domingo, 30 de dezembro de 2012

Chapa de Identificação da Lisnave

Há já algum tempo atrás publiquei no blogue, algumas chapas de identificação da Lisnave. Contudo há poucos dias chegou-me às mãos uma de outro modelo. Esta será certamente dos anos 60 sendo em tudo semelhante aos que eram usadas na época do Estaleiro Naval da CUF. Pode-se ainda observar que estaria pintado do que me parece ser um verde escuro. Como se poderá observar ainda, o numero de trabalhador era o 22804. Esta chapa identificativa era colocada ao peito nos fatos de trabalho dos operários que assim ficavam devidamente identificados.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Festas Felizes

Caros amigos e leitores deste blogue, venho desejar-lhes nesta época festiva um Feliz Natal (dentro de todas as possibilidades) e que o Novo Ano, se revele um ponto de viragem para um Portugal melhor. Mas para isso acontecer lembrem-se todos vocês que não depende só do Estado (alias cada vez menos) mas sim de todos nós, para que tal miragem seja amanhã uma realidade.

Este ano deixo à Lisnave  a honra de vos desejar a todos as boas festas com este interessante postal, da década de 70. Observem  que quando se puxa o super-petroleiro para fora, este tem uma original mensagem de boas festas.

Festas Felizes para todos

Ricardo Ferreira.





segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Agenda de Bolso da Divisao de Texteis da CUF

Desde miúdo, que as agendas de bolso me fascinam. Em casa do avô existiam varias, ofertas de tempos idos. Quando lá ia adorava ficar horas a desfolhar esses pequenos livros que no se interior guardam múltiplas informações, bem como retalhos da vida das pessoas. O mais fascinante para mim, é que pensar há 40/50 anos uma pessoa abria aquele pequeno livro, e tinha acesso a informações importantes como os telefones mais importantes de Lisboa e do Porto, dos Táxis, dos Cinemas e Teatros, quais as carreiras dos eléctricos e autocarros, quais os feriados, as distancias quilométricas, os sinais em vigor no código da estrada, e ate curiosidades de como tirar nódoas! Hoje o mundo é diferente, as agendas de bolso são o mais simples possivel, ate porque esse tipo de informações estão a um "clik" do dedo, do comum dos mortais através das auto-estradas internauticas. 

Quanto a esta Agenda de Bolso, foi editada pela Divisão de Têxteis da CUF no ano de 1963. Observe-se a grande diversidade de produtos fabricados por esta Divisão, cujo a maioria dos seus serviços se encontravam centrados nas Fábricas do Barreiro. Relativamente à Juta, Cairo e Sisal, eram matérias primas provenientes não só do nosso Ultramar (Angola e Moçambique) como da Índia, Bangladesh, ou Birmânia. Os navios da Sociedade Geral terão neste processo uma enorme importância, já que era neles que tais matérias primas eram transportadas até ao Porto Fluvial da CUF no Barreiro. Ali eram descarregadas e depois transformadas numa vasta gama de produtos, que ia desde as cordas, até à tapeçaria.







 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Publicação do Mês - Journal of Applied Chemistry of the USSR

Caros Leitores e amigos

Ocorreu-me introduzir no meu blogue um post mensal relativo ao tipo de publicações existentes no Centro de Documentação da CUF. Como deve ser do vosso conhecimento este Centro foi criado em 1960, sendo um dos primeiros do seu género no país. Primeiramente as suas instalações ficaram situadas em Sacavém, sendo depois transferidas para a Rua do Quelhas onde chegaram a ocupar  quatro pisos nos nº 20 e nº 22. Posteriormente por medidas económicas foi o Centro transferido para o nº 170 da Avenida. 24 de Julho onde permaneceu até ao seu final.

Este mês trago-vos o interessante Journal of Applied Chemistry of the USSR (ou em russo Zhurnal Prikladnoi Khimi) Esta publicação foi fundada em 1928 abrangendo todos os problemas de aplicação da química moderna, incluindo a estrutura de compostos orgânicos e inorgânicos, cinética e mecanismos de reacções químicas, problemas de processos químicos e aparelhos, problemas limítrofes da química e da pesquisa aplicada. Ainda hoje esta publicação continua a existir com o nome de Russian Journal of Applied Chemistry. Como se pode observar o Centro de Documentação da CUF recebia a versão inglesa desta publicação. Mais uma vez se pode constatar a empresa recebia publicações de todo o mundo cientifico, até da URSS numa época em que era por cá invulgar e quase proibido receber ou ler coisas vindas da então chamada Cortina de Ferro. 


