quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Recordando a Colónia de Férias da CUF


-->A 10 de Agosto de 1950 era solenemente inaugurada a Colónia de Férias da CUF, contanto com a presença de D. Manuel de Mello, o seu filho Jorge e do cardeal Gonçalves Cerejeira. Daí para a frente D. Manuel e os seus filhos nunca faltariam á sua festa anual, considerada como “uma maravilha” pelos quadros superiores da empresa. Reconhecida por oferecer aos seus funcionários politicas socais que no nosso país em muito suplantavam as das outras empresas (mesmo nos dias de hoje), a CUF apostava também nos filhos dos funcionários oferecendo-lhes uma Colónia de Férias muito especial, e que chegou a ser considerada uma das melhores do seu género na Europa. Durante três meses de Julho a Setembro a colónia abria as portas a mais de 300 crianças filhos de trabalhadores da empresa e suas associadas. Iam desde filhos de engenheiros até aos filhos dos porteiros. Durante 15 dias as crianças tinham umas férias emocionantes, levantando-se cedo, eram depois conduzidas ao refeitório para o pequeno almoço, de seguida eram contados pelos seus monitores, e partiam á aventura por entre pinhais, o cheiro a alfazema e do mar. Situada na zona de Sintra, mais concretamente, na Estrada do Rodizio, no Sitio do Pego em Almoçageme, possuia esta colónia ligação directa com a Praia Grande através de uma escadaria de 137 degraus. Durante 15 dias as crianças passavam os dias repletos de actividades, tais como: pintura, trabalhos manuais no Alpendre, cinema, aulas de couro, ou até disputar campeonatos de futebol. A cada grupo de 16 crianças (dos 4 aos 14 anos) estava destinado um grupo de 4 monitores. As crianças eram distinguidas por cores, vermelho era para Estarreja, verde e castanho para o Barreiro, amarelo para Alferrarede e azul para Lisboa, era possibilitadas a estas crianças que vinham de diferentes zonas do país, a oportunidade de viverem novas experiências, recorde-se que algumas destas nunca tinham visto o mar.



--> -->
Uma figura muito conhecida da pequenada era o enfermeiro Mendonça a quem as crianças tratavam carinhosamente de “Senhor Doutor” cabia-lhe a ele inspeccionar as crianças á chegada, e tratar das mais variadas maleitas. Na Colónia era incutido ás crianças o respeito pelos horários e pela organização. Muitas chegavam a chorar com saudades de casa e partiam a chorar com saudades dos bons momentos vividos. No último dia era realizada uma festa com várias actividades teatro e dança eram algumas delas. Há 17 anos resolveram-na fechar para não mais abrir, quem passar hoje pelo sítio verá uma paisagem bem diferente da do passado. Quis o destino que enquanto miudinho pequeno passasse um dia de verão nessa mesma Colónia que na época era já chamada de Quimigal, mal eu sabia que quando crescesse me iria afeiçoar tanto a este tema.





Mais Algumas fotos da Colónia de Férias da CUF





Informações da Colónia de Férias, Revista Interna da CUF 1965



47 comentários:

Leonor M Silva disse...

Bons tempos... Cheguei a frequentar a colonia de ferias da CUF uns bons aninhos, com os meus irmaos... O mais novo ja nao chegou a tempo de apanhar as portas abertas... foi pena terem fechado aquilo.

tony disse...

antonio correia gaspar dos santos
desde o dia que nasci estive ligado a cuf comecei com 3 meses de idade na creche,depois passei para o centro educativo em segida para a instrucao primaria seguindo para o alfredo da silva escola industrial e comercial do barreiro,durante muitos anos fui para a colonia de ferias e ainda me recordo do senhor mendonca e do senhor simoes que era o condutor do autocarro nos nossos passeios a serra de sintra ao castelo dos mouros ao palacio da pena e aos capuchos ao museu dos coches e outros passeios que dava-mos,
recordo-me dos pavilhoes onde faziamos trabalhos manuais e da caminhada e escadaria ate chegar a praia grande,das cantigas que cantavamos acerca da colonia que havia na praia das macas que salvo o erro era da sheel.
tenho 59 anos mas na minha memoria tenho muita coisa guardada da minha infancia como o oleo de figado de bacalhau e do sonazol que nos davam na escola,e do grande grupo de amigos que todos eramos tanto meninos como meninas.
saudades que continuam na minha e em muitas memorias.

tony disse...

tony
tenho 58 anos quando nasci fui para a creche depois passei para o centro de educacao de seguida para a primaria durante o ano as conversas que mais havia era quando iamos para a colonia.
era o dia mais feliz do ano quando iamos levantar a roupa e uns eram dos verdes e outros dos castanhos,e a partido do barreiro no barco depois no comboio ate sintra e depois de autocarro para a colonia uma alegria.
recordo-me dos alpendres com os trabalhos manuais da caminhada e da escadaria ate chegar a praia grande dos passeios ao castelo dos mouros ao palacio de sintra ao palacio da pena aos capuchos e outros mais.
recordo-me do senhor mendonca do senhor simoes condutor do autocarro
dos cantigos que tinhamos em relacao a outra colonia que havia na praia das macas salvo erro era da sheel,recordo-me do domingo dia das visitas quando vinham os nossos pais e nos todos feitos herois mostrando todos os trabalhos manuais que tinhamos feito e comer o bolo que a mae trazia e o issar da bandeira as lagrimas estao-me a correr pelo rosto de tanta recordacao muitos amigos muitas saudades.
igual nao havera mais era uma coisa unica

tony disse...

