quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Equipa do Unidos Futebol Clube


Regressemos agora ao Desporto, numa época em que o Grupo Desportivo da CUF, dava ainda pelo nome de Unidos Futebol Clube! Curiosamente já se pode observar, bordado nas suas camisolas o emblema que foi sempre a imagem de marca do clube. Certamente esta foto será de meados ou finais dos anos 40, pois será por volta dessa época, que o clube chega à 2º posição (1948/49) na Zona C da II Divisão.

A constituição da equipa era a seguinte:

  • Em cima (da esquerda para a direita) Adão, Albino, Curtinhal, Gomes, Armindo e Eduardo Santos
  • Em Baixo (seguindo a mesma ordem) Oswaldo, Serra, Appleton, Tanganho e Palma Soeiro

Na foto mais abaixo podia ainda ler-se a seguinte informação:

"Vencedor de Serie no campeonato nacional de futebol da II Divisão e Apurado para os Quartos de Final"


"(Este «team» não e exactamente o habitual grupo de honra do clube, onde a falta de Carlos Pereira, por exemplo, salta a vista - mas foi a única fotografia que pudemos obter, feita expressamente para este trabalho e mesmo assim com intervenção directa da direcção do Unidos F. C.)"

Cinzeiro da Lisnave

Quem olhe à vista desarmada para este belo cinzeiro nunca diria que seria da Lisnave! Pois desenganem-se! Também eu caí em tal rasteira. De facto ate agora nao tinha conhecimento desta belíssima peça, que me foi gentilmente oferecida pelo senhor Valdemar da Silva (Blog "COLECÇÕES SENADOR"), a quem eu muito agradeço. Como se pode ver este belo cinzeiro, fazia parte de uma colecção de vários Barcos do Tejo, que para mim é uma novidade. A peça tem o cunho da Vista Alegre (período entre 1971 a 1980) juntamente com o da Lisnave

No verso da peça está escrito esta curiosidade: "Todos os Barcos do Tejo, Tanto de Carga e Transporte Como D´Pesca, por João de Souza, Lente d´Arquitectura Naval e Desenho da Companhia de Guardas Marinhas, 1785"

Muito possivelmente, este belo desenho da Muleta do Seixal, provenha, deste manual de marinharia escrito por João de Souza e previamente referido.



quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Vai um Kayak?

Corria o ano de 1966, quando foi apresentado ao publico pela Tabaqueira, aquela que terá sido certamente a primeira marca de cigarros mentolados do país. Refiro-me ao Kayak, cigarro que na sua época já possuía a inovação do Multi-filtro como alias esta explicado no anuncio que aqui vos deixo. Relembre-se que esta inovação também fazia parte das seguintes marcas: Monserrate e Sintra.



Juntamente com o anuncio aqui está um maço de Kayak que parece ter viajado no tempo! O maço em si tinha um desenho simples mas apelativo, ainda embalado em celofane, e com o selo da Tabaqueira, parece ter saído a pouco da fabrica! Preço: 6 Escudos, mais 1$50 de Imposto Complementar.

E que tal terminar em beleza com um isqueiro publicitário tipo "Zippo" do Kayak para completar este post? E mesmo caso para se dizer: "Vai um Kayak?"







Isqueiro


domingo, 19 de setembro de 2010

Carteira de Fosforos da CUF

De pequenas dimensões (4 x 5 cm) aqui fica uma interessante carteira de fosforos a publicitar a CUF. Como se pode observar ja é do periodo final da Companhia (posterior a 1973 ano em que apareceu esta interessante roda dentada aberta). O fabrico é da autoria da Sociedade Nacional de Fósforos, contendo a carteira 40 fósforos. Observe-se que nesta época, estas carteiras, eram tambem um eficaz veiculo publicitário.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Facturas da CUF datadas de 1914

Hoje trago um documento deveras curioso. Atente-se nesta interessante e rara factura da CUF de Julho de 1914. Um documento com 96 anos! Incrível a sua longevidade! E que informações nos dá este respectivo documento?

