Descoberto aquando da preparação da exposição dos 100 anos da CUF a decorrer a partir de Setembro no Barreiro, este filme é um dos primeiro filmes publicitários portugueses. Devido ao seu mau estado foi levado para a Cinemateca Portuguesa para ser restaurado, veja-se agora o produto final. Este filme apresenta várias curiosidades, quando Vasco Santana, vai comprar as sacas de adubos parece dirigir-se à Fábrica sol, e quando enriquece aquele que é o seu casarão, não é nada mais nada menos que o magnifico Hotel Miramar no Monte Estoril, um dos melhores da sua época.
sábado, 23 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Medalha dos X anos da SOPONATA


Esta bela medalha foi lançada em 1957, aquando da celebração dos 10 anos de actividade da SOPONATA (Sociedade Portuguesa de Navios-Tanques). Empresa esta que existiu até ha poucos anos, e que ao longo de décadas abasteceu o país do petróleo necessário para o seu mercado nacional. Fruto da parceria de armadores privados com o Estado, surgiu num tempo e numa óptica de uma auto-suficiência do pais em matérias-primas.
A medalha é da autoria do conhecido escultor António Lino que neste época fez inúmeros trabalhos na área da medalhística. Infelizmente a informaçao sobre o autor é escassa:
António Lino (n. Guimarães, 1914) formado no Porto, veio a ser professor em Lisboa na ESBAL (Escola Superior de Belas Artes de Lisboa) e na Escola António Arroio. Foi em 1943, um dos fundadores do Grupo dos Independentes, no Porto. Cultivou ao longo da sua carreira o gosto pela aguarela, a gravura, o mosaico, o óleo, a tapeçaria e o vitral.
Fonte: Enciclopédia do Diario de Noticias (Volume 2 - I a Z) 1997
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Cigarros Monserrate
Estávamos no ano de 1966, A Tabaqueira ultrapassava a barreira de produção das 5 mil toneladas, atingindo também um recorde no seu volume de vendas. Na conta de Lucros e Perdas a empresa subia para um montante superior a 31 mil contos. Na sua estratégia de vendas é lançada a marca Monserrate, de forma a alargar o já vasto leque de produtos da marca.
Passando pelo Campo Social, (sempre no pensamento de D. Manuel de Mello) ficaram concluídos os edifícios do Infantário e Jardim Infantil, do Centro Comercial e do Posto Médico em Albarraque.
No campo Industrial pode ler-se no Relatório de 1966 o seguinte “A fim de se corresponder ao acentuado aumento de vendas das nossas marcas, foram adquiridos dois novos complexos para fabricação de cigarros com filtro e um conjunto completamente mecanizado para empacotamento.”
É também neste ano em Setembro que desaparece do mundo dos vivos, aquele que foi um continuador incansável do legado de Alfredo da Silva, falo de D. Manuel de Mello. Durante toda a sua vida de empresário esteve estreitamente ligado à Tabaqueira, pois aquando da sua criação (1927) pelo seu sogro, este nomeou-o Administrador da empresa. Podemos deste modo afirmar que desde a sua criação, passando pelo seu crescimento e expansão até se tornar líder de vendas de tabacos em Portugal é obra de D. Manuel de Mello.
De forma a completar este post deixo ainda um curioso isqueiro e um anuncio a publicitar esta marca de cigarros. Espero que seja do agrado.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Profabril - Concurso para Novos Edificios Públicos em Lourenço Marques - 1972
A PROFABRIL - Centro de Projectos S.AR.L. foi fundada em 1963 (sendo talvez a primeiro empresa de Estudos e Projectos a aparecer em Portugal), herdeira do antigo Centro de Projectos CUF fundado em 1934, detentora de uma longa e valiosa experiencia e conhecimentos práticos para a sua actividade, a qual se estendia, praticamente a todas as fases de concepção planeamento e realização de novos empreendimentos nos domínios da grande e média industrias, obras publicas, infra-estruturas e grandes edifícios para equipamento social e planeamento técnico e financeiro. 