desde a idade dos 3 meses ate aos 10 anos a cuf fui a minha vida,primeiro a creche depois o centro educativo terminando na primaria.
era por tudos falado a chegada das ferias para ir para a colonia e felizes que ficava-mos quando chegava o dia de ir levantar a roupa dos verdes ou castanhos mas o espoente da alegria era o dia da partida no barco para lisboa e de comboio para sintra.
li com atencao o comentario "'recordando a colonia de ferias da cuf''o senhor emfermeiro mendonca,o senhor simoes condutor do autocarro que nos levavam aos passeios ao castelo dos mouros ao palacio da pena aos capuchos ao museu dos coches e outros mais dias de grande alegria.
o ritual diario que era a caminhada e o descer e subir a escadaria para ir para a praia grande os trabalhos manuais no alpendre os jogos de bola em que os miudos do barreiro eram sempre os melhores o brincar nos baloicos e a chegado do domingo que vinham os pais visitar a miudagem uma alegria.
tenho 58 anos resido na holanda desde 1970 tenho dois filhos que quando eram pequenos tambem os levei a ver para onde o pai ia de ferias e eles ficaram admirados com tanta beleza.

Ricardo Ferreira disse...

Obrigado a todos pelos vossos belíssimos e deliciosos comentários, este blogue, serve também como um espaço de conversa, sobre o tema. Todos são bem vindos.

os melhores cumprimentos

Ricardo Ferreira

Anônimo disse...

(Desculpem, mas nao tenho possibilidades de usar acentos nem cedilhas neste comentario pois vivo na America do Norte.)

Hoje deu-me na cabeca "procurar" em "Google Earth" a Colonia da CUF, em Almocageme. Eu falo tantas vezes deste lugar, talvez onde passasse os dias mais felizes da minha infancia. Fiquei triste por saber que este magnifico lugar nao esta mais activo, mas fiquei tao emocionada quando vi os telhados dos dormitorios, alpendres, refeitorios, sala de teatro (onde mesmo rouca, eu tinha de "actuar"), balnearios (onde quando tomava banho nao me sentia muito a vontade quando as monitoras passavam e olhavam),etc., etc., incluindo o que creio que era a torre do "deposito da agua) no meio das arvores onde em tempos estavam os baloicos, etc. Nao esta mais activa, mas nao parece abandonada, pois da a impressao que os jardins a volta dos dormitorios estao bem "cuidados". Vi tambem varias fotografias da praia grande e uma muito especial que mostra uma parte das 137 escadas de madeira que todos os dias tinha que descer para chegar a praia. Chorei de alegria e de emocao. Que saudades!!! Aqueles "cheiros" de ar puro, dos pinheiros... Aquelas plantas rasteiras com uma flor cor-de-rosa vivo(familia de cacto)que com a seiva de uma folhinha "pintava" as unhas, pois ficavam humidas e a brilhar por uns minutos. Os dormitorios sempre com um tal cheirinho e o chao a brilhar, era uma limpeza... Lembro-me da D. Ema, da D. Felicia. A minha roupa foi sempre azul. So hoje soube porque: Eu morava na "linha do Estoril". Que engracado, eu desconhecia que cada zona tinha a sua cor. Quando o meu pai chegava a casa e trazia a minha "farda", eu ficava tao feliz porque me davam sempre a mesma cor, queria rever quem tinha estado comigo no ano anterior. O meu pai "gozava" comigo. Sabia que eu queria ser azul e quando lhe perguntava que cor era a farda, ele pregava-me sempre uma mentirinha, o que me fazia ainda mais feliz quando eu abria o embrulho. Que saudades, que saudades, que saudades...
Tenho 53 anos e vivo no Canada. O meu pai trabalhou na CUF em Alcantara. Quando falo daquela colonia com pessoas amigas digo sempre que frequentei um lugar de "10 estrelas". Nunca mais la voltei e ao que parece nunca mais poderei visitar. Que pena!!! Ficam as boas recordacoes.
Vivo no Canada desde 1971 para onde emigrei com meus pais e 3 irmaos (so a mais nova nao frequentou a colonia). Conheci muitos lugares historicos e interessantes na zona de Lisboa e arredores devido a Colonia da CUF.
Hoje encontrei este "blog" e adorei ver algumas imagens da "minha" colonia. Emocionei-me, recordei e chorei lagrimas de saudade. Tudo do melhor para voces. Pena nao ter fotografias para compartilhar.

Maria da Conceicao Lopes

Ricardo Ferreira disse...

Cara Maria da Conceição Lopes

Antes de mais um muitissimo obrigado a este fabuloso texto que escreveu, e que nele demostra todo o seu amor e carinho à "sua colonia" como diz e muito bem, e a tempos que infelizmente não voltam mais. Vivia no Estoril? Que coincidencia! eu sou do Estoril, e muitas pessoas acham curioso como é que alguem do Estoril, e não tendo familiares ligados á CUF, tem no seu coraçao uma paixao imensa pelo tema. Mas é essa a verdade. Fascinou-me, até hoje, surpreende-me, e a CUF continuará sempre a surpreender-me no futuro, pois há ainda tanto para falar e descobrir. O seu texto emocinou-me muito e mais uma vez muito lhe agradeço por ter partilhado comigo e com todos os visitantes deste site, este testemunho maravilhoso. Realmente é pena nao ter fotos da Colonia infelizmente tenho muita dificuldade em adquirir. Desejo-lhe a si e á sua familia as maiores felicidades. E já sabe é aqui sempre bem vinda

os melhores cumprimentos

Ricardo Ferreira

Mary disse...