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

CUF - SCP - Campeonato de Lisboa de 1946

Há já bastante tempo que não me debruçava sobre a temática desportiva da CUF que também tem uma história riquíssima. Pois bem hoje viajamos até ao ano de 1946, mais concretamente ao dia 27 de Outubro, data na qual a CUF e o Sporting se debateram no Estádio do Lumiar A (à época a casa do Desportivo da CUF)

 Jogo a contar para a 7ª Jornada do Campeonato de Lisboa.

Equipa do Desportivo da CUF: Eduardo Santos; Alves, Armindo, Bernardo, Gastão, Curtinhal, Leitão, Correia dos Santos, Sousa Pereira, Armando Carneiro e Vicente
Marcadores: Sousa Pereira e Correia dos Santos

Equipa do Sporting: Azevedo; Cardoso, Manuel Marques, Canário, Veríssimo, Barrosa, Armando Ferreira, Vasques, Jesus Correia, Travassos e Albano.  
Marcadores: Arando Ferreira, Vasques e Jesus Correia

Segundo as crónicas da época, o Sporting efectuou um bom domínio durante todo o primeiro tempo, apesar da boa réplica encontrada no conjunto cufista. O certo é que o Sporting encarou o desafio sem preocupações de maior, subestimando o adversário (como tantas vezes acontece no mundo do desporto rei) e essa brincadeira poderia ter-lhe custado uma derrota. A Revista Stadium referia-se ao "team" cufista nos seguintes termos "há no seu conjunto unidades habilidosas, mas mesmo as que o são menos - sabem jogar à bola" escreveriam ainda "a Cuf tem ainda um ar simpático e modesto de grupo sem estrelas, ou com muito poucas, mas em que todas as unidades revelam jeito, disposição de jogo e vontade de acertar.". A linha avançada nos leões não se encontrava num dos seus dias, e o que é certo é que a equipa adversária foi crescendo em campo, possuindo e procurando maior numero de oportunidades que não conseguiram efectivar em golos. O Sporting, mostrou-se mais hábil tendo ganho o desafio por 3-2, contudo a imprensa da época reconhece qualidades à equipa da CUF. Foi um desafio renhido, do qual, qualquer dos dois grupos poderia ter saído vencedor.


O que era o Campeonato de Lisboa?

Esta competição vai ter as suas origens naquela que foi a primeira tentativa de se organizar uma prova futebolística de carácter nacional. Assim em Março de 1894 (muito à semelhança daquilo que já acontecia em Espanha com a Taça do Rei) o nosso rei D.Carlos, desportista nato, decide estabelecer um troféu cujo o principal objectivo era colocar frente a frente as equipas mais fortes das diversas cidades do país. Contudo, esta competição, cedo se revelou um projecto demasiado ambicioso, para uma época em que o Futebol Português encontrava-se ainda em fase de ebulição, quedando-se apenas por uma edição.
Só em 1906 haverá nova tentativa para instituir uma prova futebolística nacional. Desta vez a ideia partiu da revista Tiro e Sport (a primeira dedicada ao desporto em Portugal) onde figuraram diversos clubes lisboetas. O sucesso foi tal que acabou por originar a criação do organismo que estará na génese da expansão e promoção do futebol em Portugal, a Liga de Football Association (mais tarde Liga Portuguesa de Futebol). 
Ate 1910, efectivaram-se novos esforços para criar uma competição de carácter nacional sem sucesso. Numa época na qual o Futebol estava ainda confinado às principais cidades do país (Lisboa e Porto) é mais que natural o aparecimento do Campeonato de Lisboa. Esta prova será até aos finais da década de 20, inicio de 30 a prova mais importante do pais. Se num primeiro momento apenas figuravam nela os clubes de Lisboa,  a sua participação será alargada a outros clubes, especialmente aos grupos emergentes da "outra banda" (Barreirense, Vitória de Setúbal, CUF, etc). Contudo com o aparecimento em 1934 da 1º Liga Nacional, e anos mais tarde da Taça de Portugal, o Campeonato de Lisboa perderia cada vez maior importância no panorama futebolístico. Assim na época de 1946-47 após 41 anos de prova  esta chegava ao seu términos final.

