sábado, 21 de janeiro de 2012

Visita á Colónia de Férias da CUF (Parte II)

Ao meio dos dois dormitórios existia o quarto dos monitores, que possuía umas pequenas janelinhas para os os dormitórios de forma a que estes pudessem vigiar os seus colonos. Hoje nada resta da mobília, que ao invés das camas de ferros que nos aparecem nas fotos, eram sem beliches em madeira trabalhada muito ao estilo dos anos 50. A única peça que sobreviveu até aos dias de hoje foi o roupeiro.





Prosseguindo a visita fomos até ao antigo edifício do Posto Médico, que como se pode ver pelo aspecto exterior, já lhe vão faltando as portadas verdes de outrora. Logo á entrada ainda lá estavam os banquinhos da sala de espera, e num dos armários, ainda com medicamentos encontrava-se uma caixa da velhinha UNIFA! (União Fabril Farmacêutica, empresa criada pela CUF em 1951). O consultório, esse parecia parado no tempo, com a sua panóplia de instrumentos, tubos de ensaio, equipamento de laboratório. Dentre entre os frascos ali existentes ainda lá pontuava um com amoníaco a dizer "Caixa de Previdência do Pessoal da CUF e empresas associadas) e a velhinha maleta em madeira do Sr. Veríssimo.












Passemos agora aos quartos do Posto médico, dispunha de um total de 5 ou 6, com duas camas cada um como podemos ver pelas imagens.



Visita á Colónia de Férias da CUF (Parte I)

Caros amigos e leitores, antes demais quero desejar a todos vocês, um excelente ano de 2012. Vamos ver até onde nos leva esta enorme crise (que diga-se de passagem tem sido uma constante da vida de Portugal nas ultimas décadas). Peço desculpa a todos pelo meu silencio mas a minha vida profissional tem sido intensa, de modo que nem sempre consigo aqui postar com a regularidade com que desejo.

Como é certamente do vosso conhecimento, no passadio dia 1 de Dezembro, um grupo de ex-colonos da antiga Colónia de Férias da CUF, juntou mãos à obra, e organizou um excelente e memorável evento, que durou praticamente todo o dia. É isso mesmo que aqui vos vou relatar em jeito de reportagem fotográfica. Para aqueles que não puderam estar presentes, é também uma forma de "viajar" até essa Colónia que marcou parte das suas vidas, e que tantas recordações deixou a essas pessoas.

Antes demais queria agradecer nas pessoas da Diana Colaço, Maria José Santos, Carlos Beja e Ana Ortiz (perdoem-me se me esqueço de mais algum nome) a excelente e louvável iniciativa que tiveram em "abrir" de novo os portões da antiga Colónia de Férias. Sei que foi muita a canseira e luta para lá chegar, mas penso que valeu bem apena  todo o esforço. A recompensa de visitar aquele espaço, recordar, memórias, histórias, cheiros, foi absolutamente memorável para muitas das pessoas que ali estiveram presentes.

A manhã começou cedo para todos os ex-colonos, acompanhantes e curiosos. No Barreiro junto à antiga creche da CUF o toque de alvorada foi ás 7:30 da manhã, hora em que o autocarro partia rumo a Almoçageme fazendo ainda uma paragem na zona do Calvário, para recolher mais pessoas. Eu estando um pouco mais perto de Sintra, peguei no meu carrinho e lá fui eu rumo à aventura. Chegado ao ponto de encontro, frente ao restaurante "A Toca do Júlio" ali aguardei pelas 9:30 hora prevista para a chegada dos autocarros. Seriam cerca das 10 e pouco quando eles chegaram. Começava a verdadeira festa entre cumprimentos e saudações, risos, e reencontros de pessoas que há anos não se viam. Antes de partirmos rumo à Colónia, fomos buscar, o nosso cartão identificativo, e as respectivas camisolas do encontro (baseadas nas cores usadas na Colónia: verde, azul, encarnado, amarelo e castanho).



Era agora a vez da curta caminhada até a antiga Colónia de Férias da CUF. Lá fomos estrada fora, em alegre convivo, perante o espanto de muitos automobilistas e residentes da zona. O dia que começou com cara feia até ajudou, presenteando-nos com um sol morno.



Após uma caminhada que deverá ter durado cerca de 15 minutos, chegamos, a antigo Portão da Colónia de Férias da CUF. O tão aguardado momento chegou com a abertura desses portões, sendo transpostos para um mundo de sonhos e memórias passadas de tempos felizes, na qual a vida corria devagar.



Depois de passar o portão esta era a panorâmica com que nos deparávamos, á esquerda, os pavilhões dos colonos, ao centro o velhinho depósito de água (onde noutros tempos chegou a ter escrito: C.U.F. - Colónia de Férias) e por fim à direita o antigo Posto Médico e um alpendre




Era agora tempo de entrar nos edificios dos dormitórios dos colonos. Passando a grande arcada, dava-se acesso a uma porta que dá directamente para o dormitório propriamente dito, estava esta dividido em dois dormitórios comportando cada um cerca de 30 camas, quarto dos monitores, duas zonas de lavatórios, duas casas de banho e dois polibans. Existiam um total de 5 edificios com esta tipologia.