Ola Ricardo Ferreira,

Obridaga pelos seus comentarios e por criar este blog. Era giro que mais pessoas que frequentaram a colonia o descobrissem, pois seria bastante interessante ler mais testemunhos. Nao me admira o Ricardo se interessar por este tema, qualquer coisa lhe fez despertar a curiosidade, talvez o facto de nao haver muitas companhias que proporcionassem esta oportunidade a filhos(as) de funcionarios(as), especialmente na epoca em que foi. O que me admira um pouco, depois de ver o seu "profile", e que um "jovem" se interesse por este tema. Mas nao vamos mais longe, eu tambem gosto imenso de investigar certos temas e assuntos que muitas pessoas acham estranho. Adorei "falar" consigo, e garanto que hei-de visitar o seu site frequentemente.
Tudo do melhor para si.
Maria da Conceicao Lopes

Anônimo disse...

Como filho de antigo funcionário da Cuf,é com bastante saudade que recordo os belos tempos da minha infancia passados na colónia de férias da Cuf.Ao passar por ali recentemente com o meu filho de 10 anos,reparei que o portão estava entreaberto,e ousei entrar naquele espaço que foi de todos nós e que se perdeu.andei por ali até encontrar a pessoa que na altura estava a tomar conta do espaço e que me deixou revisitar bons momentos da minha infançia.Está muita coisa degradada,especialmente os balneários e refeitórios.Soube que os refeitórios,capela com a sala onde viamos cinema,bem como os pavilhões de trabalhos manuais,irão ser deitados abaixo para hotel de luxo.É realmente uma pena que a C.M.Sintra,deixe um património como aquele cair nas mãos de privados que irão destruir aquilo que foi de todos nós e onde passámos momentos muito felizes.Acho que a C.M.Sintra deveria reabilitar aqule espaço para que por exemplo, crianças do concelho de Sintra pudessem ter a mesma experiençia que todos nós tivemos.

João

Margarida disse...

Boas

Como estive a rever a colónia no meu álbum de fotografias já velhinhas, e como tudo hoje em dia está na net , resolvi procurar a colónia da CUF (que no meu tempo era da Quimigal) Fui monitora durante 4 anos ( 83/84/85/86) até me formar pela escola de educadoras de Infância Maria Ulrich. Fui sempre monitora dos azuis na 1ª quinzena de Julho. Realmente era um espaço mágico, não havia televisão, contactos com o exterior, e respirava-se um clima de grupo e de amizade (com uns mais que outros, claro). Tenho uma serie de fotos dessa altura pois já se ouvia falar que a colónia tinha os dias contados. Realmente manter uma estrutura que implicava formação de monitores (que devia sair caro à empresa) e que obrigava os/as jovens fazerem horas de formação ao longo de meses, para depois poderem trabalhar na colónia; uma estrutura que em termos de pessoal empregava algumas dezenas de funcionários a tempo inteiro (que também devia sair caro); manter roupa, calçado, uma enfermaria, material de desgaste para trabalhos a nível das expressões, um guarda-roupa antigo, mas que permitia fazer as mais variadas dramatizações e festas cheias de encanto, filmes mudos que a D. Ema tinha o encanto de contar; o facultar do transporte gratuito das crianças de casa para a colónia e vice-versa, no início e fim de turno (alguns vinham de bem longe como de Estarreja e Porto). Isto tudo sem os pais (funcionários) pagarem um tostão, era sem dúvida uma iniciativa que mais tarde ou mais cedo iria acabar em prol da economia, e dos novos tempos.
Era um tempo muito bom, quer para as crianças quer para as/os monitoras/es, mas era também um tempo de rigorosa disciplina. Lembro um episódio em que uma colega monitora pediu para eu tomar conta dos seus 16, pois tinha que ir à casa de banho. Fiquei de bom grado com os 16 dela + 16 meus, pois estavam a lanchar e estavam controlados. Sei que a D. Ema apareceu apercebeu-se da situação e nós levámos um raspanete tão grande que nenhuma mais esqueceu (hoje em dia chegamos a ter educadoras sozinhas com 30 meninos e ninguém se importa). Saudades, muitas Saudades.

Margarida Almeida

Anônimo disse...

EHEH.... È como a musica dos xutos & pontapés: "As saudades que eu já tinha..." de recordar os bons momentos passados em almoçageme.
Muito se deve acrescentar ao que já foi dito, pois aquele lugar era único, mágico, algo que infelizmente fechou!
Mas não fechou no meu coração, pois enquanto for vivo falarei sempre da colonia de ferias da quimigal! (quando fui já era quimigal).
Fui sempre dos encarnados pois vinha do norte, concretamente do Porto.
A todos os saudosistas deste local um bem-haja!
Manuel Dias.

Anônimo disse...

Boa tarde

Nunca frequentei a colónia de férias da CUF ou da Quimigal, mas lembro-me de lá ter passado um fim de semana em actividades possivelmente já depois de ter encerrado, senão me engano numa actividade de escuteiros. No entanto o local marcou-me muito.
Actualmente sou Animador Cultural, graças a experiências passadas em locais como a Quinta do Mar onde se realizava realmente verdadeiros campos de férias. Já colaborei com algumas empresas de campos de férias desde que trabalho mas aquele espaço sempre me ficou na memória. Quando passo na zona tenho sempre que passar junto à Quinta para ver em que estado se encontra ou ver se vejo algum sinal de alguém estar a pensar reabilitar aquele espaço. A quem será que a quinta pretence??? Será ainda património da antiga CUF/Quimigal? Não seria bom voltar a ver aquela quinta cheia de crianças e jovens?
Obrigado pela partilha de recordações.
Pedro Dominguez

Ricardo Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricardo Ferreira disse...

