segunda-feira, 2 de junho de 2008

O Futuro Incerto da Estatua de Alfredo da Silva


Hoje venho perante vós, falar de um tema que anda a causar polémica. Porque este é um blog sobre a história daquele que foi o mais marcante grupo empresarial português, é impossível contornar a recente polémica da Estátua daquele que fundou o Barreiro moderno. Inaugurada a 30 de Junho de 1965, como homenagem das gentes do Barreiro, ao homem que transformou um pequeno lugar de pescadores, numa vila moderna e industrializada (hoje cidade) cujo o nome era reconhecido no estrangeiro. Passados 43 anos, vem o progresso reclamar o espaço desta estátua. Será justo fazer isso? Não haverá outras possibilidades? Espero apenas que tanto a sua estátua, como o seu arranjo arquitectónico seja preservado de forma a que seja colocado no novo lugar a ser designado. Na minha humilde opinião, e como grande admirador de Alfredo da Silva, a sua Estátua, só deveria de ser transferida para o Largo fronteiro aos portões da actual Quimiparque. Há quem a queira colocar nas novas zonas nobres, há ate quem a queira colocar junto da nova Ponte. Mas quem conheça a personalidade e obra de Alfredo da Silva sabe que ele gostaria de ficar junto das suas Fábricas (mesmo que isso já faça parte do passado) o homem que desejou ser enterrado junto das suas fábricas, foi um caso único de amor a tudo aquilo que se resume a sua vida: A CUF. Assim como espero que aquando da nova localização da estátua não esqueçam de colocar as frases que por detrás da figura de Alfredo da Silva lá estavam e que o vandalismo de anos fez desaparecer:

"... Sinto-me mais seguro no Barreiro, do que em Qualquer outro Lugar"
Alfredo da Silva, Dezembro de 1928

"... O Orgulho de Servirmos Portugal, A Honra de Sermos Úteis À Nação"
D. Manuel de Mello, Março de 1952

"A Maior Obra Social da CUF, Foi é e Continuará a Ser a Criação Constante de Novas Fontes de Trabalho"
Dr. Jorge de Mello, Julho de 1965

Visita ao Complexo do Barreiro 1971

A data de 30 de Junho de 1971, comemora os 100 anos do nascimento daquele que foi um dos maiores industriais portugueses e fundador da CUF, Alfredo da Silva. Para tal foi criada pela CUF uma comissão executiva (liderada pelo Eng. José Domingos Vistulo de Abreu) de forma a homenagear a figura do seu fundador. Uma das maiores homenagens aconteceu a 23 de Junho de 1971 na Lisnave, com a inauguração da Doca Alfredo da Silva, uma das maiores do mundo com capacidade para navios até 1 milhão de toneladas de porte bruto. A 30 de Junho de 1971 e já no fecho dessas comemorações foi efectuada uma visita as instalações fabris da CUF no Barreiro, foram convidadas várias pessoas, personalidades da vida nacional e até internacional. Vejamos esse programa:

  • 10.00 h - Partida de Autocarro
  • 11.00 h - Visita às Fábricas da CUF no Barreiro
  • 12.00 h - Sessão Solene presidida por sua Excelência o Presidente da Republica.
  • 13.00 h - Almoço
No convite vem ainda a seguinte informação: "Pela muita consideração que nos merecem os Exmos. Convidados e para a sua maior comodidade, organizou a Companhia União Fabril um serviço especial de autocarros ligando directamente a Praça do Império às Fábricas do Barreiro

Procura-se assim atenuar as dificuldades de trânsito no percurso e garantir o cumprimento do horário estabelecido.

No interesse de todos , pede a Administração da Companhia União Fabril que Vossas Excelências utilizem exclusivamente estes autocarros, com partida da Praça do Império às 10 horas e regresso com inicio às 15 horas."