domingo, 28 de outubro de 2012

Convite do Almoço de Encerramento das Comemorações do Centenário da CUF




Mais uma vez o meu amigo Norberto Santos surpreendeu-me ao oferecer-me este interessante documento que desconhecia. Trata-se do convite do Almoço de encerramento do centenário da empresa, oferecido pela Administraçao. Este evento ocorreu no dia 8 de Janeiro de 1966, tendo como palco a Nave Central da FIL em Lisboa. Como poderão verificar, a capa encontra-se decorada com o símbolo elaborado para as comemorações dos 100 anos da empresa.

Estiveram presentes neste evento mais de 3000 pessoas. Da parte da administração estiveram presentes no almoço, D. Manuel de Mello, os filhos Jorge e José de Mello, bem como os restantes administradores da Companhia, Eng. Rocha e Mello, Vasco de Mello, Conde de Alcáçovas, Dr. João Salgueiro, D. Diogo de Mello e Dr. Fracisco Castro Caldas.

O Boletim de Informação Interna da CUF descreve da seguinte forma o acontecimento: "Esta reunião proporcionou, e era esse o seu objectivo principal, algumas horas de franco convívio entre alguns dos que constituem  a grande Família CUF. Estiveram presentes representações do Pessoal de todo o País onde a Companhia exerce a sua actividade, tal como, do Barreiro, Lisboa, Porto, Alferrarede, Ansião, Canas de Senhorim, Mirandela e Soure, Beja, Faro, Coimbra, Castelo Branco, Évora, Estremoz, Santarém, Viseu, Vila Real, Bombarral, Caldas da Rainha, Lourinhã, Torres Vedras, Coina, Moita, Sabugo, Malveira, Cascais, Braga, Famalicão, Barcelos, Viana do Castelo, Aveiro, Chaves, Régua, Bragança, Setúbal, Lagos, Cacém, Ponte de Sôr, Portalegre, Vale do Peso, Benavente, Tomar, Torres Novas, Sabugal, Guarda, Duas Igrejas, Mogadouro, Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Cantanhede, Oliveira do Bairro, Pombal, Pampilhosa do Botão, Quintas e Amorim."

 Um aspecto do Almoço


Observe-se ainda que juntamente com este convite, vinha ainda em parte destacável, o respectivo titulo de transporte assegurado pela empresa:



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Carta de Cores da Sotinco - Agosto de 1969

E já que falamos da Tinco/Sotinco porque não apresentar uma curiosa carta de cores por eles lançada em 1969? Pois aqui está ela! Impressa em Espanha, este pequeno catalogo publicitava as suas cores supermate para interiores. Eram 10 as cores á escolha: Branco Areia, Madressilva, Azul Polar, Azul Estival, Opala, Alabastro, Jaspe. Lótus, Cinzento Névoa e Branco. Na parte traseira do catalogo vinham os diversos contactos da empresa.

            (Capa)                                                   (Contracapa)

















   (Interior)

Postal da Fábrica da Tinco nas Fábricas do Barreiro



A TINCO - Sociedade Fabril de Tintas de Construção é mais um bom exemplo de uma área nova para a qual o Grupo se expandiu, por necessidade própria. As palavras de Jorge de Mello ilustram bem, como essa ideia terá surgido:

 "... numa viagem que estava a fazer a Angola, vi chegar o Andulo, um navio da Sociedade Geral. Pelo seu aspecto, pareceu-me que precisava de pintura, mas o comandante do navio informou-me de que o navio tinha saído do estaleiro onde fora pintado. Era óbvio que alguma coisa de errado havia com as tintas. Mas partir para a decisão e construir uma fábrica de raiz não se justificaria se não houvesse um mercado suficiente para sustentar esse investimento, um mercado que tivesse a mesma necessidade de tintas especializadas como as que se aplicavam nos navios. O nosso problema era ter um produto de qualidade. Mas já que a decisão estava tomada, era natural que também se procurasse tornar a actividade lucrativa. A constituição da Tinco, que depois se designou por Sotinco, em associação tecnológica com a ICI, avançou com mais segurança quando se confirmou que outras empresas também estavam interessadas em tintas de maior qualidade do que as que existiam no mercado português, designadamente no caso da SACOR, que precisava de boas tintas para a pintura dos seus depósitos de combustível."  