Caro Senhor Pedro Dominguez, muito obrigado pelas suas palavras. E peço desculpa de só agora responder as perguntas que colocou no seu comentário. A actual "Quinta do Mar" espaço da antiga Colónia de Férias da CUF e mais tarde da QUIMIGAL é hoje pertença de uma empresa Árabe que ali pretende edificar um hotel de luxo. Ainda não obtive muitas informações sobre o projecto e se o mesmo, irá respeitar parte do seu passado. Tenho pena que aquela que foi uma das melhores colónias de ferias do pais e da Europa, tenha este fim. Acabaram-se com as politicas sociais, por acharem que o paternalismo é mau, e facto que nunca irei compreender, e a colónia de férias deixou de ser necessária Poderia aproveitar-se parte do terreno para eventualmente ali fosse criado um núcleo museológico que retratasse o local nos tempos em que fez felizes milhares de jovens.

os melhores cumprimentos

Ricardo Ferreira

Feiticeira disse...

Ola Boa noite... apos 26 anos... reencontro aqui memorias, cheiros, sensaçoes... fui monitora nesta colonia ha precisamente 26 anos atras... tinha entao 17 anos...Estive pela ultima vez... com as vermelhas, ou encarnadas.

Saudades, deste belissimos espaço.

Cris

Inês Leal da Silva disse...

Olá Ricardo.
A Colonia de férias foi um local que ainda hoje a maior parte de nós recorda com imensa saudade (pelo menos falo por mim e pelos meus irmãos que a frenquentámos durante anos).
Há bem pouco tempo, e a titulo de curiosidade, tive oportunidade de passar de carro pela agora chamada Quinta do Mar e fiquei bastante triste com o cenário que vim encontrar. Uma espécie de "abandono", fruto da passagem dos anos e da não manutenção do espaço (pelo menos no que toca a toda a estrutura dos edificios, que aparentavam soluções "medievalistas" - nomeadamente madeiras marteladas por cima de portas para probir o acesso a quem for mais curioso e quiser saltar o muro e tentar entrar naquele terreno).
Enfim...
Mas adiante: no texto é referido que as cores acabavam por simbolizar o local de onde as crianças eram provenientes. Recordo-me (e como sempre habitei no Barreiro) que fui de cores aqui atribuidas a outras localidades, o que significa que primeiramente ter-se-à utilizado de facto esta regra, mas que depois se terá deixado a mesma para trás.

Uma contribuição para a historia da Colónia: Como os anos passam...todo o corpo organizacional de trabalho também terá mudado. No texto faz-se referência a um enfermeiro Mendonça.
No meu tempo também existia um suposto "Sr. Dr.", que ainda hoje é vivo e que foi também cara nas comemorações do Centenário da Cuf no Barreiro.
O seu nome é Verissimo, mas ficou conhecido entre nós como "Dr. Verissimo".

No comentário da Srª Maria Conceição Lopes há uma referência ao facto de ser o pai da mesma a levar a roupa para casa dias antes da ida anual para a Colónia.

Ora, a primeira vez que fui para a Colónia tinha 5 ou 6 anos (portanto, anos 84/85), ninguem nos entregava roupa nenhuma antes de para lá irmos.
Quando chegávamos ao local aquilo funcionava um bocado - e passo a expressão - como linha e montagem.
Eramos separados em grupos, e depois iamos - primeiro buscar sandálias. Eram sandálias de variadissimas cores que se encontravam em monte (eramos então obrigados a deixar os nossos sapatos que ficavam religiosamente identificados guardados e guardados em caixas, depois lá iamos todos contentes buscar as roupas que nos iam acompanhar durante aqueles 15 dias. A bela farda e o fatinho de banho (tal como os sapatos, também havia cuidado com a nossa roupa civil que era colocada num saco, selada e devolvida no ultimo dia).

Os menus no nosso tempo eram(à excepção de almoço e jantar, que variavam):

Pequeno almoço: leite quente com chocolate (servidos em copos de plastico e com a nata a boiar no leite) e um pão com manteiga.

Lanche na praia: pão com marmelada e sumo de laranja que vinha acondicionado em cantis verdes de metal e plastico grosso.

Lanche da tarde: reuniamo-nos todos em bancos redondos no local do recreio e era-nos entregue uma sandes de fiambre, que vinham em tabuleiros e o sumo de laranja, em alguidares. Ninguem se levantava para ir buscar, as monitoras que nos entregavam um a um o delicioso lanche.

E é melhor acabar por aqui...muito se podia falar da sessão de cinema, dos alpendres, dos dormitorios, zona de banhos...
Mas isso dava quase para um livro.

Vou no entanto colocar aqui a pagina do facebook que foi criada pela minha irmã sobre este tema: http://www.facebook.com/home.php?filter=app_2309869772#/group.php?gid=36711504026&ref=ts

Cumprimentos a si Ricardo por recordar e voltar a recordar todo este mundo industrial e tudo o que a ele estava ligado.

Inês Leal da Silva

Julio disse...

Olá a todos!

Chamo-me Júlio e frequentei a colonia de ferias da CUF/Quimigal. Os meus pais trabalhavam na Tabaqueira e tive o previlégio, isso mesmo previlégio de tal como o meu pai e os meus tios, frequentar esses espaço, digo esse espaço porque existem pouco adjectivo positivos para a classificar.