Observe-se agora o itinerário da visita, com ponto de partida, como não poderia deixar de ser, junto aos portões das fábricas:

  • Armazém de Adubos Granulados
  • Granulação de Adubos 2
  • Matérias-primas (Granulações de Adubos)
  • Moagem de Fosforite Raymond 1
  • Instalação de Adubos Aldrinizados
  • Armazem de Adubo Super 46%
  • Granulação de Adubos 4
  • Sulfato de Cobre
  • Parque de Matérias-primas de Cobre e Chumbo
  • Fábricas de Sulfato de Sódio e Ácido Clorídrico 3, 4 e 5
  • Fosfato Dicálcico
  • Central Eléctrica a Vapor 1
  • Óleos Comestíveis e Industriais
  • Pontes-Cais 1 e 2
  • Armazém de Fosforite
  • Ponte-Cais 4
  • Armazém de Sementes Oleaginosas
  • Armazenagem de Óleos
  • Engarrafamento de Óleos
  • Armazéns de Óleos
  • Terminal de Amoníaco
  • Pontes Cais 5 a 8
  • Ácido Sulfúrico (Armazenagem e Expedição 4)
  • Fabrico de Embalagens para Óleos
  • Armazém de Matérias-primas dos Pesticidas
  • Enxofre em Placas
  • Central Eléctrica a Vapor 2
  • Armazém de Pesticidas
  • Ácido Sulfúrico (Contacto V)
  • Embalamento de Pesticidas
  • Parques de Pirite 1,2 e 3
  • Enxofre para a Agricultura
  • Ácido Sulfúrico (Contacto VI)
  • Armazenagem de Amoníaco
  • Amoníaco e Ureia
  • Instalações de Amoníaco
  • Armazenagem de Nafta
  • Silo de Ureia
  • Instalações de Ácido Nítrico
  • Adubos Nitro-Amoniacais
  • Torre de Refrigeração 2
  • Instalação de Calcário
  • Instalações de Hexana
  • Instalações de Sulfato de Amónio
  • Oficina de Mecânica
  • Oficina de Caldeiraria
  • Instalações da TINCO


Legenda das Fotos:
  • Capa da Publicação com o mapa e detalhes da Visita
  • Brochura onde vinham os convites
  • Exemplar de um Convite (endereçado a um antigo Ministro do Interior)
  • parte do interior da publicação com os detalhes da visita

terça-feira, 13 de maio de 2008

Documento da Sociedade Geral

Aqui vos apresento um interessante documento que possuo da Sociedade Geral de Comércio Indústria e Transportes datado de 1947. Este documento de informação interna efectiva a mudança da sede desta empresa para Lisboa, pois desde 1919 até este data esta encontrava-se no Barreiro. Nesse mesmo documento podemos verificar ainda que a empresa foi transformada numa Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada. Á época tinha um capital de 2.000.000$00 – Ouro como se pode ler no cabeçalho.

Foram nomeados para seus Administradores D. Manuel de Mello (na época Presidente do Conselho de Administração do Grupo CUF), Aulanio Lobo e Jorge de Mello (á época vogal do Conselho de Administração da CUF). Mais a frente podemos ler que João Pedro de Mello e Silva e Faustino Otero Ferreira, foram nomeados Secretários do Conselho de Administração.


Continuando para a próxima folha poderemos ver as assinaturas com que cada pessoa pertencente aos cargos anteriormente referidos deste empresa assinaria em documentos oficiais.





domingo, 11 de maio de 2008

Postal Publicitário de Visene



Publico aqui outro postal publicitário da CUF, desta vez sobre o ViSENE. Segundo um manual de químicos para agricultura: o VISENE é um insecticida que actua essencialmente por contacto. Como se pode ler na parte de trás do postal a própria CUF publicitava o seu modo de emprego. Este postal data de 1966 e foi impresso pelas própria oficinas gráficas da CUF. Era sem dúvida um eficaz meio de publicidade que na época permitia chegar a todos os cantos do país sem grandes custos em publicidade.

Pegando num Manual de Agricultura poderia ler-se o seguinte sobre o Visene:

Composição: O Visene é um insecticida contendo 50% de carbaril, apresentado sob a forma de pó molhável.

Indicação: Para o combate ao escaravelho da batateira, «bichado» das pêras e maçãs e outras pragas de plantas.

Doses: 150 a 200g por hectolitro de água.