Constituída em 1958, a sua fabrica ficaria situada dentro do Complexo das Fábricas do Barreiro da CUF a sul da Oficina de Metalomecânica e da Caldeiraria. A sua actividade principal era o fabrico de tintas e vernizes, tendo de imediato uma grande aceitação nos mercados industriais e de construção civil, possuindo crescimentos situados em média nos 10% ao ano ao longo da década de 60 e inícios de 70. O inicio desta nova década manteve-se promissora para a empresa que logo irá gizar um novo plano de investimentos entre os anos de 1972-76, de forma quer a aumentar o dobro de capacidade da sua linha fabril, quer na diversificação de produtos. No seguimento dessa politica é constituída a 8 de Outubro de 1973 uma trading company designada por Jotum-Tinco - Tintas Marítimas Lda. destinada a cobrir todas as actividades comerciais da Jotun-gruppen e da nova empresa, no mercado de tintas marítimas. Em 1974 a Tinco irá lançar com grande sucesso, um conjunto de primários da sua marca. Nos dias de hoje a Sotinco continua a ser uma referencia no mercado de tintas, estando de pedra e cal no nosso mercado nacional.

Quanto a este postal, tenho em primeiro lugar de agradecer ao meu grande amigo Norberto Santos que teve a gentileza de mo oferecer. A foto é da autoria de Horácio de Novais que em 1962 foi ate ás Fábricas do Barreiro tirar algumas fotos para efeitos publicitários da empresa que nesse ano editou um conjunto de postais ilustrativos da actividade fabril daquele local. Na foto ao fundo é visível a chaminé fumegante do Tratamento de Cinzas de Pirite.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Higrómetro da Tabaqueira

Adquiri hoje mais um interessante achado para minha já vasta colecção sobre o Grupo CUF. Trata-se de um Higrómetro. De certo muitos de vocês estarão agora a questionar-se "mas o quer será um higrómetro!"

Pois bem, um higrómetro é um instrumento que mede a quantidade de humidade atmosférica. O seu princípio de funcionamento pode ser do tipo mecânico, utilizando materiais orgânicos, tais como cabelo humano que se dilata ou contrai com as variações da humidade atmosférica, sendo estas dilatações ou contracções usadas para mover um ponteiro, ou do tipo eléctrico, em que a variação na resistência de uma substância higroscópica é usada como indicação de humidade.

Este é um higrómetro mecânico, impulsionado por corda, é de origem alemã, tendo sido fabricado pela casa Adolf Thies (casa essa que ainda hoje existe, continuando a fabricar instrumentos de medição meteorológica, bem como outro tipo de produtos, que vai deve software GSM, estações meteorológicas automáticas e instrumentos de calibração etc). Encontra-se em perfeito estado de funcionamento, tendo por medidas 27 cm X 24 cm, estaria certamente colocado (assim como muitas outros semelhantes a esta) nos armazéns onde se guardavam as ramas de tabaco, de forma a controlar o seu grau de humidade, garantindo assim a sua qualidade. Refira-se que a CUF tinha dispositivos semelhantes na sua Zona Têxtil de forma a medir as humidades existentes nos recintos onde estavam aprovisionados os diferentes lotes de Sisal.