O meu pai tem 59 anos, ele irá ler este texto e poderá confirmar tudo o que aqui escrevo, eu tenho 34, e existiram duas pessoas que nos marcaram ambos a dona Ema, e o Enfermeiro Verissimo.

Se todos se lembram, no primeiro ano todos nós choravamos no dia da visita dos nossos pais, lembram-se?

Eu chorei um dia, quando uma senhora, não me deixou ir porque tinha caido de bicicleta e aberto o queixo... nem imaginem a fita que fiz, por não me deixarem ir à colónia naquele ano.

E até hoje me lembro das minhas monitoras... se alguem conhecer uma senhora chamada Maria Vitoria, façam-lhe chegar este comentário, gostaria de saber que ela está bem e de lhe apresentar a minha filhota.

Desculpe usar este espaço de uma forma tão pessoal, mas adorei encontrar este espaço.

Cumprimentos para todos e em especial ao Ricardo pela dedicação a este espaço.

Que saudades!!

A Bolotinha disse...

Ola a todos sou do Alentejo e frequentei a colonia nos anos 70 durante 5 anos, fui de variadissimas cores, 2 anos de verde(lagartichas), 1 ano azul( azulejos), 1 ano vermelho(diabos)e 1 ano amarelo( esfomeadas) eram estas as alcunhas, alguem se lembra???Encontrei este blog por acaso depois de descobrir um grupo no facebook, estou a escrever estas palavras ja depois de ler todos os comentarios e acreditem, que saudades...lembram-se de quase todas as crianças quererem ficar doentes pelo menos uma vez para se ir ao consultorio do sr Verissimo tomar um xarope milagroso de cor de morango???Meu Deus isto ja foi ha tanto ano e parece que foi ontem , gostava muito de voltar atras e voltar a viver tal momentos, que felicidade se vivia quando chegava o dia de partir para a colonia, eu saia de Elvas de madrugada para chegar a Santa Apolonia ja quase á tardinha e termos o velho autocarro á nossa espera e uma senhora nos entregar sacos de plasticos para nos momentos de afliçao durante o trajecto ate Almoçageme podermos vomitar pois as curvas eram muitas e havia meninos e meninas que andar de carro era complicado e uma raridade!!! bjs a todos que passaram por esse belo recanto e nao quero la voltar e ver que a minha linda colonia ja nao existe, mas voltei este ano á praia grande e chorei de emoção...

Julio disse...

Eu lembro-me exactamente desse remedio! Alias uma vez disse que estava doente, para experimentar esse remédio, mas quando lá cheguei não sabia do que me queixar, ainda levei um ralhete :)

Bem eu acho q deviamos criar uma comissão de antigos frequentadores da Colonia, quem sabe angariavamos dinheiro suficiente para comprar aquilo aos arabes, e mantermos exactamente como esta.

Ricardo Ferreira disse...

Apoiado! Até eu contribuiria com grande prazer e grande honra. Parte daquele terreno devia ser constituído um núcleo museológico.

A Bolotinha disse...

eu alinho!!!! fazer-se um mega jantar com antigos frekuentadores, sei la com animaçao, um programa especifico, nem k fosse com os antigos filmes k vimos sem conta nakeles seroes!!! lololol

Julio disse...

Quem conheçe alguem na camara de Sintra? Alguem que consiga averiguar a situação do espaço?... Ou terei de apelar ao espirito benfiquista do Sr. Presidente Fernando Seara, para não autorizar esse peseudo hotel de 5 estrelas?

Vou lançar a ideia da associação no facebook!!

Cumprimentos a todos.

Maria José-ZEZA disse...

"É nabo, é nabo, é nabo, é nabiça, a sopa da colónia é feijão com hortaliça. Feijão com hortaliça, batatas com bacalhau, a nossa monitora já nos deu com um pau. Já nos deu com um pau, já nos deu com a moca, a nossa monitora já nos deu uma beijoca. Já nos deu uma beijoca, já nos deu um beijinho, a nossa monitora é um grande borrachinho, é um grande borrachinho, é um grande borrachão, a nossa monitora já caiu com o cu no chão. Já caiu com o cu no chão, já caiu da cama abaixo, a nossa monitora já ...................
ALGUEM SABE O RESTO. Havia outra que cantavam nos "jogos sem fronteiras" a "dizer mal" das outras cores, já me foge a memória, oiço-a na minha cabeça e não consigo deitar cá para fora...lol

Durante 10 anos que tive direito a ir para este lugar mágico, não falhei um, ainda hoje o cheiro de leite fervido, o cheiro dos hamburguers, da famosa sopa de feijão do sabonete feno do banho etc etc, tantos cheiros ainda hoje despertam a minha mente e solto a exclamação "cheira à colónia". Tenho 39 anos e fui sempre castanha (menos 1 ano fui verde, o que foi estranho)sou do Barreiro e alinho a criar um grupo, também já lá fui e só não me deixaram entrar porque andavam lá os Arabes, fiquei de voltar.
Tenho algumas fotos que poderei partilhar, com tempo para digitalizar.

viria aqui visitar com frequencia para ver este blog. Ideia genial, PARABÉNS
Ass: Maria José Santos

Maria José-ZEZA disse...

http://www.facebook.com/album.php?aid=3122&id=100000057466487&saved#/photo_search.php?oid=36711504026&view=all

Anônimo disse...

