domingo, 30 de agosto de 2009

Noticias do Grupo CUF na imprensa 2

No inicio dos anos 70, apareceu entre nós uma belíssima revista de informaçao, chamada "Observador" concorria directamente com a "Vida Mundial" e se as olhar-mos com a distancia necessária, foram as precursoras das revistas de informação actuais, tais como a "Visão" ou a "Sábado". Pois bem aquilo que hoje vos trago é precisamente uma noticia retirada do "Observador" nº 72 de 30 de Junho de 1972. Para ler basta clicar na imagem para esta aumentar:



Como se pode observar, esta noticia, descrevia a inauguração de uma nova unidade de fabrico de Ácido Sulfúrico (vulgarmente conhecida por Contacto 6) com uma capacidade diária de 625 toneladas/dia. Fabrica essa como se poder ler no artigo detinha já tecnologia CUF (esta não foi a primeira vez que se utilizou tecnologia própria, já em 1960 a fabrica Contacto 2 tinha tecnologia CUF) e num esforço continuo de eliminação ao máximo da sua poluição, de forma a oferecer aos barreirenses uma melhor qualidade de vida. Aliás ao longo dos tempos a Administração da CUF sempre foi buscar ao estrangeiro o que de melhor e mais moderno havia, de forma a reduzir a sua poluição fabril, alias nos anos 60 a CUF dispunha de um sistema de controlo do ar na vila do Barreiro.

Fala-se também da necessidade de exportar a grande maioria da produção desta nova unidade que seria excedentaria ao consumo nacional, nada que a empresa não tivesse previsto, não nos podemos esquecer que em 1971, tinha sido fundada a Interacid Inc. com sede na Suiça, precisamente com o objectivo de colocar o seu ácido sulfúrico nos circuitos internacionais.

Menciona-se no final desta noticia os problemas de urbanização do concelho do Barreiro, resultado da construção desordenada, construíram-se bairros junto ao Complexo Industrial da CUF, quando nunca ali deveriam ter sido erigidos. Quem vá hoje ao Barreiro pode observar ainda hoje com os seus olhos esses erros.

Por ultimo deixo-vos umas fotografias impressionantes do Contacto 6 que na época era a unica do Mundo a funcionar pelo processo BASF usando fornos de leito turbulento em série.



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cinzeiro da Companhia Industrial Portuguesa












Como já foi anteriormente dito neste blogue o Grupo CUF tomou posição dominante da C.I.P. em 1955. Esta fabrica esta situada na Póvoa de Santa Iria perto de Vila Franca. Contudo a C.I.P. não ficou somente conhecida pelos seus adubos, e acido sulfúrico, a industria vidreira era uma área com grande tradição na empresa. Ao pesquisar um pouco sobre esta empresa na internet, surpreendeu-me encontrar fotografias desta unidade fabril. Quem desejar ver este enorme acervo fotográfico do fotógrafo Horácio de Novais basta clicar aqui: Edifícios Industriais pertença da Fundação Calouste Gulbenkian.

Sobre as fotos estes devem ser essencialmente da década de 30 (anterior á entrada da CUF na empresa). São mais um belo testemunho de outros tempos, e de como era nessa época a Industria desses tempos.

Vista Geral da Fábrica


Outra Vista Geral da Fabrica


Vista da Unidade de Fabrico de Ácido Sulfúrico (Processo de Câmaras)