Apresentação: Pacotes de 150 g


quinta-feira, 1 de maio de 2008

O Banco Totta Standard de Angola

Já mais do que uma vez me pediram para falar sobre as actividades do Grupo CUF em África. Pois bem, como resposta a esses pedidos, hoje vou expôr o que sei e o que consegui investigar até agora sobre o Totta Standard de Angola. Espero que seja do vosso agrado.

Em 1966 o Grupo CUF decide alargar a sua actividade bancária ao Ultramar Português. Relembre-se que na Metrópole era Banco Totta-Aliança parte integrante do Grupo. Para concretizar esse projecto associa-se ao Standard Bank (África do Sul) nascendo assim o Banco Totta Standard de Angola.
O Banco iniciou-se com um capital social de 75 mil contos, evoluindo para um total de 180 mil contos em 1972. Neste ano o Banco possuía 38 sucursais, 14 das quais em Luanda e as restantes 24 espalhadas pelo território em cidades como: Benguela, Carmona, Cela, Henrique de Carvalho, Nova Lisboa etc. Em 1972 os depósitos atingiram o montante de 3.120 milhões de escudos. O activo total passou de 469 mil contos em 1966 para 7.096 mil contos no ano de 1972.



Para se ter uma noção do crédito concedido pelo Banco só no ano de 1972, este ascendeu a mais de 4.567 milhões de escudos. Devido ao seu constante crescimento empregava no inicio dos anos 70 mais de 550 empregados e ocupava um lugar de relevo na economia de Angola.
















Aqui fica uma curiosidade interessante um dos últimos cheques do Banco Totta Standard de Angola, já com o seu ultimo símbolo que apareceu por volta de 1974 ou 1975. Repare-se na curiosidade interessante de em Luanda existir também uma 5ª Avenida, não era só Nova Iorque que tinha uma!



Para finalizar deixo-vos dois deliciosos anúncios do Banco Totta Standard, um de 1972, com a lista das agências, e outro da sua fase final já em 1975, com um belo texto, alias como os anteriores. Falavam de um Futuro melhor, futuro esse adiado..... A atenção, e as interessantes e curiosas mensagens dos seus textos reflectindo sempre para o pensamento humano era uma imagem de marca da publicidade no Grupo CUF.

Fonte Usada: O Grupo CUF, 1973

Admissão de Pessoal para o Estaleiro da SETENAVE


Já que se está a falar na SETENAVE, achei que seria curioso colocar este pequeno anuncio publicado no Jornal "República" de 8 de Outubro de 1973. Num período em que as obras do futuro Estaleiro iam já numa fase avançada, era necessário admitir pessoal com qualificações superiores necessárias, para a sua nova Escola de Formação Profissional, um instrumento essencial para qualquer estaleiro que se preze, pois é sempre preciso estar a par dos novos maquinismos, métodos de trabalho, e tecnologias, e só assim um projecto deste género de envergadura teria sucesso, como aconteceu com o caso do outro Estaleiro do Grupo CUF, falo evidentemente da LISNAVE. Não é pois de estranhar que a Sede e Departamento de Pessoal da SETENAVE se situasse em Almada como vem referido no anúncio.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

O Secretário de Estado da Indústria visita a SETENAVE


Como já foi dito noutros posts em 1972 o Grupo CUF começou a planear um novo e grandioso empreendimento na sector da Construção Naval, falamos dos Estaleiros Navais de Setúbal - SETENAVE. Nesta foto podemos ver o Eng. Rogério Martins (Secretário de Estado da Indústria desde 27 de Março de 1969) com o ponteiro na mão apontando para a fotografia. Aliás Rogério Martins não era estranho ao Grupo CUF sendo um antigo colaborador do mesmo, desempenhando um cargo directivo na Sociedade Geral de Comércio Indústria e Transportes, de 1966 a 1969. Saltando um senhor ao lado do Secretário de Estado, com o seu cabelo esbranquiçado e esboçando um sorriso no rosto, deparamo-nos com um alto quadro da Lisnave, Eng. João Farrajota Rocheta, um dos criadores e impulsionadores da Lisnave, sendo seu Director Técnico. Em seguida e virado para o Eng Rogério Martins, vemos Dr. José Manuel de Mello, Presidente do Conselho de Administração da SETENAVE que com certeza estaria a dar explicações sobre o projecto. Ao seu lado um pouco mais alto encontra-se o Eng. Perestrello de Vasconcellos sendo na época o Administrador- Delegado da Lisnave.

