo do Estado de Moçambique, delega á PROFABRIL a elaboração deste mesmo Concurso a ser apresentado ao Sindicato Nacional dos Arquitectos.

Propunha-se construir um conjunto de edifícios tanto administrativos como culturais na Zona da Baixa de Maxaquene em Lourenço Marques.

A zona de intervenção tinha como limites:

A Sul - A Baía de Lourenço Marques

A Norte - A Av. da República

A Poente - A Zona envolvente do moderno edifício da Fazenda (consultar fotos) fazendo ainda parte do conjunto considerado.

A Nascente - A rua limite do terreno, onde se encontravam as instalações da F.A.C.I.M. (Feira Agrícola Comercial e Industrial)

Toda este espaço detinha um total de 35 hectares, sendo a área destinada a edifícios públicos bastante menos, pretendendo-se que na parte nascente se situasse uma zona arborizada publica. Nos projectos estava ainda incluído a construção do Palácio da Cidade.

A Zona teria uma densidade global de mais de 1300 habitantes pro hectare em horas de ponta, e umas densidade de habitação próxima dos 200 habitantes por hectare. Uma capacidade para estacionamento de 1200 veículos no futuro alargado para 3000.

Edificios Projectados:

1 - Governo Geral
  • Instalação do Governo Geral
  • Gabinete Provincial de Acção Psicológica
  • Serviços de Centralização e Coordenação de Informação
  • Conselho Legislativo e Económico e Social
2 - Secretaria Geral
  • Instalações da Secretaria Geral
  • Governo do Distrito de Lourenço Marques
  • Serviços de Administração Civil
  • Inspecção dos Serviços Administrativos
3- Secretaria Provincial de Educação
  • Instalações da Secretaria Provincial de Educação
  • Serviços de Educação
  • Inspecção Provincial de Educação
  • Servo Extra-Escolar
  • Repartição Escolar Distrital
  • Inspecção Escolar Distrital
  • Mocidade Portuguesa
  • Mocidade Portuguesa Feminina
  • Instituto de Orientação Profissional
  • Conselho Provincial de Educação Física
4 - Biblioteca Nacional e Arquivo Histórico

5 - Secretaria Provincial de Planeamento e Fazenda
  • Instalações da Secretaria de Planeamento e Fazenda
  • Direcção dos Serviços de Fazenda e Contabilidade
  • Inspecção dos Serviços de Fazenda
  • Direcção dos Serviços de Planeamento e Integração Económica
  • Direcção dos Serviços de Estatística
6 - Secretaria Provincial do Trabalho e Previdência
  • Instalações da Secretaria do Trabalho e Previdência
  • Instituto do Trabalho, Previdência e Acção Social
  • Serviço de Emprego
  • Fundo de Acção Social no Trabalho
  • Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais
7- Instalações Comuns
  • Restaurante
  • Posto Médico
  • Oficinas

Acervo Fotográfico:

Área do Projecto


Várias perspectivas da Área




Edifício da Fazenda



Panorâmica Geral com a Av. da Republica no Centro







Fontes:

  • Concurso de Arquitectura para Edifícios Públicos em Lourenço Marques, Profabril 1972
  • Revista Interna da Profabril
  • O Grupo CUF, 1974

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Postal Publicitário da CUF




Aqui vos trago mais um postal publicitário da CUF, desta vez publicitando SAYFOS 70 DP, ROGOR L (Insecticidas) e por fim o CLOROXONE (Pesticida). Todos eles eram fabricados pela CUF e com largo uso na Lavoura do país. Este postal é datado do ano de 1966.

Botão de Farda da CUF

Um senhor, coleccionador de botões teve a amabilidade de me oferecer este botão da CUF. Estes botões eram feitos numa antiga fabrica de botões que existia no Porto chamada Campos Tavares, datá-lo não é tarefa fácil. Possivelmente, este botão poderia ser dos guardas da CUF que se encontravam aos portões do Complexo, mas não sei precisar. É sem duvida mais uma interessante e original peça que aqui vos deixo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

SG - Navio Alfredo da Silva

No ano de 1949 a Sociedade Geral lança á agua o maior navio construído em Portugal, sendo também uma justa homenagem ao fundador da empresa, Alfredo da Silva. Do Estaleiro Naval da CUF na Rocha Conde de Óbidos, o navio deslizou até ao Tejo onde abraçou pela primeira vez as águas. Este era um navio misto, de carga e passageiros (Alojamentos para 20 em primeira classe e 68 em classe turística, no total de 88 passageiros), detinha cerca de 103 metros de comprimento e quase 14 de boca. Detinha 3.349 Toneladas de Porte Bruto, motores a diesel de origem sueca Polar Atlas, a sua velocidade máxima situava-se nos 13,5 nós. Este Navio integrou a frota da SG ate 1972, durante o ano de 1973 é ainda integrado na frota da CNN sendo abatido ao efectivo nesse mesmo ano.