Dormitórios

Zona dos Lavatórios


Casa de Banho




Poliban

Por ser uma reportagem fotográfica longa decidi dividir este "post" em duas partes, de forma a não cansar o leitor.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fotos da Colonia de Férias da CUF (Parte1)

De forma a saudar o evento do Almoço/Convívio da Colónia de Férias da CUF, nada melhor do que o celebrar com um interessante lote de fotografias tiradas nos anos 70 pelo então Monitor Adalberto Petinga, a quem desde já muito agradeço uma vez mais a sua colaboração. Estas fotos são dedicadas a todos aqueles que não vão poder estar presentes no evento. Não se preocupem, estarão presentes em espírito e nos corações de todos. Espero que gostem.


 5º Turno de 1971. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Azuis na Praia Grande


  Grupo de monitores do 3º Turno de 1972
 De pé: Xavier, Pombo, Silva Nunes, Belo, Valério, Seténio, Mário, Oliveira, José Carrolo, Brito, João Carrolo, José Luis e Jorge Morais.
 Em baixo: Tó Zé Ventura, Rebocho, Manuel Luis, Machado, Pepe, Mário, Adalberto e Nazário.


 3º Turno de 1972. O grupo dos monitores dos Amarelos.
              José Luis, Xavier, Silva Nunes (monitor geral), Belo e Adalberto.


  3º Turno de 1972. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos.

3º Turno de 1972. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos no refeitório


5º Turno de 1972. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos, junto ao alpendre.


  5º Turno de 1972. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos, no refeitório.


  3º Turno de 1973. O grupo de monitores dos Amarelos, na Praia Grande.
     Jorge Fonseca, Nazário, Vitor Oliveira (monitor geral), Adalberto e Rui Ferreira.


 3º Turno de 1973. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos, na Praia Grande.


 3º Turno de 1973. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos, no refeitório.


 3º Turno de 1973. O monitor Adalberto com o seu grupo dos Amarelos, no refeitório.

Almoço Convivio da Colonia de Férias da CUF


Um dos eventos mais esperados nos últimos tempos está a chegar. O dia 1 de Dezembro (próxima Quinta-Feira) irá  ser diferente e muito especial para todos aqueles que conheceram a Colónia de Férias da CUF, sejam eles antigos colonos ou monitores. A emoção estará à flor da pele, será uma oportunidade única, poder voltar a revisitar um espaço que marcou para sempre tantas gerações de filhos de empregados da CUF. Memorias, cheiros, pessoas, situações, serão relembrados com emoção pelos visitantes.
Estarei presente neste evento e irei tentar documenta-lo fotograficamente o melhor possivel e aqui colocarei fotos do mesmo.

Quem desejar saber mais informçaoes sobre o mesmo este link explica tudo: Convívio da Colónia de Férias da CUF

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bilhete Postal da CUF



Datado de 3 de Dezembro de 1943, este bilhete postal informava que a encomenda de encerado que Casa Agrícola de Penha Garcia efectuou à CUF, tinha chegado à Fábrica das Fontainhas, situada em Alcântara. É visível a extensa rede de depósitos que a Companhia possuía nessa época um pouco por todo o país, bem como os principais produtos produzidos. Este postal encontra-se assinado por um secretário da empresa. Mas o que seria o Encerado 1813? Deixou-me curioso, hei de investigar mais sobre o assunto. É um documento deveras interessante de uma época em que o telefone ainda não se tinha banalizado como nos dias de hoje, sendo o correio a forma mais eficaz de chegar junto dos seus clientes.

Autocolante da Tabaqueira para o selo do carro














Observe-se este interessante autocolante da Tabaqueira para colocar os selos do imposto municipal de circulação. Até há poucos anos era frequente todos os anos ter de se de colocar a vinheta desses selos no vidro do automóvel, agora é pertença do passado.  Este autocolante é de princípios dos anos 70 e publicitava uma das marcas mais famosas da empresa, o SG Gigante, com o mote "O Cigarro para os Gigantes do Desporto" outros tempos! E como podem ver tinha instruções de como se devia colocar! Esta era sem duvida outra ideia interessante e com certa originalidade de publicitar um produto, hoje seria impossível tal coisa devido à nova legislação dos tabacos. 

domingo, 13 de novembro de 2011

Identificação de um Camarote do Paquete Principe Perfeito da CNN


O que posso eu dizer sobre este objecto? Pelo que me foi dito, este tipo de "chapas" eram  usadas a bordo do Paquete Príncipe Perfeito, para identificar os camarotes, talvez usado na chaves dos mesmos, ou então servindo de "talão" de bengaleiro algo do género. Se bem que esta se encontra virgem, pois não esta gravado o numero do camarote ou do armário. Alguém que conheça a sua função me avise pois tenho curiosidade.