Nova vista do mesmo edifico de outra perspectiva


Câmaras para o Fabrico do Ácido Sulfúrico


Fornos de Queima da Pirite


Outra perspectiva do mesmo forno


Fontes: Fotografias da CIP pertencente ao espólio de Horácio Novais

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

67º Aniversário da Morte de Alfredo da Silva

Faz exactamente no dia de hoje 67 anos que Alfredo da Silva deixou o mundo dos vivos. Homem como poucos existiram em Portugal, infelizmente é hoje uma figura desconhecida da maioria. Ha 67 anos atrás o país vivia a sombra da IIª Guerra Mundial, das longas filas dos racionamentos, problemas de abastecimentos aos quais a CUF também não escapou.
Contudo Alfredo da Silva, foi sempre um lutador e um vencedor, acreditou nas potencialidades da indústria portuguesa, e com a CUF tentou explorar ao máximo todas essas vertentes (lema que aliás se manteve com os seus sucessores até 1975). Homem enérgico, empreendedor e de pouca paciência, diziam que tentava andar mais depressa que o país, entrava dentro dos gabinetes dos Ministros, falava directamente com eles, tentando vencer com a maior celeridade a enorme máquina burocrática do país (ontem, tal como hoje...). Quando fechou os seus olhos não quis que as suas fábricas parassem, e não pararam, as suas buzinas e apitos ecoaram em uníssono, como ultima homenagem, ao homem criador do Barreiro Moderno. Quis repousar junto da sua obra que já não existe, e que foi o seu projecto de vida.
Alfredo da Silva tinha desaparecido, mas contudo a sua obra foi continuada, pelo génio do seu genro Manuel de Mello, e pelos seus netos Jorge e José de Mello. Continuaram a criar novas fontes de trabalho, a introduzir modernidade, nos maquinismos das fabricas, novas mentalidades, maior diversificação de negócios, tornando a CUF num motor de desenvolvimento tecnológico e económico único em Portugal.
Infelizmente o ser humano é capaz de destruir coisas maravilhosas e foi isso que aconteceu com a CUF, precisamente numa época em que esta se estava a afirmar perante o Mundo, a politica quando mal executada e pensada leva a erros estratégicos fatais e este foi um deles. Hoje o panorama português é bem diferente a braços com uma crise profunda, típica de um país que não sabe para onde vai e que já pouco produz. Hoje tal como no passado, governantes e industriais, deveriam saber qual a linha de rumo a seguir, e trabalharem de perto precisamente, para que se voltassem a criar novas fontes de trabalho e de riqueza nacional.
Num passado bem recente Portugal demonstrou ao Mundo, do que era capaz no campo industrial, em varias áreas (algumas ligadas ao universo CUF) chegou-se mesmo a criar tecnologia nacional. Não é só com os livros e com os outros países que podemos aprender, com a Historia podemos e devemos aprender, para podermos construir um futuro melhor.
Andam por aí uns senhores nos dias de hoje empenhados em criar choques tecnológicos, pois se calhar essas e muitas outras pessoas deste país desconhece que o Grupo CUF foi por si só um verdadeiro choque tecnológico, ao longo de toda a sua existência . Pena é que em Portugal a maioria das pessoas tenham memória curta.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Crachás de Acampamentos do G.D. da CUF

Aqui vos trago uns interessantes crachás da Secção de Campismo do Grupo Desportivo da CUF, de 3 acampamentos por eles realizados. Logo que conseguir adquirir os restantes irei colocando. Este é um post para os aficionados do desporto, e não só. São de facto muito bonitos. Aqui estão eles:


IV Acampamento, Penalva (Maio de 1966)


V Acampamento (Maio de 1967)


8º Acampamento, Sarilhos Pequenos (Maio de 1974)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O ESSO MERCIA na Lisnave em 1968

O Esso Mercia, chegou ao Tejo no dia 2 de Fevereiro de 1968, este era na época o maior navio entrado no por de Lisboa. Possuía 170 mil toneladas de porte bruto, e 308 metros de comprimento e 45 de largura.
Este petroleiro foi construído nos estaleiros da A.G. Weser, de Bremen (Alemanha), empresa essa que na época estava a construir para a Lisnave o casco de petroleiro de 82 mil toneladas que tinha sido encomendado pela SOPONATA, baptizado de "Larouco" e que seria entregue em 23 de Junho de 1969.
Chegado ao Estaleiro da Margueira, procedeu-se à pintura do casco e fundo e outros trabalhos de acabamento, e depois entregue ao armador.
Podemos ainda observar, o enorme terrapleno no qual em 1971 passaria a estar a Doca 13 (Doca Alfredo da Silva) que era uma das maior do Mundo do seu género. Ao fundo observe-se os as enormes torres de Almada ainda em construção, com a cidade de Lisboa em pano de fundo. Deixo-vos ainda 3 fotografias da chegada o Esso Mercia ao Estaleiro da Margueira. As palavras ditas na capa da Revista "Mais Alto" fazem jus ao que naqueles tempos era verdadeiramente os os Estaleiros da Lisnave, uma Estação de Serviço Internacional, na principal rota do petroleo.



quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Anuncios do Sabão Activado CUF

Aqui vos deixo mais uns interessantes anúncios do Sabão Activado da CUF que consegui, estão datados entre 1958 e 1961, a sua imagem gráfica é deveras interessante. Foi mais uma campanha agressiva por parte da empresa, numa época em que os detergentes em Portugal estavam na sua infancia.





segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Enxofre Slublimado CUF


E aqui está outra marca de enxofre da CUF, o Sublimado Flor Extra. Que segundo o Simposium Agrícola de 1960 nos informava: "O Enxofre utiliza-se principalmente para o tratamento das plantas atacadas pelo Oídio. Esta doença é frequente nas seguintes culturas: Videira, Roseira, Pessegueiro, Alpercheiro, cereais, cucurbitáceas, etc. O enxofre utiliza-se ainda na desinfecção do material vinário, na refinação do açucar , pirotecnia, etc" Depois desta linguagem máis tecnica, observe-se o pano. Mais uma vez e devido á optima qualidade o linho da CUF, foi este transformado numa toalha. Curisamente todos os que tenho adquirido, foram todos transformados em panos, mal sabia a CUF que pelo pais fora os seus produtos teriam uma dupla funcionalidade! É deveras curioso.