domingo, 28 de outubro de 2012

Convite do Almoço de Encerramento das Comemorações do Centenário da CUF




Mais uma vez o meu amigo Norberto Santos surpreendeu-me ao oferecer-me este interessante documento que desconhecia. Trata-se do convite do Almoço de encerramento do centenário da empresa, oferecido pela Administraçao. Este evento ocorreu no dia 8 de Janeiro de 1966, tendo como palco a Nave Central da FIL em Lisboa. Como poderão verificar, a capa encontra-se decorada com o símbolo elaborado para as comemorações dos 100 anos da empresa.

Estiveram presentes neste evento mais de 3000 pessoas. Da parte da administração estiveram presentes no almoço, D. Manuel de Mello, os filhos Jorge e José de Mello, bem como os restantes administradores da Companhia, Eng. Rocha e Mello, Vasco de Mello, Conde de Alcáçovas, Dr. João Salgueiro, D. Diogo de Mello e Dr. Fracisco Castro Caldas.

O Boletim de Informação Interna da CUF descreve da seguinte forma o acontecimento: "Esta reunião proporcionou, e era esse o seu objectivo principal, algumas horas de franco convívio entre alguns dos que constituem  a grande Família CUF. Estiveram presentes representações do Pessoal de todo o País onde a Companhia exerce a sua actividade, tal como, do Barreiro, Lisboa, Porto, Alferrarede, Ansião, Canas de Senhorim, Mirandela e Soure, Beja, Faro, Coimbra, Castelo Branco, Évora, Estremoz, Santarém, Viseu, Vila Real, Bombarral, Caldas da Rainha, Lourinhã, Torres Vedras, Coina, Moita, Sabugo, Malveira, Cascais, Braga, Famalicão, Barcelos, Viana do Castelo, Aveiro, Chaves, Régua, Bragança, Setúbal, Lagos, Cacém, Ponte de Sôr, Portalegre, Vale do Peso, Benavente, Tomar, Torres Novas, Sabugal, Guarda, Duas Igrejas, Mogadouro, Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Cantanhede, Oliveira do Bairro, Pombal, Pampilhosa do Botão, Quintas e Amorim."

 Um aspecto do Almoço


Observe-se ainda que juntamente com este convite, vinha ainda em parte destacável, o respectivo titulo de transporte assegurado pela empresa:



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Carta de Cores da Sotinco - Agosto de 1969

E já que falamos da Tinco/Sotinco porque não apresentar uma curiosa carta de cores por eles lançada em 1969? Pois aqui está ela! Impressa em Espanha, este pequeno catalogo publicitava as suas cores supermate para interiores. Eram 10 as cores á escolha: Branco Areia, Madressilva, Azul Polar, Azul Estival, Opala, Alabastro, Jaspe. Lótus, Cinzento Névoa e Branco. Na parte traseira do catalogo vinham os diversos contactos da empresa.

            (Capa)                                                   (Contracapa)

















   (Interior)

Postal da Fábrica da Tinco nas Fábricas do Barreiro



A TINCO - Sociedade Fabril de Tintas de Construção é mais um bom exemplo de uma área nova para a qual o Grupo se expandiu, por necessidade própria. As palavras de Jorge de Mello ilustram bem, como essa ideia terá surgido:

 "... numa viagem que estava a fazer a Angola, vi chegar o Andulo, um navio da Sociedade Geral. Pelo seu aspecto, pareceu-me que precisava de pintura, mas o comandante do navio informou-me de que o navio tinha saído do estaleiro onde fora pintado. Era óbvio que alguma coisa de errado havia com as tintas. Mas partir para a decisão e construir uma fábrica de raiz não se justificaria se não houvesse um mercado suficiente para sustentar esse investimento, um mercado que tivesse a mesma necessidade de tintas especializadas como as que se aplicavam nos navios. O nosso problema era ter um produto de qualidade. Mas já que a decisão estava tomada, era natural que também se procurasse tornar a actividade lucrativa. A constituição da Tinco, que depois se designou por Sotinco, em associação tecnológica com a ICI, avançou com mais segurança quando se confirmou que outras empresas também estavam interessadas em tintas de maior qualidade do que as que existiam no mercado português, designadamente no caso da SACOR, que precisava de boas tintas para a pintura dos seus depósitos de combustível."  

Constituída em 1958, a sua fabrica ficaria situada dentro do Complexo das Fábricas do Barreiro da CUF a sul da Oficina de Metalomecânica e da Caldeiraria. A sua actividade principal era o fabrico de tintas e vernizes, tendo de imediato uma grande aceitação nos mercados industriais e de construção civil, possuindo crescimentos situados em média nos 10% ao ano ao longo da década de 60 e inícios de 70. O inicio desta nova década manteve-se promissora para a empresa que logo irá gizar um novo plano de investimentos entre os anos de 1972-76, de forma quer a aumentar o dobro de capacidade da sua linha fabril, quer na diversificação de produtos. No seguimento dessa politica é constituída a 8 de Outubro de 1973 uma trading company designada por Jotum-Tinco - Tintas Marítimas Lda. destinada a cobrir todas as actividades comerciais da Jotun-gruppen e da nova empresa, no mercado de tintas marítimas. Em 1974 a Tinco irá lançar com grande sucesso, um conjunto de primários da sua marca. Nos dias de hoje a Sotinco continua a ser uma referencia no mercado de tintas, estando de pedra e cal no nosso mercado nacional.

Quanto a este postal, tenho em primeiro lugar de agradecer ao meu grande amigo Norberto Santos que teve a gentileza de mo oferecer. A foto é da autoria de Horácio de Novais que em 1962 foi ate ás Fábricas do Barreiro tirar algumas fotos para efeitos publicitários da empresa que nesse ano editou um conjunto de postais ilustrativos da actividade fabril daquele local. Na foto ao fundo é visível a chaminé fumegante do Tratamento de Cinzas de Pirite.