domingo, 29 de janeiro de 2012

Visita á Colónia de Férias da CUF (Parte III)

Continuemos pois a visita pela Colónia de Férias da CUF.. Saídos do Posto Médico da Colónia, esta era a vista geral que se podia avistar do varandim da escadaria que lhe dava acesso. As tabelas de Basquetebol que outrora ocupavam o pequeno campo acimentado,  os antigos baloiços, são hoje apenas lembranças do passado. A erva vai reclamando aos poucos o seu espaço, mesmo no antigo campo de futebol, frente ao edicto da cantina, onde se faziam uma espécie de mini-jogos olímpicos, e torneios bem ao espírito do convívio da colónia.





Entrámos depois no edifício da antiga secretaria, o local ainda encerra uma parafernalia de telefones, maquinas de escrever, mobiliário e outro material de escritório. Quase se consegue imaginar a azafama de outros tempos, funcionários a tratarem dois mais variados tipos de assuntos da vida da Colónia. No "hall" de entrada era ainda visível alguns quadros de fotografias dos miúdos da colónia, com um colorido que se vai desvanecendo aos poucos, com o passar dos anos e da humidade da maresia, bem como uma mesa com um velho megafone.. Virando à nossa esquerda, encontravam-se os quartos dos funcionários da secretaria, que possuíam uma casa de banho comum. Enquanto à esquerda podiam-se observar um Chaveiro e salas de arrumação onde ainda se encontrava tecidos e roupas dos antigos teatros que nas noites de verão animavam o serões da Colónia.








Dali seguimos para a Zona dos Duches, uma sala enorme, com chuveiros típicos dos anos 50. Onde nem eu quis deixar de ter uma pequena sensação de como seria tomar ali uma banhoca.







Um pouco mais a frente do Edifício da Secretaria, ficava a Vivenda da Direcção da Colónia, na qual, durante o seu funcionamento vivia a saudosa D. Ema.



Em seguida foi a vez de se visitar o antigo refeitório. Este era o maior edifício da Colónia, possuindo uma Cozinha, copa, e duas salas de refeitórios. Nas paredes dos refeitórios encontram-se dois paneis esculpidos em barro com motivos religiosos, assinados por um C. Vizeu, datados de 1956 e 1957. Na cozinha, ainda se podem ver os três panelões para sopa e confecção de comida fabricados por outra empresa que já não existe: a OLIVA. No edifício ficava ainda a Biblioteca, que se encontrava fechada.










Entrada da Biblioteca



E assim se dava por concluída esta visita. À saída houve ainda tempo de tentar fazer tocar o antigo sino do portão da colónia, mas em vão. Em jeito de homenagem tirei ainda esta foto a um dos mais carinhosos personagens da Colónia: o Sr. Veríssimo, antigo enfermeiro da Colónia, que ficou na memoria de inúmeras gerações de miúdos que por ali passaram. Regressamos depois ao restaurante da Toca do Júlio, para um almoço de confraternização que durou ate perto das 18 horas. Foi um dia memorável com grandes emoções para todos aqueles que nele participaram.


O Enfermeiro Veríssimo acompanhado da esposa





Aqui fica uma recordação/testemunho da Colónia: Um calendário de parede da Quimigal, que ficou parado em Setembro de 1989, data do qual o ultimo turno de colonos partiu para suas casas, enquanto a Colónia fechava portas para todo o sempre...

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