A experiência adquirida permitiu à PROFABRIL levar a efeito planos de desenvolvimento regional e de sector, pré-investimentos, planeamento de praticabilidade técnica e financeira, projectos arquitectónicos e de engenharia em todos os ramos, aparte a supervisão, coordenação e administração de projectos globais; direcção e supervisão de trabalhos de construção e montagem, bem como empreitadas gerais do tipo «até ao pormenor mais ínfimo».
Nos inicio dos anos 70 era já uma empresa com provas dadas e reconhecida a nível internacional, em franca expansão (Angola, Moçambique, Marrocos e Brasil) detendo nos anos de 1971-72 um gigantesco volume de trabalho:
- Projecto da Cidade Universitária de Lourenço Marques
- Estudos de Planeamento Hidro-agrícola de 2 grandes zonas de Moçambique
- Plano Director de Nova Lisboa
- Novas Unidades Industriais da CUF
- Projectos de dois grandes Hoteis
- Ampliação da Fábrica de Relógios Timex
- Anteprojectos de docas-secas em Espanha
- Plano viário da região do Porto
- Projecto dos supermercados Pão de Açúcar
- tarefas de fiscalização tanto nas obras da Margueira, como nas obras de Cabora-Bassa
- Trabalhos de programação de hospitais e edifícios públicos e coordenação de transportes em Moçambique
- Planos dos portos de Lisboa e Setúbal
- Projecto e fiscalização do novo estaleiro de Setúbal (SETENAVE)
- a Linha beira-rio do Metropolitano de Lisboa
- o "engineering" de novas fábricas de Estarreja
- Parques de estacionamento subterrâneos de Lisboa
- a Refinaria de Sines (PETROSUL)
- Amplicaçao da refinaria do Porto
- a rede de auto-estradas de concessão
- Novos hospitais na Metrópole
Após esta breve introdução das actividades desta empresa do Grupo CUF passamos ao Concurso para Novos Edifícios em Lourenço Marques. Em 1972 o então Governo do Estado de Moçambique, delega á PROFABRIL a elaboração deste mesmo Concurso a ser apresentado ao Sindicato Nacional dos Arquitectos.
Propunha-se construir um conjunto de edifícios tanto administrativos como culturais na Zona da Baixa de Maxaquene em Lourenço Marques.
A zona de intervenção tinha como limites:
A Sul - A Baía de Lourenço Marques
A Norte - A Av. da República
A Poente - A Zona envolvente do moderno edifício da Fazenda (consultar fotos) fazendo ainda parte do conjunto considerado.
A Nascente - A rua limite do terreno, onde se encontravam as instalações da F.A.C.I.M. (Feira Agrícola Comercial e Industrial)
Toda este espaço detinha um total de 35 hectares, sendo a área destinada a edifícios públicos bastante menos, pretendendo-se que na parte nascente se situasse uma zona arborizada publica. Nos projectos estava ainda incluído a construção do Palácio da Cidade.
A Zona teria uma densidade global de mais de 1300 habitantes pro hectare em horas de ponta, e umas densidade de habitação próxima dos 200 habitantes por hectare. Uma capacidade para estacionamento de 1200 veículos no futuro alargado para 3000.
Edificios Projectados:
1 - Governo Geral
- Instalação do Governo Geral
- Gabinete Provincial de Acção Psicológica
- Serviços de Centralização e Coordenação de Informação
- Conselho Legislativo e Económico e Social
- Instalações da Secretaria Geral
- Governo do Distrito de Lourenço Marques
- Serviços de Administração Civil
- Inspecção dos Serviços Administrativos
- Instalações da Secretaria Provincial de Educação
- Serviços de Educação
- Inspecção Provincial de Educação
- Servo Extra-Escolar
- Repartição Escolar Distrital
- Inspecção Escolar Distrital
- Mocidade Portuguesa
- Mocidade Portuguesa Feminina
- Instituto de Orientação Profissional
- Conselho Provincial de Educação Física
5 - Secretaria Provincial de Planeamento e Fazenda
- Instalações da Secretaria de Planeamento e Fazenda
- Direcção dos Serviços de Fazenda e Contabilidade
- Inspecção dos Serviços de Fazenda
- Direcção dos Serviços de Planeamento e Integração Económica
- Direcção dos Serviços de Estatística
- Instalações da Secretaria do Trabalho e Previdência
- Instituto do Trabalho, Previdência e Acção Social
- Serviço de Emprego
- Fundo de Acção Social no Trabalho
- Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais
- Restaurante
- Posto Médico
- Oficinas
Acervo Fotográfico:
Área do Projecto