Alice Bahia

Há coisas que nunca irei esquecer; uma delas é a Colónia de Férias da minha amada CUF. Estou a caminho dos 59 anos, passei pela Escola da CUF, pela Escola Alfredo da Silva, tive a suprema honra de trabalhar na CUF. FUI FELIZ. Copiem o exemplo da FAMÍLIA MELLO e criem organizações com o cariz social daquele tempo. Nunca esquecerei o dia em que levaram (um tal COPCON) o meu querido patrão da nossa Sede na Av. Infante Santo. Chorei de vergonha pela infâmia e a injustiça. Bem haja querido DR jorge de Mello pelos muitos momentos de alegria e felicidade que me proporcionou a mim e aos meus irmãos mais novos. Aquelas festas de Natal na Escola (Externato CUF), as prendinhas que recebíamos. Copiem esse exemplo revolucionários da treta...

Ricardo Ferreira disse...

Cara Alice Bahia

Muito obrigado pelo seu comentário. É para pessoas como a senhora que este blogue foi feito, de forma a prestar a minha homenagem à CUF e a todos aqueles que trabalharam nesta empresa modelo. O seu comentário comoveu-me profundamente, tocou forte no coração deste jovem que quando nasceu já a CUF não existia. Depois de a descobrir acidentalmente tornou-se uma paixão até hoje que vivo intensamente. Gostava de acreditar que com este blogue forneço informação útil, curiosidades da vida das empresas do grupo, e fazer recordar esse espírito único que era o "Espírito CUF" gostava também que os mais novos pudessem aprender
mais sobre esta empresa modelo, e sobre a sua constante inovação e preocupação social, não só ao nível dos seus empregados, mas com os portugueses em geral. E sobre o Dr. Jorge de Mello, também aqui será falado esse triste e vergonhoso episódio ocorrido a 12 de Março de 1975, para que não caia no esquecimento.

Sempre ao seu dispôr

Ricardo Ferreira

Sandra Messias disse...

Sou filha de uma senhora que trabalhou na secretaria da colónia de férias da CUF e que era filha de um funcionário da mesma empresa. A minha mãe e os meus tios frequentaram a colónia durante alguns anos e ainda hoje ela se lembra das cores que cada zona tinha, doa almoços, do enfermeiro Verissímo, da D. Ema, da D. Felícia, do senhor Lourenço, do senhor Caetano e de muitos outros que marcaram a sua juventude. Gostaria de saber como aceder às fotografias da colónia. A minha mãe e os meus tios são do Barreiro, logo eram da cor castanha.

Ricardo Cruz disse...

Obrigado por este texto.
Hoje ao passar pela antiga fábrica da CUF no Barreiro lembrei-me dos tempos passados na colonia. Tal como o autor diz chegava a chorar por não estar em casa e partia a chorar já com saudades do sitio.
Não é só a colonia que faz falta. Também a fábrica deixa saudades, apesar de toda a poluição que causava. Mas empregava meio-Barreiro e produzia.
Bem haja por este Blog

José disse...

cruz, tenho 54 anos, filho de operário da cuf, e o que eu posso dizer em relação às férias que por lá passei, (22 dias por turno) foi simplesmente inesquecível. Foram os melhores momentos vividos na minha infância, nunca me irei esquecer até ao meu último dia. Recordo com emoção e saudade aquele lugar paradisíaco e único.Terminaria por agora lembrando o final de uma canção que cantávamos na Colónia "Tantas perguntas sem resposta, tantos mistérios que se escondem, a gente vê e do que vê a gente gosta, pergunto ao Vento mas o Vento não responde". 17/05/2010
As cores do meu fardamento foram: Castanho, Verde e Amarelo.

O Luar da Vida disse...

de que é feita a nossa vida senao de memorias. Tive o grande privilégio de estar na colonia da cuf em todos em varios anos. Foi azul, verde, amarela. Fico contente por ter a certeza agora sim, que mais pessoas consideraram a experiencia nesta parte da infancia muito importamte, inesquecivel e enriquecedora.

Como tudo o que é bom acaba.....será que não têm consciencia da importancia de darmos uma boa infancia aos nossos filhos?
Claro o poder economico conta mais depois temos os casos vistos de bullying nas escolas ja de 1º ciclo.

chinoca disse...

nasci em 66 e frequentei a colónia em 72 e nunca mais me pode esquecer daqueles momentos maravilhosos passados naquele lugar nós fomos realmente umas crianças felizes. desde o amanhecer até ao beijinho de boa noite que os monitores tinham o cuidado dar tudo era uma maravilha nunca mais vi nada parecido. hoje recordo com saudade cantando o hino da colónia foi bom encontrar com quem partilhar estas memórias tão felizes.

Anônimo disse...

Boas pessoal
Tambem eu andei na colonia de ferias da cuf durante 8 anos e sem duvida que tenho imensas saudades dos tempos que la passei.Ainda hoje la passei mas nao entrei, alem de um cao nao tinha mais ninguem, e limitei-me a ve la de fora...Se alguem souber a quem é que se pede autorizaçao para puder entrar e matar saudades por favor enviem me um mail com os contactos para cinderela.kika@hotmail.com.Gostaria imenso de la voltar.
Beijinhos a todos

Poemas e Outros Eus disse...

Que saudades! É muito giro voltar a olhar para estes dormitórios, para o refeitório...
Parabéns por este blog.
Só uma à parte: O nome principal do enfermeiro não era o Sr. Urbano?

Ricardo Ferreira disse...

Caro/a Poemas e Outros Eus, obrigado pelo seu comentário. Sobre o nome do Enfermeiro, era o Sr. Veríssimo. Se quiser ler mais histórias da colonia de férias e outras curiosidades dirija-se ao Grupo criado no Facebook á Colonia de Férias da CUF/Quimigal. Aqui fica o link:

http://www.facebook.com/#!/group.php?gid=36711504026

com os melhores cumprimentos
Ricardo Ferreira

Filipe Carril disse...