Numa primeira analise verifica-se ser uma compra efectuada no deposito da Companhia situada em Santarém. Como se sabe, logo de inicio a CUF, com Alfredo da Silva no lugar de Administrador-Gerente, estendeu a comercialização dos seus produtos, por meio de uma rede depósitos situados por todas as regiões do país. Observe-se ao alto do lado esquerdo, as inúmeras medalhas, que a empresa já tinha recebido em exposições internacionais (Paris - 1878, Lisboa - 1888, Anvers - 1894, Paris - 1900 e St. Louis - 1904) demonstrando que já na época a CUF não era uma empresa qualquer. Delicioso é tambem ler num português antigo, os principais produtos fabricados pela empresa, bem como os interessantes "endereços telegraphicos" nos quais cada produto correspondia a uma das fabricas. Outra informação curiosa, é a sede da Companhia, ser ainda na então Rua Vinte e Quatro de Julho (hoje Av. 24 de Julho)

Verifica-se que um senhor, de seu nome, António Lourenço da Silveira, morador na Rua de S. Bernardo em Lisboa, detentor da Quinta do Rosário em Santarém, comprou 450 Kg de "Enxofre Sicília" do qual a empresa fez um desconto de 2%, ficando o total da conta em 13 escudos e 25 centavos. A juntar a este documento apresenta-se ainda o interessante comprovativo do recebimento do dinheiro por parte da CUF, não faltando o selo fiscal e o carimbo do Tesoureiro da empresa.


domingo, 12 de setembro de 2010

Memórias Sobre a Colónia de Férias da CUF II

Caros Leitores, acabo de receber mais um interessante testemunho de um antigo monitor, tento frequentado a respectiva Colónia entre 1972 e 1981. Muito agradeço ao Sr. Adalberto Manuel Borges Petinga, que teve a honra de me enviar este seu testemunho apaixonado. Alias deixo o repto, a quem quiser, partilhar as suas memorias sobre a Colónia de Ferias, que entre em contacto comigo através do email: ricardo.estoril@gmail.com, aqui neste humilde blog garantirei sempre "tempo de antena" a todas elas. Pois como disse e muito bem o Sr Adalberto Petinga "Recordar é Viver". Aqui fica o texto:

"Chamo-me Adalberto Manuel Borges Petinga, tenho actualmente 58 anos, porque os meus pais eram trabalhadores da CUF, fui nascer na maternidade do Posto Médico da CUF, no Lavradio (Barreiro) e logo bebé fui para a respectiva creche até ao primeiro ano de vida.

Logo pela nascença fiquei "agarrado" à CUF.

Fiz a instrução primária na Moita, onde vivia e após conclusão desta, voltei ao Barreiro, para frequentar a Escola I. C. Alfredo da Silva, como aluno e mais tarde de 1977 a 1980, como professor.

Nunca frequentei a Colónia de Férias, em criança, pois tinha muito medo "pavôr" de fazer a análise do sangue na inspecção médica, que era obrigatória.

Mas já com 17 anos fui frequentar o curso de monitores para colónias de férias e com 18 anos (1972) ingressei como monitor desta saudosa colónia de férias. Tanto amor lhe tinha, que por lá fiquei até 1981, tendo até anos de fazer dois turnos, durante esses anos passei por todas as cores e nos últimos três anos fui Monitor Geral.

Adorei todos os anos que ali passei parte das minhas férias e da minha mocidade.

Recordo com muita saudade as crianças das quais fui monitor, hoje homens, das quais possúo algumas fotografias, que de vez em quando as revejo no meu álbum, para matar a saudade desses tempos, assim como todos os colegas monitores com quem me cruzei durante esses gloriosos tempos.

Recordo com emoção:

-Os serões que se faziam, com a "criançada".

-Os campeonatos de futebol.

-As gincanas de carrinhos de madeira, feitos pelos garotos e monitores.

-Os grandes jogos olímpicos, com a sua grande cerimónia e desfile de abertura, com o hastear da bandeira olímpica e o acendimento da pira e até a atribuição das medalhas e colocação da coroa de louro aos vencedores das várias modalidades.

-O grande jogo de pista, pela bela Serra de Sintra, ou a caça ao tesouro, conforme a garotada mais gostava de lhe chamar.

-Os passeios a pé e de autocarro, pelos arredores da colónia.

-As actividades de trabalhos manuais nos alpendres.

-A célebre festa final, na última tarde, onde a pequenada ensaiada pelos monitores cantava, dançava e representava, nesta festa também nós monitores actuávamos, de um modo geral como cantores, dançarinos de folclore, fazíamos teatro e fazíamos as partidas aos monitores mais novos, que metiam sempre a célebre "banhada", que a garotada achava sempre muita graça.