Toda a concepção deste grande projecto foi entregue a outra empresa do grupo, a Profabril, que nesta época ganhava cada vez mais fama a nível internacional. A foto que se vê por detrás deste grupo de pessoas é esta que coloco aqui, é um ante-projecto que demonstra a enormidade de tal projecto com base na planta da cidade de Lisboa.


Foto da Revista da Lisnave, 1972

sábado, 12 de abril de 2008

A CUF, o Algarve e o Turismo

Nos idos anos 60 portugueses e estrangeiros descobriam o Algarve, e o novo turismo de sol e mar. Contudo nos primeiros anos, foi parco o investimento no sector hoteleiro, relevando uma grande insuficiência, para um turismo em crescimento. O Grupo CUF atento a estes factores e procurando sempre novas oportunidades de negócio e novos sectores, aceita o desafio e cria em 1963 a SALVOR – Sociedade de Investimento Hoteleiro S.A.R.L. O seu objectivo era a construção de uma unidade hoteleira na Praia dos Três Irmãos situada no Alvor. Esta nova empresa, detinha um capital era 50 mil contos em 1966 passando para 100 mil contos no ano de 1969. Analisando o Relatório e Contas da SALVOR datado de 1966, pode-se observar que o custo estimado do novo Hotel Alvor Praia seria na ordem dos 120 mil contos, mas segundo uma publicação de 1969, o custo total do investimento teria mesmo chegado aos 200 mil contos. Este Hotel é oficialmente inaugurado em Janeiro de 1968


Este Hotel dispunha de 215 quartos e suites com ar condicionado, rádio, telefone e isolamento acústico, 2 restaurantes para 400 pessoas, bar, lojas, uma “boîte”, sauna, piscina com agua do mar aquecida, um mini campo de golfe amplos salões para conferências e congressos. O final do Relatório fecha com a seguinte afirmação “O Hotel Alvor Praia está preparado para garantir o mais alto grau de conforto e servir de modo adequado os interesses de uma corrente turística em expansão”. Ainda no ano de 1966 a SALVOR compra duas parcelas de terreno confinantes com o hotel num total de 9 hectares. Nesse ano tinha ainda sido feito o pedido de admissão dos títulos da SALVOR na Bolsa de Valores. Segundo a Revista Vida Mundial de Novembro de 1971 "A capacidade de planeamento e de gestão da SALVOR tornou possível que este hotel registasse índices de ocupação em constante e progressivo aumento de tal maneira que o da estação alta deste ano foi de 87,6%", mais a frente pode ler-se ainda "o Alvor-Praia adquiriu um prestígio que transpôs fronteiras e despertou as atenções das grandes empresas turísticas, tendo duas delas manifestado já interesse em inclui-lo nas cadeias de hotéis que exploram"

Conselho de Administração da SALVOR em 1966

- Francisco José Anjos Ribeiro Ferreira

- José Osório da Rocha e Mello

-Sérgio Casqueiro Geraldes Barba

- José Manuel da Silva José de Mello

- Hotal*



* HOTAL - Sociedade de Indústria Hoteleira do Sul de Portugal, também ela fundada em 1962 pelo Grupo CUF


Fontes:

  • SALVOR - Relatório e Contas de 1966
  • The CUF Group (CUF - Publicity Dept. 1969)
  • Revista Vida Mundial, nº 1692, 12-11-71

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Postal Publicitário dos Milhos Hibridos CUF


Estávamos nos anos 60, e os Milhos Híbridos eram o ultimo grito da tecnologia na Agricultura. Mais uma vez a CUF não ficou de braços cruzados, e apresenta um produto seu. Pioneira no pais numa publicidade apelativa, usava nos anos 60, o Postal como forma de publicitar os seus produtos, com frases simples mas com tocantes como a que esta no Postal. E claro para além de publicitarem o seu Milho Híbrido, voltando o postal, encontramos um texto onde é publicitado, os seus Adubos de Foskamónio, bem como o seu Sulfonitrato ou a Ureia produzida pela UFA, para melhores crescimentos e resultados.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Tabaqueira - Cigarros Bons!