Caro Ricardo Ferreira, felicito-o da forma mais efusiva possível pelo extraordinário trabalho que aqui apresenta e faço votos para que assim o mantenha. Adiante verá... Caros Companheiros de Colónia, Monitores, Voluntários, Funcionários e Outros Colaboradores, nada nos impede de unir esforços no sentido de replicarmos aqueles bons momentos que todos passámos na Colónia de Férias da CUF. Para tal, basta que nos conjuguemos em ideias e actos, pois assim, evitam-se as bagunças ainda que legitimas e compreensivas, prejudiciais ao nível de contactos institucionais.
Sou filho de ex-funcionários da Tabaqueira, fábrica existente no concelho de Sintra e, consequentemente e opcionalmente mesmo, tornei-me um frequentador assíduo da zona da colónia e praia grande, o que faço quase todos os fins de semana. Hoje com 51 anos, posso dizer-vos que, em 2005, com 45, tive a oportunidade de visitar o espaço, entrar no "meu" habitual dormitório dos "Azuis" e deitar-me naquela que também foi a minha cama.
Podem contactar-me a qualquer altura para: rfccarril@gmail.com ou ainda, no facebook "Filipe Carril" ou ainda tlm: 963103610.
Um grande abraço saudoso para todos e até breve.
PS: "A Colónia da CUF é de ouro e é de prata, a Colónia da Shell é de casca de batata" - cantávamos sempre que passávamos em frente à colónia da shell.

Flor disse...

Olá, eu também fui uma menina da colónia de Férias da CUF.
Que bom é recordar tudo isto....
A nossa chegada a ida ao sapateiro escolher as sandálias de borracha coloridas, a distribuição das cores (pensava eu que era por sorteio)a apresentação da colónia a D. Ema, o Dr. Veríssimo a chegada ao dormitório e o arrumar as nossas roupas num saquinho de plástico e depositado na casinha das toalhas até irmos embora.
O refeitório onde todos as manhãs bebíamos aquele leite em canecas de plástico coloridas com a nata a boiar no meio(como alguém já referiu antes...era mesmo isto),a biblioteca cheia de coisas novas para a gente descobrir, os filmes depois do jantar, os alpendres das actividades onde pintávamos os vidros com tintas feitas com pó e agua...os dormitórios onde durante a sesta fazíamos campeonatos de escorregar com os tapetes naquele chão vermelho tão bem encerado...
O lanche era ao pé dos baloiços sentados em bancos que formavam um circulo.
Os 137 degraus que descíamos para irmos para a praia, o circulo que fazíamos em volta barracas para delinear o nosso espaço, os banhos de areia pois o mar era muito forte..
As actividades que fazíamos as caminhadas que fazíamos com o cantil e a mochila ás costas Etc.....
Era sem duvida um lugar mágico, aquele cheio a flores no ar, ainda á pouco tempo passei num jardim onde senti aquele cheiro, voei logo até á minha querida Colónia de Férias. Frequentei a colónia de 1979 a 1984 tenho 38 anos e muitas saudades.
FL

Anônimo disse...

Que saudade!!!!

Ao ler os comentários, fiquei com lagrimas nos olhos. Junta-se o bom da Colonia com o facto de sermos crianças e de tudo ainda nos parecer melhor.

Vou ao fim de 35 anos confessar uma malandrice, descobri uma vez onde se encontrava guardada a chave da porta do altar e eu e um amiguinho pegamos na mesma e deitamo-la para uns arbustos a caminho do dormitorio, convencidissimos de que no dia seguinte (Domingo)não haveria missa.

A excitação era tanta que nem dormimos em condições..rs...rs...
No dia seguinte lá estavamos nós a rezar o pai nosso...rs...rs...

Anônimo disse...

Viva!

É com muito encanto que encontro um espaço destinado às memorias da colónia. Partilho tb de outros que o sentimento de Saudade ocupa a dimensão total do meu corpo. Não sei explicar, mas os tempos vividos na colónia e tive o privilégio de ser colono e depois monitor, foram dos momentos mais felizes na minha infância e juventude. Hoje com 48 anos, já tenho passado pelo local e o ar de abandono deixa-me triste. Partilho com os meus filhos a alegria que vivi, mas é impossível alguém que não viveu perceber o sentimento saudosista que povoa o espírito dos colonos ou monitores.
Efectivamente as organizações perderam uma componente importantíssima, a Social, que creio não haver mais grupo nenhum como o grupo CUF à Altura. Veja-se o reflexo que teve este espaço e aquela politica, em centenas de crianças. Depois de pesquisar por acaso, encontrei um grupo no facebook e na realidade é uma iniciativa maravilhosa poder recordar tão belos tempos.
Curiosamente uns amigos, criaram recentemente um campo de férias,de dimensão considerável, que sendo diferente da colónia, já proporciona felicidade a muitas crianças. A Vida é Bela.
Obrigado Ricardo por este blog.

Paulo Jorge Santos

Anônimo disse...

É pá que saudades, fui Colono, Monitor, e ainda hoje sempre que passo perto passo pela zona só para ver a Colónia. Mas não é que agora um grupo qu tem página no facebook está a organizar um almoço convivio no próximo dia 1 de Dezembro com visita à Colónia ??? - Já me inscrevi e estou desejoso de lá voltar

josé Soares disse...