-Na última noite era a despedida final, com o acender das fogueiras no campo de futebol e entoação de cantigas de grupo à volta das fogueiras, as quais culminavam com a entoação do Hino do Adeus.

Aqui todos chorávamos, crianças por um lado e monitores por outro.

(Estou a escrever estas palavras e não contenho as lágrimas que me escorrem pela cara).

Todas estas actividades eram preparadas com todo o pormenor, pois tudo tinha de correr bem.

Muitas noitadas sem ir à cama, para preparar tudo isto. Mas de facto tudo isto valeu a pena.

Recordo também aqui, as partidas e as brincadeiras, que nós os monitores, tínhamos uns com os outros, quando a pequenada já adormecia.

De um modo geral o "bombo da festa" os sacrificados, eram sempre os monitores caloiros:

-Desde o retirar da sua cama o estrado e em vez deste colocar canas a suportar o colchão.

-Apanhar um sapo e colocá-lo no fundo da cama.

-Etc...

Hoje só lastimo, o ponto a que tudo isto chegou, como foi possível deixarem desfazer um local tão bonito e aprazível, onde milhares de crianças deste país passavam alguns dias de férias, muitas vindas do Interior Norte e Alentejo (Recordo o pequenito Libâneo de Mourão ou Reguengos de Monsaraz, que ali pela primeira vez viu o mar, parece que estou a ver a sua admiração no 1º dia da praia, coisa fascinante para o garoto).

Passei há quatro ou cinco anos pelo local, fiquei simplesmente desolado.

Conforme disse atrás, tenho imensas fotografias que brevemente tentarei colocar neste blog, para que todos aqueles que passámos por aquele belo espaço, possam rever e reviver as suas vidas, porque não esqueçamos que "Recordar é Viver".

Um grande abraço para a grande família CUF de colonos e monitores.

Um grande bem haja a todos.

Adalberto Petinga"

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Memórias Sobre a Colónia de Férias da CUF I

Venho hoje partilhar com todos os leitores, um interessante e fabuloso texto sobre a Colónia de Férias da CUF. O texto que aqui tenho a honra de publicar ,é da autoria de Corantina Dias, uma antiga colona que frequentou a Colónia entre 1963 e 1969, e uma devotada admiradora da obra da CUF a quem eu muito agradeço ter-me facultado este texto. Escrito de forma apaixonante, descreve com todo o detalhe, as peripécias, desde a ida á inspecção medica, a viagem ate Lisboa, á vida na Colónia, as cores das fardas, as brincadeiras, há de tudo e para todos os gostos, espero que apreciem, pois é um testemunho que merece verdadeiramente ser lido:

Pags. 1 e 2















Pags. 3 e 4















Pags. 5 e 6















Pags. 7 e 8














Pág. 9



quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Folheto Publicitario ao Fungicida DODIM

Curioso folheto publicitário, apresentando um novo produto da CUF, o DODIM, feito com base na "dodina" um fungicida cuja sua função era actuar como preventivo e curativo nas árvores de fruto. Tentei procurar achar mais referencias ao produto, mas nada apareceu, muito possivelmente este produto teria sido lançado no final da década de 60, princípios de 70. Observe-se o interessante grafismo do folheto.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Noticias sobre a Lisnave

Aqui vos deixo esta interessante noticia, encontrada na "Revista Observador" de Outubro de 1972, que tão bem nos retrata o profissionalismo e a capacidade de trabalho desta empresa:

domingo, 5 de setembro de 2010

Medalha dos 15 Anos da FISIPE



Apesar de ser já fora do âmbito temporal do estudo deste blog, publico hoje esta interessante medalha, comemorativa dos 15 anos da FISIPE (1973-1988). Empresa que na epoca foi inovadora em Portugal no fabrico de fibras artificiais, tem hoje a sua acção condicionada devido ao preço da sua matéria prima, (o acrilonitrilo) um derivado do petróleo. Sera infelizmente muito provavelmente a longo prazo mais uma industria condenada em Portugal, devido as condicionantes e a concorrência internacional que este sector sofre.

P.S. - Tenho a agradecer a Ana (uma leitora desta blogue) que me facultou a informaçao sobre o Design desta medalha: da autoria de Carlos Rocha e Franklin França para Letra ETP Agencia de Publicidade Lisboa