Como poderão observar dentro do Cilindro onde se encontra o papel que regista diariamente as temperaturas, existe todo um complexo mecanismo de engrenagens, semelhante aos existentes nos relógios



Aspectos do Mecanismo do Cilindro



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Folheto Publicitário do Sulfato de Ferro da CUF




 
O Sulfato de Ferro da CUF, era um produto derivado do tratamento das suas cinzas de pirite, possuindo diversas aplicações na agricultura, conforme este folheto nos demonstra:

  •  Destruição de Musgos e Liquenes
  •  Correcçao de Terrenos calcários
  • Combate a Clorose Calcaria das Vinhas, Olivais e outras culturas 
  • Revigoramento de Árvores de Fruto
  • Combate diversas doenças da Vinha, Oliveira e Árvores de Fruto
Como poderão observar, em cada caso vinha explicada a forma de aplicação do produto e as suas respectivas dosagens. Esta publicação foi lançada em Fevereiro de 1961 pela Divisão de Produtos para a Agricultura da CUF.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Fotografias dos Douglas C-47A da C.T.A.



Depois de em Dezembro de 2010 ter esboçado parte da história da C.T.A. (Companhia de Transportes Aéreos) hoje é a vez de trazer a publico um dos meus mais recentes achados. Trata-se de duas fotos de um dos Douglas C-47A que operaram nesta companhia. Estas fotos são do ano de 1947, podendo-se observar em ambas a comitiva da empresa C. Santos que fretou uma destas aeronaves para se deslocar ao XIII Salão Automóvel que se realizou na cidade do Porto. Repare-se, até a escadinha para subir ate a aeronave tinha escrito as sigla C.T.A. Aqui fica mais um pequeno contributo para a história desta companhia.  

domingo, 9 de setembro de 2012

E porque é Setembro....

Com a chegada de Setembro, todos os anos assistimos ao final de um ciclo. É o fim das férias, volta-se de novo ao trabalho com novas energias e espera-se ansiosamente que o Agosto chegue de novo o mais depressa possivel. Os jovens reiniciam as actividades escolares. Os serviços voltam à normalidade. Em suma o país regressa (dentro do possivel) à sua habitual marcha. 


E que tal viajar um pouco no tempo? Regressemos a Setembro ao longínquo ano de 1956 e atentemos a esta bela folha de Calendário da Sociedade Geral. Verdadeiramente deliciosa a foto a preto e branco alusiva à arte da pesca, não? Terá sido tirada certamente na zona da Costa da Caparica.

Poderão ainda verificar na parte de baixo do calendário, todas as partidas previstas dos navios da SG, para as diversas linhas que serviam:
  •  Dia 10 "Alfredo da Silva"  - Cabo Verde - Guiné
  •  Dia 15 "Bragança" - Matadi - Angola
  •  Dia 15 "Ambrizete" - S. Tomé - Angola
  •  Dia 25 "Ana Mafalda" - Funchal - Cabo Verde
  •  Dia 28 "Rita Maria" - Angola

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Crachá do 7º Acampamento do G.D da CUF


Debrucei-me  sobre este tema pela primeira vez em Agosto de 2009, tendo nessa altura aqui postado fotos dos crachás dos acampamentos de 1966, 67 e 74. Pois bem, graças ao meu amigo Norberto Santos, que teve o prazer de me oferecer esta peça, aqui vos deixo o crachá relativo ao 7º acampamento do G.D. da CUF. Este evento foi realizado entre os dias 8 e 9 de Maio de 1971. Entre os anos de 1972 e 73 esta actividade não se realizou, o clube só voltaria a organizar um evento semelhante em 1974.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Postal com a vista aerea das fábricas da CUF no Barreiro


Interessante e raro postal editado pela CUF para a exposição Industrial Portuguesa de 1932. Há já algum tempo coloquei aqui um postal semelhante a este, contudo este detém algumas diferenças e até dados novos. 

Analisando o postal à lupa, da esquerda para a direita, é possivel observar em primeiro plano junto ao rio, as primordiais instalações da oficina da Caldeiraria, que para alem de prestarem assistência a todo o complexo, davam ainda apoio directo ao pequeno estaleiro naval ali existente, onde a CUF construiu os primeiros navios e rebocadores da frota da SG. Acima pode-se ver as instalações para fabrico de sulfureto de carbono, enxofre e respectivo armazém. Ainda mais acima, pode-se ver já parte da Zona Têxtil numa fase inicial, na década seguinte iria práticamente duplicar a sua área. A seu lado podemos ver o local onde mais tarde se instalou o Campo de Santa Barbara que ainda se encontrava em estado praticamente natural. 