- Concurso de Arquitectura para Edifícios Públicos em Lourenço Marques, Profabril 1972
- Revista Interna da Profabril
- O Grupo CUF, 1974
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Postal Publicitário da CUF
Botão de Farda da CUF
Um senhor, coleccionador de botões teve a amabilidade de me oferecer este botão da CUF. Estes botões eram feitos numa antiga fabrica de botões que existia no Porto chamada Campos Tavares, datá-lo não é tarefa fácil. Possivelmente, este botão poderia ser dos guardas da CUF que se encontravam aos portões do Complexo, mas não sei precisar. É sem duvida mais uma interessante e original peça que aqui vos deixo.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
SG - Navio Alfredo da Silva
No ano de 1949 a Sociedade Geral lança á agua o maior navio construído em Portugal, sendo também uma justa homenagem ao fundador da empresa, Alfredo da Silva. Do Estaleiro Naval da CUF na Rocha Conde de Óbidos, o navio deslizou até ao Tejo onde abraçou pela primeira vez as águas. Este era um navio misto, de carga e passageiros (Alojamentos para 20 em primeira classe e 68 em classe turística, no total de 88 passageiros), detinha cerca de 103 metros de comprimento e quase 14 de boca. Detinha 3.349 Toneladas de Porte Bruto, motores a diesel de origem sueca Polar Atlas, a sua velocidade máxima situava-se nos 13,5 nós. Este Navio integrou a frota da SG ate 1972, durante o ano de 1973 é ainda integrado na frota da CNN sendo abatido ao efectivo nesse mesmo ano.Outras Fotos:


terça-feira, 8 de julho de 2008
Saca de Enxofre Superior CUF


Mais uma curiosidade da CUF. Uma antiga saca de linho para Enxofre, eram de tão boa qualidade que pela província fora, transformavam o seu tecido em panos e outras coisas. Apesar de estar um pouco cortado em cima, pois falta-lhe as palavras: Comp. União Fabril em forma de meia lua, esta em óptimo estado. Na parte de trás poderia ler-se a proveniência do produto, das Minas de São Domingos, situadas no Alentejo, sitio do qual provinha também o minério essencial para o fabrico do ácido sulfúrico, a pirite.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Aniversário do Blogue
Com os melhores cumprimentos
Ricardo Ferreira
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Postal da Vista Aerea das Fabricas da CUF no Barreiro nos anos 30


Aqui vos trago hoje um postal que como dizia e bem Como se trabalhava em Portugal. Possivelmente este é um dos primeiros postais publicitários da CUF, datará dos anos 30, atente-se para o porto privativo da CUF do lado esquerdo ainda é possível observar-se o que parecem ser as pequenas docas secas do Estaleiro Naval com navios, possivelmente da SG. Mais a acima observe-se o primeiro Bairro Operário da CUF datado de 1908, e ao seu lado esquerdo, o antigo cemitério do Barreiro, e acima dele a Zona Têxtil. Do lado direito do Bairro Operário podemos observar, as fabricas de superfosfatos, e seus armazéns, com enorme telhados e chaminés fumegantes e ao seu lado encontravam-se as fabricas de acido sulfúrico nº5 e 6 por processo de câmaras. Infelizmente a qualidade do postal não é das melhores em termos gráficos, mas dá-nos já uma panorâmica geral daquele que como está escrito no postal era já o maior complexo industrial da península ibérica. Coloquei também a parte de trás do postal que nos dá informações curiosas. Muitas pessoas dirão: "Fabrica em Óbidos?" Sim a CUF teve interesses no local a explorar industrias ligadas aos Gessos. Em Alferrarede a CUF comecerá pela extracção de azeite, e mais tarde (1948) com a UFA - União Fabril do Azoto.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Medalha do Centenário do Nascimento de Alfredo da Silva