sábado, 12 de novembro de 2011

Para Ler e Meditar

Tenho acompanhado com muito interesse uma série de programas que têm passado no Canal de História, sob o titulo de Empreendedores e Milionários. Aqui são apresentadas grandes figuras como Henry John Heinz, o fundador da reputada marca do Ketchup, ou William Boing, que teve a visão pioneira dos voos aéreos comerciais. Com certeza estarão a pensar: "Mas o que é que isso tem a haver com este blogue?". Está de certa maneira ligado, e já perceberão o  porquê. Ao olhar para esse programa, nos episódios que até agora vi, verifiquei que tanto a Heinz como a Boing, marcas de excelência reconhecidas em todo o mundo, souberam preservar não só a sua história com o seu património. Desde a primeira casa onde John Heinz começou o seu negocio das conservas alimentares, a estátua manda erguer por subscrição dos trabalhadores ao fundador da Heinz, passando pelo barracão onde William Boing, montou o seu primeiro avião, tudo está preservado, com todo o orgulho e pode ver visitado por quem o deseje fazer.

Agora faço a pergunta, e quanto a Portugal? Também por cá tivemos grandes empreendedores, mas pelos vistos preferimos não lhes dar a importância devida se não mesmo ignora-los! Temos o caso gritante de Alfredo da Silva, cuja a casa onde nasceu, na Rua da Prata em plena baixa de Lisboa se encontra ao abandono. Não seria interessante criar-se ali um espaço museológico, retratando o ambiente da época, evocando a figura do Industrial? Temos a sua Casa Museu situada nos terrenos das antigas fábricas do Barreiro, fechada a sete chaves. Um local que poderia muito bem ser dinamizado e transformado num ponto de atracção turística encerrando nele objectos pessoais do Homem da CUF bem como outra curiosidades e histórias que mereciam ser contadas. Pelos vistos esta nova geração da actual CUF bem como as outras entidades a quem pertence tais espólios, não têm vontade nem interesse em divulgar tal personalidade. É pena e é grave quando as empresas se esquecem dos seus fundadores. Falei aqui do caso de Alfredo da Silva, como poderia falar de Henry Burnay (apenas conhecido com coleccionador de arte) de António Champalimaud, Duarte Ferreira entre outros, que muito contribuíram para este país,  que com a sua visão criaram marcas de excelência, usadas por gerações de portugueses e que bem mereciam mais reconhecimento,  nisso estamos mais uma vez a anos de luz quando comparados com a mentalidade existente noutros países.

sábado, 22 de outubro de 2011

O "Pirata Azul" algumas curiosidades.

Há uns meses atrás publiquei um pequeno post com alguma informação sobre este navio. Pois bem aqui retorno ao tema, depois de me ter chegado ás mãos algumas curiosidades sobre este "ferry". Recorrendo a "Revista de Marinha" nº130 datada de Outubro de 1983, o navio "Pirata Azul" foi construído em 1968 no estaleiro Norderwerft Johann Rathje Keser, situado em Hamburgo, entrando ao serviço em 1969 na empresa "Insel Schnellverkehr" fazendo carreiras rápidas entre Hamburgo e Helgoland no Mar do Norte.

O "Blauer Pirat" (este era o seu nome original) é adquirido em 1972 pela CNN, o seu nome é de imediato aportuguesado para "Pirata Azul". Este navio tinha como objectivo efectuar viagens turísticas no Algarve, o que era uma novidade na Nacional. Não nos podemos esquecer que desde meados dos anos 60 o Grupo CUF apostava fortemente no turismo algarvio, para alem de possuir os Hotéis Alvor Praia e o Penina (um dos mais luxuosos de todo o Algarve) detinha ainda uma grande participação na empresa SOINTAL proprietária dos Casinos do Algarve (Alvor, Vilamoura e Monte Gordo). Esta era pois mais uma aposta do Grupo nesse sector, possuindo desta feita um navio baseado em Portimão que diariamente fazia viagens turísticas ao longo da bela costa algarvia de então. Mas pelos vistos foi uma aposta que não teve bons resultados, pois em 1974 a CNN vendia o navio a uma empresa madeirense que o passou a utilizar na ligação Funchal - Porto Santo.

Para a história do navio aqui vos deixo um Bilhete do "Pirata Azul", bem como uma curiosa publicação em trilingue com um belo design gráfico típico dos anos 70.

 Bilhete do "Pirata Azul"





Folheto Turistico



Alfinete de Lapela com o primitivo simbolo do Grupo Desportivo da CUF


Há pouco tempo tive o prazer de adquirir este alfinete de lapela, certamente datado dos anos 30/40, dos primeiros anos do Desportivo da CUF, ainda com o seu logótipo primitivo. Há anos que andava atrás deste raro símbolo, tão diferente do emblema a que todos nós estamos habituados.