Meus caros
além de colono 6 anos fui monitor 10. O meu nome e pelo qual era conhecido e sou, Zeca, e é com grande prazer que leio estes posts e relembro aquilo que foram dos melhores momentos da minha infância e adulto jovem.
A saudade daqueles tempos e saber que aquele local, que devia de ser património nacional pelo menos dos que lá passaram, está agora fora do uso que teve e que deveria ter continuado a ter.
Há 2 dias fui contactado por causa da reunião e amanhã vou tentar ainda a inscrição.
A todos aqueles que fozeram parte da minha vida naquele local e a todos os outros que lá passaram o meu bem haja e que se não fôr dia 1 será até sempre.
Zeca Soares

Anônimo disse...

Pois meus amigos e colegas de tão boas recordações;vai acontecer no próximo dia 1 de Dezembro o encontro convívio de colonos da colónia da C.U.F.,com visita às instalações,já somos muitos,mas muitos faltarão por falta de conhecimento,pena não me ter lembrado de vir aqui mais cedo.visitem no facebook a pág. de "colónia de férias da CUF/Quimigal"vão gostar.
Aldina Estaca

Anônimo disse...

Que saudades desses tempos, sou desses anos,lembro me perfeitamente D.Ema, da D.Felícia, do Sr.Veríssimo e filho Fernandinho...A minha cor foi sempre a verde. Aqueles 365 degraus subidos e descidos. As saragatoas que o Sr.Veríssimo me fazia no seu gabinete médico, as nossas peças de teatro, as gincanas, o nosso alpendre de trabalhos manuais..enfim..um tempo que já não volta e de que tenho muitas saudades...beijinhos, Maria Rosa

Anônimo disse...

Boa noite! Gostei Muito de ver e recordar o historial do Grupo CUF, Mas inclusive da Colónia de Férias em Almoçageme, pois recordei e relembrei as 6 quinzenas que ali passei,dos meus 6 aos 11 anos (1989, ultimo ano em que funcionou). Só tenho pena mesmo é de quem criou esta página se tenha esquecido da unidade Fabril de Ansião (Fabrico de alcatifas, tapetes e carpetes). Pois os vermelhos como disse e muito bem eram os miúdos de Estarreja, mas não só, também eram os miúdos de Ansião!
Sérgio Ferreira

Anônimo disse...

Eu frequientei a colónia durante 7 anos e cresci lá, fui sempre muito caladinha, chorona e lá.... ai jajus... Fujam, porque ela vem lá... É pena aquilo ter fechado. Belos tempos e que nunca mais voltam...

Claudio Bicop disse...

Olá aqui está mais um daqueles que também viveu momentos mágicos e únicos na Colónia de Ferias da CUF já cá cantam 39 anos :( mas muitas das lembranças desde a creche da CUF até a esta maravilhosa Colónia aindam persistem na minha mente, Admito que tenho estado contente e comovido a pesquisar por fotos ou paginas no facebook e blogs e est+a a ser delicioso o que estou a encontrar e a ler :) um bem haja e tambem quero ir ao proximo encontro de preferencia agora no Verão :) podem contar comigo deixo o meu facebook Claudio Sobral ou claudio_sobral74@hotmail.com abraço e beijos a todos! :))

Trancelim disse...

Parabéns por este blogue, numa de passatempo encontrei o tema CUF e colónia de férias. Bons tempos de meninice. Frequentei a colónia em tempos mais recuados, entre 59 e 63 em que a D. Ema era ainda uma jovem.
Sou de Alferrarede, hoje, a viver em Viana do Castelo, mas com o encerramento da UFA na freguesia onde nasci, o meu pai foi transferido para o Barreiro. De tudo ligado à CUF só guardo boas recordaçöes, tenho algumas fotos.
Parabéns pelo seu excelente trabalho.

Dulce Braz


José Marcelino disse...

Boa tarde a todos.
Foi por acaso que descobri este blog e não consegui deixar de ler emocionado todos os comentários.
Sou o José Marcelino tenho 51 anos e sou filho de um antigo trabalhador da Lisnave.
Moro em Sintra e sou frequentador juntamente com a minha família da Praia Grande, isto para dizer que passei muitos 15 dias nesta bela colónia de férias que tive a oportunidade de revisitar á uns anos devido a ter ido ver uma exposição patrocíonada pela CMS.
Isto para dizer que ao entrar por aquele portão foi como se tivesse regressado ao passado.
De todos os cantos me lembro como se fosse hoje ,dos jardins,do refeitório,dormitórios,alpendres,campos de jogos,a biblioteca com as suas coleções e onde ficávamos quando estávamos doentes e não podíamos ir para a praia os cheiros a luminosidade a organização de um grupo de pessoas que trabalhava para que nada nos faltasse e nos sentíssemos felizes naquele espaço de tempo, enfim de tudo me lembro como se fosse hoje,entrar a chorar com saudades dos pais e sair a chorar com pena de o tempo já ter acabado, e como gostaria de voltar a revívelas. Falei da Praia Grande porque ai me diverti, ainda me lembro dos baloiços lá em baixo,das barracas ás cores,do quadrado feito na areia a delimitar o espaço onde podíamos brincar feito pelos monitores de serviço á praia minutos antes de chegarmos, e quem se lembra da hora do banho ?? da sandes com marmelada, e depois das grandes futeboladas... e a cobra humana gigante ás cores, a descer e a subir a escadaria tarefa essa acompanhada por cânticos que ajudavam á tarefa.
O velhinho autocarro que por vezes nos dava boleia de volta a colónia na hora do calor, era outro ícone desta organização.
Tanto se poderia dizer e que já aqui foi dito por antigos companheiros e companheiras, que ao lê-los me ajudou a reviver um passado que guardarei com saudade até aos meus últimos dias.