Ontem passaram 137 anos, sobre o nascimento do grande Industrial que foi Alfredo da Silva. E como singela homenagem à sua figura, não poderia deixar de colocar um post no blog sobre o criador do Grupo CUF. Esta medalha lançada em 1971 nas comemorações do seu centenário da autoria do grande escultor Leopoldo de Almeida, na qual no verso podemos ler uma das grandes frases ditas por este grande homem público português. Acho que as imagens falam por si, uma bela peça escultórica.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Participação da CUF na Construção da Central Térmica do Carregado
A Central Térmica do Carregado, viu o seu Estudo de Localização aprovado a 27 de Março de 1964. Localizada a 30 quilómetros de Lisboa, junto à Linha férrea Lisboa-Porto, esta Central vinha reforçar o abastecimento de energia eléctrica à área da Grande Lisboa. O País encontrava-se numa época de franco crescimento a todos os níveis, a que os consumos energéticos não eram alheios, tanto a nível privado como a nível industrial. O preço de petróleo era ainda baixo, impulsionando a construção de Centrais Térmicas baseadas na queima de Fuelóleo. Verifica-se que a produção eléctrica por via térmica evoluiu de 998 milhões de KWh para 1686 milhões de KWh em 1972. A construção desde Central, com uma potência instalada de 500 MW decorreu entre os anos de 1964 a 1968, participando neste empreendimento o Grupo CUF através de várias empresas.
Profabril - Centro de Projectos IndustriaisCoube a esta empresa a totalidade do projecto das estruturas de betão armado, incluindo as fundações do Edifício da Sala das Máquinas, do Edificio de Auxiliares Eléctricos da Estrutura de Apoio dos Reservatórios e Desgasificadores (Travée dês Bâches), das Celas dos Transformadores e de maciços de apoio de equipamentos vários.
Durante a construção do empreendimento a Profabril, adjudicou à Divisão Metalo-Mecânica da CUF as seguintes obras:
- Estruturas metálicas, cobertura e sistema de ventilação natural do edifício principal da Central.
- Sistema de armazenagem e de alimentação de combustível às caldeiras principais (1º e 2º grupo) e auxiliares; seus sistemas de purgas a traçagem por vapor; instrumentação destes sistemas.
- Sistemas de fluidos principais de média e baixa pressão (águas de alimentação das caldeiras, industrial e desmineralizada) e auxiliares (vapor, ar comprimido, água de incêndios, agua potável e azoto) para os dois grupos de turbo-alternadores.
Um facto curioso que podemos verificar neste empreendimento, é o da interacção entre a Profabril, com a Divisao de Metalo-Mecânica da CUF, assim observamos que tanto a Profabril contrata a CUF para certos trabalhos como assistimos ao inverso.
Assim a Divisão de Metalo-Mecânica da CUF contrata à Profabril a execução de todos os projectos referentes a estas empreitadas com execução das que se referem à ventilação natural do edificio, à protecção catódica das tubagens enterradas e o sistema de protecção de incêndios dos transformadores
Coube á EFACEC o fornecimento e montagem dos transformadores eléctricos (que aliás á sua época eram o maiores transformadores e de maior potencia construídos no país) com 150 000 KVA – 230 000 V – 204 000 Kg. Este feito colocou esta empresa ao nível dos maiores construtores mundiais de material eléctrico. Bem como forneceu os transformadores de medida Hermetic de Alta Tensão, disjuntores ortoejectores de pequeno volume de óleo (com 7500 MVA – 220 000 V) e motores eléctricos de Alta Tensão.
- Revista Binário - arquitectura, construção equipamento, nº117, Junho de 1968
- Politica Industrial (1968-1972 Progresso em Paz)
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Chapas da Lisnave

Observe-se estas interessantes chapas da Lisnave. Interessantes não são? Seriam para colocar na farda de trabalho? Definitivamente não, pois ninguém andaria como uma chapa a dizer Folga. Este tipo de chapas certamente fariam parte da secção de pessoal ou de vários departamentos aos quais os trabalhadores pertenciam. Nas suas salas de planeamento e trabalho teriam quadros onde penduravam as chapas dos trabalhadores, e consoante estivessem a trabalhar ou na sua folga seria colocada a respectiva chapa. Numa época em que os computadores ainda estavam em fase de desenvolvimento, grandes empresas como a Lisnave ou a CUF, tinham de ter formas de organizar e esquematizar o seu esquema produtivo e saber quem nesse dia estava ao serviço e quem estava de folga. Registe-se que em 1973 na Lisnave trabalhavam mais de sete mil pessoas, era portanto necessário haver uma identificação para todos os seus quadros de uma forma eficaz, até mesmo para casos de acidente.