Outras Fotos:


Pintura Original (Casco Preto)


Pintura Posterior



Planta do Navio








terça-feira, 8 de julho de 2008

Saca de Enxofre Superior CUF



Mais uma curiosidade da CUF. Uma antiga saca de linho para Enxofre, eram de tão boa qualidade que pela província fora, transformavam o seu tecido em panos e outras coisas. Apesar de estar um pouco cortado em cima, pois falta-lhe as palavras: Comp. União Fabril em forma de meia lua, esta em óptimo estado. Na parte de trás poderia ler-se a proveniência do produto, das Minas de São Domingos, situadas no Alentejo, sitio do qual provinha também o minério essencial para o fabrico do ácido sulfúrico, a pirite.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Aniversário do Blogue

No passado dia 5 de Junho fez este blogue um ano. Antes de mais queria a agradecer a todas as pessoas que o visitaram. Este é um espaço aberto a todas as pessoas e a todas as ideias, por isso digo desde já a todos os que o visitam que podem deixar comentários, ou criticas serão sempre aceites e ouvidas, pois só dessa maneira o blogue pode evoluir e deter uma maior qualidade. Este projecto trouxe à minha vida novos desafios, novos projectos, aos quais agradeço a confiança e responsabilidade que em mim me depositaram. O Grupo CUF - elementos para a sua história é hoje um blogue com crescimento e dinamismo. Ainda falta falar de muitos assuntos ligados á CUF, e sei que ainda há muito por descobrir, e essa é uma das minhas paixões da vida, descobrir e reconstituir o que foi este Grupo que foi também único no País. Espero que venham muitos e bons anos de novidades neste Blogue, porque todos vocês as merecem, assim como o País merece conhecer a génese e o pensamento CUF.

Com os melhores cumprimentos

Ricardo Ferreira

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Postal da Vista Aerea das Fabricas da CUF no Barreiro nos anos 30



Aqui vos trago hoje um postal que como dizia e bem Como se trabalhava em Portugal. Possivelmente este é um dos primeiros postais publicitários da CUF, datará dos anos 30, atente-se para o porto privativo da CUF do lado esquerdo ainda é possível observar-se o que parecem ser as pequenas docas secas do Estaleiro Naval com navios, possivelmente da SG. Mais a acima observe-se o primeiro Bairro Operário da CUF datado de 1908, e ao seu lado esquerdo, o antigo cemitério do Barreiro, e acima dele a Zona Têxtil. Do lado direito do Bairro Operário podemos observar, as fabricas de superfosfatos, e seus armazéns, com enorme telhados e chaminés fumegantes e ao seu lado encontravam-se as fabricas de acido sulfúrico nº5 e 6 por processo de câmaras. Infelizmente a qualidade do postal não é das melhores em termos gráficos, mas dá-nos já uma panorâmica geral daquele que como está escrito no postal era já o maior complexo industrial da península ibérica. Coloquei também a parte de trás do postal que nos dá informações curiosas. Muitas pessoas dirão: "Fabrica em Óbidos?" Sim a CUF teve interesses no local a explorar industrias ligadas aos Gessos. Em Alferrarede a CUF comecerá pela extracção de azeite, e mais tarde (1948) com a UFA - União Fabril do Azoto.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Medalha do Centenário do Nascimento de Alfredo da Silva



Ontem passaram 137 anos, sobre o nascimento do grande Industrial que foi Alfredo da Silva. E como singela homenagem à sua figura, não poderia deixar de colocar um post no blog sobre o criador do Grupo CUF. Esta medalha lançada em 1971 nas comemorações do seu centenário da autoria do grande escultor Leopoldo de Almeida, na qual no verso podemos ler uma das grandes frases ditas por este grande homem público português. Acho que as imagens falam por si, uma bela peça escultórica.