Ao lado pode-se ver o antigo Bairro operário ladeando o edifício da Sede da então Liga de Instrução e Recreio CUF, que mais tarde deu origem ao Grupo Desportivo da CUF. Note-se que o chamado "Bairro Novo da CUF" (do qual já aqui postei uma reportagem fotográfica) ainda estava em fase de construção, apenas existindo duas vivendas. 

Continuando a caminhar para a direito, deparamo-nos com a zona química, na época autenticas catedrais de madeira tijolo e ferro, onde era produzido o acido sulfúrico, ainda em unidades usando o processo de câmaras. Os telhados em Zig Zag e de grande continuidade, referem-se às instalações dos super-fosfatos, seguindo-se já a caminho para o Largo das Obras, aquilo que me parece ser um parque de cinzas de pirite de grande dimensão. As chaminés altas que se vêm acima do parque de cinzas, pertenciam à Metalurgia do Cobre.


Contudo o dado mais curioso encontra-se no verso do postal: Fábricas em Barreiro, Lisboa, Porto, Óbidos, Alferrarede, Mirandela.... e Sevilha! Como é óbvio, fui investigar um pouco mais sobre este empreendimento. De facto a partir de 1919 ate 1926/27 o industrial cansado de diversos atentados contra a sua vida, vai exilar-se em Espanha, passando algum tempo também em França. Portanto não será estranho a um homem como Alfredo da Silva, irrequieto e um constante criador de obra, tivesse prospectado o mercado espanhol e visto ali uma possibilidade de expansão da CUF alem fronteiras  Segundo Miguel Figueira de Faria, no seu livro biográfico sobre Alfredo da Silva, refere que o industrial fundou em 1923 a Compañia Uniõn Fabril, que detinha um capital social de 6.000.000 pesetas, possuindo escritórios na Rua Juan de Mena, 10 em Madrid. Esta informação é complementada na sua foto-biografia editada pelo Circulo de Leitura, onde na página 114 se afirma "Em 1925 começa-se a estudar uma fábrica de enxofre para Sevilha", mas infelizmente perde-se por aqui o rasto daquilo que terá sido a CUF Espanhola. Portanto e com base nestas informações, tudo indica que essa fábrica de enxofre existiu e se manteve pelo menos a funcionar ate 1932, numa época em que Alfredo da Silva já se encontrava de pedra e cal em Portugal. Fica porém  por responder quanto tempo durou, quando terminou e quais ou motivos. Será certamente motivo para um estudo mais aprofundado quando houver oportunidade para tal.

Anuncio aos motores Nohab Polar, usados em diversos navios da SG


Aqui vos deixo um interessante anuncio achado no Jornal da Marinha Mercante de Novembro de 1951, altura em que se preparava o I Congresso da Marinha Mercante.. Esta foi uma hora de grande renovação e modernização de toda a nossa marinha mercante, à qual a maior empresa nacional de navegação, a Sociedade Geral, não passou ao lado. Nesse ano frota de navios contava com um total de 31 unidades, estando em construção dois navios (como aliás é facilmente observável no anuncio). Motores estes que segundo o meu amigo Luís Miguel Correia me transmitiu deram imensos problemas. Por vezes o barato sai caro!

sábado, 4 de agosto de 2012

Distintivo em pano da Fábrica União

 
Hoje é dia de vos trazer um achado deveras curioso. Como poderão observar trata-se de um distintivo em pano da Fábrica União em excelente estado de conservação. Aliás nunca deve ter sido usado. Este distintivo seria cosido no bolso esquerdo da farda ou do possivel fato macaco de quem trabalhasse naquela unidade fabril, para uma fácil distinção dentro da complexa organização fabril CUF.

sábado, 28 de julho de 2012

Calendário de Secretária da CUF

Aqui vos deixo um interessante calendário de secretária da CUF. O que á primeira vista parece um bloco de notas é afinal um curioso calendário datado do ano de 1962 tendo por dimensões 20 cm x 18 cm. Esta peça esta em óptimo estado de conservação não se encontrando sequer escrita. O seu interior possui fotografias fabulosas das actividades agrícolas um pouco pelo pais.