Mais uma curiosidade que encontrei numa feira de coleccionismo. Trata-se de um maço de cigarros da Tabaqueira, cuja a marca tem um nome sugestivo! Cigarros Bons! Com um interessante design que me parece ser dos anos 40 ou 50. Podemos observar que este maço continha 20 cigarros. Atente-se que o preço desta marca de tabaco sofreu um aumento, pois por debaixo dos 2$OO a preto, está escrito 1$70. Outra coisa que podemos observar é o Slogan dos primeiros tempos da Tabaqueira "Para Bem Servir". Registe-se que A Tabaqueira foi fundada em 1927 por Alfredo da Silva, acabando desta feita com o Monopólio dos Tabacos em Portugal. Contudo quem esteve sempre á frente deste empreendimento foi o seu sogro D. Manuel de Mello que a soube dinamizar e fazer crescer até se tornar a maior companhia de tabacos do país, passando o Grupo CUF a dominar também este sector.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Curiosidade: Chapa dos Seguros de Fogo da Império


Neste post vos apresento, uma interessante chapa dos Seguros Império. Como podem verificar encontra-se num óptimo estado de conservação. Este tipo de chapas, como muitos se lembrarão, eram colocadas nas paredes dos imóveis, assinalando assim que aquela casa tinha Seguro de Fogo, como era na época chamado. Esta era uma prática corrente de todas as seguradoras, aliás se hoje percorrermos de norte a sul do pais, núcleos habitacionais mais antigos ainda poderemos observar algumas destas chapas, umas pintadas, outras cheias de ferrugem, elas lá vão permanecendo. A maioria eram feitas em Folha de Flandres, material que com o tempo tem tendência para enferrujar. As dimensões aproximadas desta chapa são de 25 cm de comprimento por 19 cm de altura. Se observarmos em baixo em letras muito pequenas está escrito: Lat. Internacional (Alcântara) Lisboa

quarta-feira, 5 de março de 2008

Sociedade Geral - Navio Manuel Alfredo


Este navio misto de carga e passageiros (alojamentos para 12 em primeira classe e 80 em classe turistica, no total de 92 passageiros) foi construído nos Estaleiros da Rocha Conde de Óbidos em 1954. E mais uma vez na tradição que era costume na S.G. o navio recebeu o nome do terceiro filho do Dr. Jorge de Mello, nascido em 1948. Este navio esteve no activo entre 1954 e 1973 ano em que foi abatido, fazendo já parte da frota da Companhia Nacional de Navegação. Nos últimos anos fazia as carreiras de África (Angola, Cabo Verde e Guiné)

Sinal de código: C S B F

Calado à proa: 5,60 m

Calado à popa: 5,92 m

Arqueação bruta: 3.467,54 Toneladas

Arqueação Líquida: 2.267,74 Toneladas

Porte bruto: 3.297 Toneladas

Velocidade máxima: 14,0 nós

Velocidade normal: 12,0 nós

Tripulantes: 62

segunda-feira, 3 de março de 2008

Medalha do Grupo Desportivo da CUF

Esta Medalha que aqui vos mostro foi feita pelo Grupo Desportivo da CUF em 1969 para homenagear Baptista Rosa, realizador e produtor de cinema, que inclusive chegou a trabalhar com Augusto Cabrita. Infelizmente existem poucas informações sobre esta pessoa. Dirigiu juntamente com Frederico Kessler, a revista IMAGEM, que foi lançada entre os anos de 1954 a 59. Faleceu em Lisboa a 6 de outubro de 1982.




Curiosidade - Cinzeiro da CNN

Neste Sábado passado, andava eu a passear pela Feira da Ladra quando me deparei com este interessante cinzeiro da Companhia Nacional de Navegação. Infelizmente não sei dizer de que época ele será. Se algum souber por favor contacte comigo já agora gostava de saber. É um cinzeiro muito simples como se pode observar de estanho com a letras CNN gravadas, e na sua parte de trás na base encontra-se o símbolo da Companhia gravado. Aqui fica a imagem.